<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187</id><updated>2012-01-26T13:09:33.581Z</updated><title type='text'>Rio de mim</title><subtitle type='html'>Escrevo sem saber o que descrever, pois pretendo sê-lo aqui... A descrição de mim mesma... A que crio a cada dia... 
No Rio de Janeiro... Rio, rio de mim.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>90</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4751108087485199283</id><published>2011-08-25T14:07:00.001+01:00</published><updated>2011-08-25T14:07:41.056+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;embed style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 320px" name="flashticker" type="application/x-shockwave-flash" align="middle" src="http://widget-fb.slide.com/widgets/slideticker.swf" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=bb&amp;amp;il=1&amp;amp;channel=2449958197297228283&amp;amp;site=widget-fb.slide.com"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left; WIDTH: 400px"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197297228283&amp;amp;map=1" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" src="http://widget-fb.slide.com/p1/2449958197297228283/bb_t040_v000_s0un_f00/images/xslide1.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197297228283&amp;amp;map=2" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" src="http://widget-fb.slide.com/p2/2449958197297228283/bb_t040_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197297228283&amp;amp;map=F" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" src="http://widget-fb.slide.com/p4/2449958197297228283/bb_t040_v000_s0un_f00/images/xslide42.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4751108087485199283?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4751108087485199283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4751108087485199283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4751108087485199283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4751108087485199283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3920186622983099793</id><published>2011-08-25T13:41:00.009+01:00</published><updated>2011-08-30T12:30:16.523+01:00</updated><title type='text'>Nouvelle Vague</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Sonho acordada contigo... Adormeço na esperança que o sono não me desperte o sonho, uma maior consciência que se coíba com a minha bem amada ilusão. Imagino-te sempre em dias de sol, bem contigo, mesmo que de ânimos arranhados, mas mais por pirraça, por charme, do que entregue a um rancor.&lt;br /&gt;Imagino-te sempre de manhã, com o sol a subir, como se te soubesse dessa luz. Vejo-te sempre a chegar, como se não coubesse em mim ver-te partir.&lt;br /&gt;Vens de cabelo alinhado, como se te tivesses visto no espelho da tua vespa, ou no reflexo duma janela, antes de me encontrares. Fecho os olhos e vejo-te passar os dedos pelos cabelos, e pressinto no teu respirar uma vontade maior de suster a vida, expulsas o ar lentamente, como se te custasse desfazer dele, como se saboreasses a sua presença até ao vazio, que enches de uma só vez, como se tivesses mais vontade de respirar o mundo, e de me ver. Vi-te pela janela, encostada a uma sombra que gentilmente me escondia, para que eu te pudesse ver sem ser descoberta. Há um qualquer efeito na contraluz, uma luz amarelecida, que te torna mais familiar, como se fosses uma fotografia guardada. Daquelas que te faz parecer um galã de um filme &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt;, não , de um filme italiano, do Rosselini ou do Fellini ou do De Sica. Enfim, um daqueles homens com jeito de homem, com o maxilar bem definido e com uma voz de poucos amigos que se adoça quando me fala.&lt;br /&gt;Dou a última borrifadela de perfume antes de te encontrar e sinto no ar um rasto nas últimas voltas que dou pela casa, invento mais uma só para ver se está suficiente forte para se colar a ti. Mal saio, vejo-te encostado a uma parede a fumar um cigarro. Há qualquer coisa em ti que transforma a banalidade numa qualquer coisa tão tua e que se confunde com as minhas que me inquieta. Não falas logo, dás um bafo no cigarro e, embora sejam apenas uns segundos, parecem em câmara lenta, e antes de expulsares o fumo percorres o meu corpo com o teu olhar. Há uma coreografia perfeita, enquanto exalas o fumo, como se ele me circundasse ou me desenhasse sob o comando dos teus lábios. Reparei neles agora... São carnudos, beijáveis, extremamente beijáveis, e o facto de teres um cigarro na boca não me ajuda, mas os teus olhos distraíram-me. Tinhas aquele olhar de quem quer mais do que diz, de tal forma que franzias as sobrancelhas, como se quisesses olhar mais, ver mais além. Eu estava de óculos escuros, enormes, que também me remetem para um daqueles filme onde tu és o galã, como se fosse aquele o grande encontro, o &lt;em&gt;volte-face&lt;/em&gt; da história, e atrás deles sentia que podia manter o mistério, como se soubesse que ali diante de ti, àquela luz de dia, os meus olhos me trairiam no propósito de adiar a tua descoberta dos meus desejos. Se bem que acho que me saíam pelos poros, exalava desejo, vontades de nós. O sol contornava-me o rosto, e havia uma brisa que me auxiliava na tarefa de seduzir-te. Uma brisa quente, mas que me levava os cabelos como se os tirasse para dançar... Como se fizesse maior o rasto até mim, como se sublinhasse as minhas palavras com o som de chicotadas no vento... Mas leves, como se tornassem a conversa ainda mais sussurrada, quente. Acho que tenho um jeito de falar só teu, que quando falo contigo, tenho qualquer coisa que se alinha só para ti. Falámos do dia lindo e de mais algumas trivialidades para aligeirar aquele turbilhão de coisas que não se aquietavam. Quis perder a roupa ali mesmo, mal perdi o sentido. Perdi-me inúmeras vezes na conversa, e consegui esconder-me atrás de uma ou outra palavra mais acertada, requintada. Tentei parecer interessada, mas por vezes não te ouvia, como se começasse uma música a tocar e todos os teus movimentos desacelerassem para satisfazer a minha imaginação a tempo real. Não que não te quisesse ouvir, mas estava inebriada pelos teus gestos, por uma presença que percebia agora, ter-me feito tanta falta. Como se preenchesses um lugar que eu ainda não sabia teu. Percebi que tinha saudades tuas, mais do que as pensadas, ou assumidas. Mas não as descobri maiores na tua ausência, mas antes na tua presença, antes neste presente que ganhaste em mim. Tive vontade de te agarrar pelas mãos e dar voltas infindáveis, daquelas que dava em criança e só pararmos quando o mundo estivesse a andar à roda, e nós de pernas bambas, sem passos certos (nota mental: sempre gostei de andar à roda até ficar tonta, para rodar à velocidade que me desse na gana, solta para sentir, e até cair). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Subi para a tua vespa, que anda à velocidade certa do meu filme, ela tem a velocidade dos amantes, anda ao tempo certo para perceber cada detalhe, cada mecha de cabelo despistada pelo vento, e faz barulhos errados, que ganham ao silêncio no seu rosnar, e que adiam segredos, que não se decifram, ou que se perdem, ou exigem sussurros mais prolongados, mais certos de se dar. E naquele banco de motoreta sentia tudo, pois o tudo era eu, eras tu, tu e eu, assim sentados ligados pelo agarrar dos meus braços, que ameaçavam ficar dormentes por não mais te largarem. Para evitar o vento escondia-me, afundava-me nas tuas costas, como um escudo quente que me abrigava até ao fim do mundo. Em toda a viagem sentia o cheiro do mar, sempre a par do teu, como se fossem um só. Quando te apertava mais a cintura sentia que andavas mais rápido, como se te sentisses mais capaz de rasgar o mundo comigo ali, ou como se confirmasses estar acordado. Mas era um leve acelerar, que ressoava pouco, mas vibrava, expandia em mim... Só eu o notava, talvez nem se traduzisse em quilómetros, mas eu colada a ti sentia-te a pulsação mais veloz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Depois trouxeste-me de volta, subimos, e tocava uma qualquer música de sons pacientes, uma voz rouca, parecida com a tua percorria a sala. Eu ria, dançava, tu fingias não gostar de dançar, disseste que não sabias. Eu não insisto, mas continuo a dançar, como se me entregasse a um prazer só meu. Quando abro os olhos já tenho um copo cheio de vinho. Passadas três músicas, o som prende-se tanto ao meu corpo quanto ao meu riso, que perdura e se prolonga a cada gole de vinho... Tu também ris... Levantaste-te e caminhas para mim... Agarras-me pela cintura e deixas-me guiar... Passo os dedos nos teus cabelos, e deixo-os cair, como se perdesse a força nos braços, como se caíssem em cascata pelas tuas costas, e deixei-os descansar, mas depressa voltei a erguê-los, como se eles em volta do teu pescoço me alinhassem com o teu olhar, ou me mantivessem o equilíbrio que se perdia no movimento e com o destilar do vinho em mim. E antes que a nova música entrasse, engole-me um beijo teu (nota mental: Essa tua coisa de beijar como se fosse a valer, para fugir do mundo, tira-me dele), e sem notar, tinha o vestido a rastejar-me os pés. E continuaste a beijar-me daquele jeito teu, nosso, que eu gosto, como se me surpreendesses sempre, como se estivesses sempre atento e disponível a cada movimento da minha boca, da minha língua, do meu corpo, como se só me guiasse a força do teu braço na minha cintura, para me lembrar que és o meu homem, para me lembrar que contigo vou até ao fim da rua como quem vai até ao fim do mundo... A tua camisa e as tuas calças juntaram-se ao meu vestido, e tudo o que nos detinha, cobria o chão... E eu continuei a dançar, e só me esquecia ou trocava os passos, quando tu, com esse teu jeito de virar o meu mundo ao contrário, me trocavas as voltas... Pegaste-me ao colo, e disseste-me palavras malandras, lindas, algumas tímidas, ao ouvido. Mas muitas não me disseste, ficaram-te nos braços, nas mãos, e nesses teus olhos, que nunca me perderam de vista, e me guiaram até me entregar a um desejo que só sei em ti e para ti. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;E viveu insensata para sempre, mais do que felizes para sempre eles foram reais, afagaram intimamente o sublime e um nível de consciência maior... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Sentiram cumplicidades que saem dos contornos da mente, mas foi esta que conteve o que expande sem razão, o que não se controla, o que é real. Mas as oportunidades de viver as mais altas instâncias de nós, são proporcionais à entrega, e isso vai na bagagem emocional, pois que esta não se faz só de carga, também se faz de asas... O que não mais é presente já o foi, amplamente, e mais do que lembrar o fracasso, leva nele a energia da oportunidade, da nossa capacidade de doação, de sermos amados e amantes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;The End &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3920186622983099793?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3920186622983099793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3920186622983099793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3920186622983099793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3920186622983099793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/08/nouvelle-vague.html' title='Nouvelle Vague'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4250377576155777142</id><published>2011-06-01T02:57:00.005+01:00</published><updated>2011-06-20T19:21:39.623+01:00</updated><title type='text'>Preto e Branco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mistura insolúvel, que bóia em mim... Coisas aos pedaços que se atropelam e ficam, querem ficar, querem ser assim, baças, querem ser assim misturas, e misturadas. Não me querem só, oferecem-me bipolaridades, sensações, cheiros, tesões de vida tripartidos.&lt;br /&gt;Ontem falava-se da vida, rebolavam palavras várias em línguas soltas, sobre ser a preto e branco, e fez-se ouvir o coro do não, dos cinzas, dos néons, das nuances, das matizes, e um dos meus amigos ripostava que os cinzentos somos nós que os criamos, são meras construções, invenções &lt;em&gt;cromaticonervosas &lt;/em&gt;(nota mental: adoro estas palavras que juntas, e formando uma nova a meu bel-prazer, me trazem sensações simultâneas, sinestesias.)&lt;em&gt; &lt;/em&gt;... Talvez, mas acho que precisamos tanto deles, como do breu do preto e como da luz do branco, o assim assim , o um pouco menos, do que tantas vezes nos queixamos, faz-nos aguentar, ajustar, acomodar e rebelar, agitar, ir para, levantar, transformar. Eu gosto destes cinzentos que são misturas exactas e únicas, pois ninguém os tem iguais. Eu gosto desta matiz que nada quer, mas que te faz querer, que faz chegar até ti o mais difícil, a espera, sim porque ela também chega, ou chegamos nós lá, a esse banco invisível acabado de pintar, onde nos sentamos para nos sujar, ou onde ficamos em pé até não mais aguentarmos as pernas... De qualquer forma, esse banco no meu jardim já foi tão odiado, no tempo em que achava que só andava com as pernas, no tempo em que achava que parada não ia a lado nenhum, num tempo em que nada, ninguém me parava... Até que parei. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4250377576155777142?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4250377576155777142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4250377576155777142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4250377576155777142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4250377576155777142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/05/preto-e-branco.html' title='Preto e Branco'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3865410583416752073</id><published>2011-06-01T02:22:00.010+01:00</published><updated>2011-06-20T19:19:36.384+01:00</updated><title type='text'>1/2 Minuto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entrei no carro e parecia que o movimento mecânico que me prendia aos pedais, a parte de mim que obedecia aos sinais, eram menos meus ainda, o carro não acompanhava nem perseguia a distância que eu criei... E assim, no meio de um pequeno nada, a cidade apagou-se.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era outra cidade, só se mantiveram as luzes de subsistência, para lembrar uma antiga vida, uns semáforos a tentar manter a normalidade, o passado, reminiscências de luz, mas tudo mais desertou. Parecia vazia, as pessoas no escuro, calaram-se, e como se esta ilusão que vem pelos olhos me desse mais ouvidos... Escutei o silêncio, e senti-me ali, assumidamente perdida, tudo a que fugira durante o dia veio naqueles trinta segundos de quase escuridão, de &lt;em&gt;pseudosolidão&lt;/em&gt;... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E voltou a luz, a cidade voltou a ter movimento, e foi como se aqueles trinta segundos fossem uma pausa no tempo, nunca tivessem sido vividos, fossem lapso, tempo perdido e rendido à ausência de acção visível. Um fosso no tempo, ou a salvo dele, onde nada existiu, ou se esqueceu, o chamado contratempo, que não podia revelar melhor nome, pois de facto foi algo que saiu ou foi para além dele, das voltas agoniantes do relógio.&lt;br /&gt;Caminhamos para a luz, sem ver que às vezes nos falta este quarto escuro onde nos abrigamos da normalidade, da rotina, de sermos ideais, de sermos nós. Onde podemos pousar o que somos e esquecer por instantes, e apenas sentir o nada , a ausência de sonhos ali, a noite, sem ter que esperar nada, apenas entregues a um tempo que se esconde do tempo, que não precisa brilhar, existir.&lt;br /&gt;Por vezes levo-me à loucura, ainda bem que me dei a viver várias vidas e outras que não eu , porque as multipolaridades que me divertem às vezes, levam-me à exaustão tantas outras; como é que de serena passo a não estar aqui, como é que a luz se apaga?... Em trinta segundos... E volta acender, como uma ideia, uma nova brecha que me entrega a qualquer coisa, que sai de mim, e brilha, e apaga, e volta a brilhar. Assusta-me o quão passional são as minhas entregas, mas como as abandono, deixo partir, em segundos apenas, apaixonadamente, como se me entregasse ao deserto, ao nada, ao contrário, ao avesso, da mesma forma. Como se fizesse tudo errado e não acreditasse que fiques aí, quando sou menos luz, quando se apaga e eu me encaixo, pequenina, como uma bola que rebola para um canto, um encontro entre dois muros, que me guardam na escuridão, onde o silêncio se escuta sem eco, e se instala, paredes de cor, que não se vê, apenas se sente o calor e a vibração da cor gravados na pedra, e se sabe que está ali, acredito, está lá, e vou ver quando a luz voltar, mas eu sei que está, mesmo no escuro, apenas palmando, sinto e volta... Vai... E apaga-se, em trinta segundos, meio minuto... Meio minuto onde se compreende uma vida, ou a perco. Um minuto onde cabem luz e trevas, e eu, a um canto, enrolada como um novelo que não quer ser fio de nada... Apenas estar ali, enrolada, no escuro, na sombra, a poder não ser, a descansar... Voltou a luz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3865410583416752073?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3865410583416752073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3865410583416752073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3865410583416752073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3865410583416752073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/05/12-minuto.html' title='1/2 Minuto'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-29640057924551359</id><published>2011-05-16T17:36:00.004+01:00</published><updated>2011-05-16T17:46:00.585+01:00</updated><title type='text'>House of the Rising Sun</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;8 de Abril de 2011&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De repente, completamente de repente... Surgiste como um sol, como se me trouxesses o calor que me agarra a esta terra e que me mata saudades de outras latitudes de alma. O curioso é estares há tanto tempo no meu imaginário, nos meus olhos, e de repente, simplesmente assim, tornas-te real... Como se eu abrisse as janelas de uma casa fechada, e por todos os lados entrasse luz, uma luz que me semicerra os olhos, que me afaga a cara, que me adormece a mente, que me faz esquecer de tudo e que me faz ver que um novo dia nasceu, e entregue aquele momento, aquela quentura nova, fico nesta curiosidade de corpo quente que engole passados e se dá apenas... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que o que mais gosto, é que quando estamos, somos reais, e o quanto me fazes querer estar exactamente aqui onde estou. Deste-me o presente que é estar e simplesmente estar. Ao pé de ti perco o meu já fraco sentido de tempo, quero-te em todas as conversas, gosto das ressonâncias da tua voz, e gosto das tuas palavras, adoro a forma como as arrastas e como com a noite a tua voz rouca fica ainda mais grave como se agravasse uma vontade que nunca me deixa perto de ti... Adoro quando as tuas mãos que não temem ser de homem, me agarram e me dão literal e subjectivamente a volta, fico de cintura apertada, como se naquele momento me apertasses todas as ânsias, as segurasses ali, e me fizesses sentir segura, e livre, ali, nas tuas mãos... Adoro o teu mau feitio confesso, que me diverte, adoro como sem notares és o mais atencioso, adoro como me olhas, mesmo quando finges ser normal, por acaso, e adoro estar colada a ti à espera do sono, ao som da tua voz. E isto tudo foi tão de repente que até temo pôr em palavras, mas que se dane... Estou feliz, e sinto-me orgulhosamente pateta e ridícula e constantemente com saudades, como se esperasse sempre para as matar e quando mortas fizessem as próximas maiores... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estás a tornar-te memorável, mas de uma forma que não fica só aí, já te passeias por muitos mais lados de mim... E deixei solto, quero, até porque ao pé de ti me sinto incrivelmente livre... E gosto de tudo como é, não quero mudar nada, não te vejo num potencial, vejo-te hoje como o homem que eu quero, és tudo o que me desejava... E desejo. E não quero saber o que isto vai ser, porque já é. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-29640057924551359?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/29640057924551359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=29640057924551359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/29640057924551359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/29640057924551359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/05/house-of-rising-sun.html' title='House of the Rising Sun'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4891400137078941940</id><published>2011-05-11T11:58:00.006+01:00</published><updated>2011-05-11T12:47:20.424+01:00</updated><title type='text'>Contrabandista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vivo no presente, tento, tento sorver o que quer que seja que acredito e sinto existir, mas às vezes prende-se-me no tédio uma sensação que descubro inventada, uma intuição contrabandeada por mim, apenas para me entregar a um tempo que acontece. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caminhamos sempre para algum lado, ou temos que nos dar essa sensação de avanço, pelo terror de estar parados, parada... De não existir para alguém. Poucas vezes me basto, mas gosto tanto dessa sensação de ser mais minha, de me fundir no vento, de me atirar sem precisar do seu balanço... E cair sem precisar que o chão me aqueça velhas feridas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As expectativas que crio, matam-me as intuições, as sensações leves, gosto tanto delas, as que são ainda mais efémeras que o agora, as que só nele habitam e em mim, e que me deixam na generosidade de quem me dá a muitas mais. Quero ter a leveza de me entregar sempre a esses nadas, quero deixar de pensar e querer tanto tudo a todo o tempo. Quero deixar de me pôr no tempo, de me dar tempos, quero esquecer-me do que me esquece... Quero esquecer-me desse atalho que me abrandou o passo e a pulsação... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero intuir sem trapaça, e ser levada por esse impulso maior que nada quer, mas que sente, que me tem e quer ali, parada, a caminho... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero contrabandear intuições para servir os meus caprichos, os meus quereres de quem quer sempre estar, sentir e caminhar para um qualquer lugar maior de si... Quero voltar aos meus pequenos nadas e esquecer-me desse grande plano que tracei para mim... E só mudar o rumo, quando sentir uma intuição (pura) que me leve daqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4891400137078941940?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4891400137078941940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4891400137078941940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4891400137078941940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4891400137078941940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/05/contrabandista.html' title='Contrabandista'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-6764529832176175551</id><published>2011-04-19T14:47:00.001+01:00</published><updated>2011-04-19T15:00:06.436+01:00</updated><title type='text'>Carta a Cris(tiana)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recebi uma carta tua!... Adoro receber cartas. A sensação de que alguém se quis dar de tal forma e sem hesitações, que se oferece em palavras, que as pensou, e/ou as sentiu e no-las devolve de forma perene. As cartas que nos escolhem quase sempre nos revelam uma disponibilidade do outro perante nós... Nunca deixo de sentir quando me agradecem vivências, momentos, experimentos, que sou eu quem na verdade agradeço, ter a meu lado, ser que se permite vivê-las, que se dá de tal forma, ou se sente numa dimensão onde dar e receber são uma única matéria, impalpável às mãos mais atentas. E aí nascem bolhas de tempo, estufas de nós mesmos, onde adoçamos e onde depuram os nossos mais subtis sabores... Bolhas envoltas em energias partilhadas, onde, como dizes tão bem, há o conforto de poder amar e errar.&lt;br /&gt;Engraçado, ou não... Mas antes de acabar de ler a tua (nossa) carta e de ler essas palavras que aqui sinto, precisamente neste parágrafo, disse-te como sinto ser o Amor o maior acto, forma, matéria, capaz de nos sublimar, pois que quando o vivemos, vivemos o mais próximo, ou em constante caminho do aperfeiçoamento do nosso ser (deixamos de ter pernas para nos fugir, porque nos inundamos em compreensão, e ficamos capazes de transformar o mundo, porque nos fundimos nele). Desse Eu que se afunda em corpo, que troca de mãos, que despreza lágrimas, que se envolve em medos, que se priva em pensamentos, mas que se salva aí... Quando erra e alguém o ama... Falava-te do que hoje li em ti, do que não ansiava por palavras, nem as temia, pois tenho, em ti, infindável compreensão.&lt;br /&gt;Quero um amor (de levar para casa) assim, elástico como a nossa amizade, desses dos nossos, em que escreves cartas que são para mim, mas que te levam mensagens, onde nos lemos e que quando nos apartamos das palavras, ganham forma a cada dia, e não sei bem se os momentos precedem as palavras ou se o contrário. Talvez seja eu teu invento e mais não tenha vida se não de ti, talvez tenhas sido tu a criar as histórias que me saem dos dedos, que se sacodem dos meus dias... Onde ando sempre com um trolley invisível, mas que tu vês, só tu, e para quem o abro, uma mala assim com a textura da minha clutch dourada e com o cheiro de vários céus, como se em cada lugar, para onde partimos, daquele aeroporto da tua carta, nos soubesse a algo novo, como se até uma simples língua de fora pudesse tocar o céu e saber-lhe o gosto... E tu com a tua trolley preta com glitters e pega prateada, exactamente como a queres nesse nosso canto da tua imaginação... Elas levam tanto, mas o que mais gosto é que não nos pesam, rolamo-las lado a lado, e sabemos que tudo o que elas levam pode ser por nós (re)criado, por isso afeiçoámo-nos a elas, não pelo o que nos fazem ter, mas porque nos lembram o que podemos criar... E porque têm rodas, as minhas douradas, as tuas prata, que as fazem capazes de seguir, de rolar estradas de terra batida, onde deixam o trilho que logo a terra esquece, mas que nos leva aqui, ali, a um algures onde o céu nos sente o gosto.&lt;br /&gt;Ando a rodear, porque não gosto de cobardias de alma, e só as assumo para ti, minha alma cúmplice, e não gosto de me emprestar a medos. Se os tenho, digo-os alto, tento, grito, ou substituo-os por amores maiores.&lt;br /&gt;Também quero um amor desses que escreves, esse por quem discorremos sem medo da forma ou borrões de tinta. Esse amor que não nos julga, porque compreende, nos intui, para quem as cartas são transcrições telepáticas pensadas com a alma. Esse amor que nos faz perseguir o maior em nós, mas que nos abraça quando estamos pequeninos, que se faz ombro a cada tropeção no caminho. Esse amor que me acha perfeita, mesmo quando acordo submersa em insatisfação. Esse amor que cheira a sais de frutos quando acordo com náusea (da vida). Esse amor que me acolhe, que me faz em qualquer esquina molhada e mal iluminada, sentir em casa. Esse amor que é maior que o mundo, pois nele está o meu. Esse amor que é mais que um homem, uma mulher, que se faz e acontece em amigos, em cada um de nós, que se permite fluir nessa vibração, que navega na ressonância mais subtil da nossa alma, na melodia inaudível do chakra do coração. Esse amor que se reconhece em olhares e que se dá a mãos, que me quer aqui, ali, a caminho, sem me cobrar a meta... E que me deixa mudar o caminho, voltar atrás, começar tudo outra vez, voltar ao fim, SER enfim. Esse amor que é, está, que me quer, recolhe, expande, que me faz ser doce, paciente, porque esquece o tempo... Esse amor que cria em mim histórias que nunca canso de contar, porque são testemunhos de que me vivo aí, sintonizada numa corrente invisível que tudo liga e que me solta de tudo a que realmente não ligo... Histórias que me dão e devolvem palavras, como se aumentassem o banco de dados da minha imaginação, como se fosse uma língua inventada onde cada palavra cresce em significados e em sujeitos, onde cada um faz seu verbo, onde não me detenho na semântica, uma língua sem lugar para erros... A linguagem do coração. E cada um vem cheio de palavras novas, frases feitas por desfazer... Alguns nem usam pontuação, outros ligam-se por reticências para não se perderem para pontos finais... Ou à espera de serem completados. Temos ainda o coração descritivo, que tudo enuncia, e enumera na precedência do imperativo e de dois pontos. E a mesma palavra nunca é a mesma, quando digitada, pronunciada, cozinhada nesta língua sem pátria, e onde todos somos Deus. Esta língua só se aprende de uma forma... Na escuta. E não se faz no grito, embora se liberte nele algumas vezes. E revela-se na minha palavra, que colo à tua, ou na tua que agora sinto minha, naquele significado que achava ser apenas em mim e que também descubro teu. E assim escrevem-se histórias (pelo menos as minhas)...&lt;br /&gt;Esse amor onde me escreves para te saber, te sentir, para que te oiça, pois não temes o meu ouvido... Sabes ter nele poiso para o pior e melhor de ti... Sabes poder amar e errar, errar a amar, amar o erro.&lt;br /&gt;É tão bom encontrar tamanha doçura, compreensão, mesmo quando não dizemos nada, principalmente quando não nos precisamos pôr em palavras.&lt;br /&gt;Não acredito nessa tua suposta secura, pois nunca a conheci, e tu para mim és e tens a inteligência cortante de quem se traz, teimosamente, pelo tempo e um coração pensante de quem desfaz tudo num segundo...&lt;br /&gt;E pelo meio vivemos entregues a delírios que nos fazem reais. E o melhor é que podemos errar, e nesta nossa casa não há portas, nunca vamos embora ou precisamos voltar... Mas podemos sempre ir para casa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-6764529832176175551?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/6764529832176175551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=6764529832176175551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6764529832176175551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6764529832176175551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/04/carta-cristiana.html' title='Carta a Cris(tiana)'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-5907733427109181461</id><published>2011-03-14T02:54:00.007Z</published><updated>2011-03-14T03:49:53.313Z</updated><title type='text'>Querer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é medo, é uma ânsia que se teme esperar, é uma sensação de querer não saber, mas na verdade quero, como se procurasse fragilmente um conforto que pode não me confortar... Essa coisa de saber, poucas vezes me fez feliz, mas a consciência sempre me aproximou do que quero. Talvez a felicidade seja mero incidente e em nada se prenda com o querer no seu sentido mais profundo, num sentido que raras vezes queremos, num querer que se subsome à consciência, que se faz passar por sonho, visão, que alucina, ou que talvez apenas alumie um lado obscuro, mas que permanece em mim. Quero tanto e tantas coisas, que sei que o meu querer, esse desejo incessante, me desfoca, como se me tentasse dentro dos vários quereres, para que os confunda e os perca, de tal forma, que um dia cessem em mim, como se me atormentasse, deixar de os ter, essas coisas que me possibilitam o salto, mas que tantas vezes me lembram que não saí do lugar...&lt;br /&gt;Tudo isto se perde na tua presença, como se de repente descobrisse uma porta mágica onde me sinto luz... E neste meu pensar de quem o usa, irrita-me ter em ti uma ponte para esse ser maior de mim... Mas a verdade é que quando sorris sei que sou melhor... E apenas quero estar, existir ali. É como se o meu querer ganhasse foco, como se o filtrasses deixando aquilo que anseia por mim... Quero essa coisa, mas tenho medo desta outra, desta plataforma instável onde estou desarmada, onde não quero estar, mas que me quer, onde me sinto viva, porque capaz de morrer, onde estou pronta para morrer, e é nesse risco de me aniquilar e de morrer por dentro que me sei mais viva e amante... E que sei que posso realmente Amar... (E tornar-me real).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5907733427109181461?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5907733427109181461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5907733427109181461' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5907733427109181461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5907733427109181461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/03/querer.html' title='Querer'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8401624984164434211</id><published>2011-03-14T02:32:00.004Z</published><updated>2011-03-14T03:46:34.491Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É uma espécie de arrepio, porta encantada até a um querer maior que não se anseia, permanece...&lt;br /&gt;Adoro quando me desconcentras e eu finjo não notar, e finjo manter tudo no sítio quando na verdade me desarrumas por dentro (adoro)... E vira-me o sentido do mundo e de mim essa coisa que nos envolve, como que uma bolha que de repente nos deixa estar aqui a outro tempo, como se o mundo desacelerasse, e como se tudo fosse maior e mais forte, cada sensação, cada momento, a consciência que se mistura com actos inconscientes confessos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E uma presença a que nunca fujo, como se quisesse para sempre ficar em mim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8401624984164434211?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8401624984164434211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8401624984164434211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8401624984164434211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8401624984164434211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/03/e-uma-especie-de-arrepio-porta.html' title=''/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4492112419221394841</id><published>2011-02-10T11:05:00.009Z</published><updated>2011-03-14T03:38:40.311Z</updated><title type='text'>Sonhei contigo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Resisti a acordar, porque sonhei contigo, porque antes de chegar a isto que chamam de vida consciente quis saber o que outras partes de mim me quiseram dizer... Lembro-me de coisas soltas, de mim, de ti, de coisas que neste mundo podem não fazer sentido, mas que a mim me aqueceram como se me enchessem um qualquer buraco de desejo inconfesso ou de vontade de ti. Não sei se já te disse, mas quero-te com todas as vontades que se atribuem às mulheres e aos homens, e achava que tudo isto estava esquecido no meu inconsciente, mas hoje ele lembrou-me que os sonhos também nos vivem, e mexem... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes acordo com a nítida sensação de ter tido um sonho mensagem, um telegrama da alma, ou dum outro lugar onde sou mais serena, onde sei tão mais, mas que vem assim mesmo, como um telegrama, frases e imagens soltas, onde as palavras se atropelam e nem sempre se sentem conscientes, e vem perdidas à espera que eu as viva, e não de um sentido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje sonhei contigo, já te disse, dizias-me uma coisa, mas os teus olhos, as tuas mãos, diziam e faziam outra. E eu acordei com vontade de lembrar o que foi sem ser, e sinto-me dividida entre a adolescente que resgatas em mim, e esta outra que acha que se protege por não fazer nada, por respeitar o devir, essa coisa que dizem que é o que tem que ser... Mas, esta coisa que tenho que me faz querer sempre atirar para as coisas, atira-me mesmo para as coisas e não sei... Tenho-me deparado com águas pouco fundas, mas ainda assim parece que insisto em ser &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de mergulho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando acordo acho tudo tão insensato, o tempo que tiro de mim para me focar nesta coisa que nada é, ou que eu quero que seja coisa pouca, mas a verdade é que me alimentas o vício, um movimento &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;centrífugo&lt;/span&gt; que se renova e que me amorna de novo o sangue, que me devolve palpitações, a sonhos molhados, a um qualquer alinhamento de matéria e resgates de alma, onde tudo é mesmo, e quente, vaporoso como se fosse moldado e moldável por um inconsciente mais sábio e capaz, que sonhou coisas por nós, e nós só temos que ter fé e agradecer. Entregas-me a um encantamento que andava desencantado. A lugares meus que andavam dispersos, e gosto de ser alma elástica entrar e sair sem medos e voltar, porque quando não vou, ando perdida, mas perdida com rumo, como se caminhasse agarrada a uma corda que me prende a tudo, menos aqui. E tenho vontade de chorar, já te disse que choro e rio em quantidades desmesuradas, daquelas que não se medem em unidades de tempo, já te disse que sou exagerada e de tempos em tempos me deixo ser lúcida, já te disse que quando te olho nada se define e tudo apenas é, que quando te ris, sinto que me esticas a alma, que quando estás, nunca consigo fingir que tudo está igual, que quando me falas não são palavras que te respondem, que quando me tocas, tocas mesmo... E hoje sonhei contigo... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4492112419221394841?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4492112419221394841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4492112419221394841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4492112419221394841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4492112419221394841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2011/02/sonhei-contigo.html' title='Sonhei contigo'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8604825001535154309</id><published>2010-10-23T18:01:00.001+01:00</published><updated>2010-10-23T18:02:43.441+01:00</updated><title type='text'>Vida Consumada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei a quem me dirijo, ou dirijo-me aquela que às vezes não sei ser, àquela que de facto sou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes, quando me sinto triste, dizê-lo alto, torna-o ainda mais triste, como se fosse a única coisa que partilhada tomasse mais dor, ficasse pior, ou pura e simplesmente, como tudo o que é partilhado, se tornasse maior. Mas este maior não sai de mim para encher o outro, não se divide, apenas despedaça mais, como se ao pronunciá-lo, o que apenas eu sentia, se tornasse verdadeiramente real, meu, ou em mim. Não mais é indigestão mental ou tédio, ou um prazer inventado, de alma subitamente desapaixonada. Outra das coisas que me desapaixona, ou me sente triste, é essa coisa de não pôr nada na alma. Essa coisa de alma &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;ociosa&lt;/span&gt; que não come nem se dá a comer, que não ama, não pode, não sofre, e nem pelo menos se finge, faz inventiva, capaz de criar uma qualquer pirueta, um amor, vagabundo que seja, uma qualquer transfusão de vida, de coisas sem nome, mas com cheiro, de dentes que trincam, mas não comem e escutas que não se pedem, perscrutam, por entre músculos e dentes e lábios que se abrem apenas para silabar o que só quem não espera entende.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas voltemos à tristeza, que mais não é do que intervalo, uma aia, experiente e &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;experimentada&lt;/span&gt;, sempre lá, aqui, e é tão minha, mas não sou eu. Sei tê-la sem transformá-la em mim, e por muito que muitas vezes a esqueça, várias me lembra que não se faz estranha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a digo cresce, ou melhor nasce, e só quando assim é, quando a sei, entre nós, me permito vivê-la, e deixá-la. Se assim não for, é ela que nunca me deixa, que silenciosamente me arranha por dentro e me entrega às coisas que tal como ela não se vivem ou assumem vivas. Até a tristeza precisa ser consumida para se consumar vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8604825001535154309?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8604825001535154309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8604825001535154309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8604825001535154309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8604825001535154309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/10/vida-consumada.html' title='Vida Consumada'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4399762739324609759</id><published>2010-09-18T21:10:00.009+01:00</published><updated>2010-10-16T02:37:53.623+01:00</updated><title type='text'>Flui</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Decidi não te escrever, como se escrever-te me fizesse partilhar-te, quando me sinto como uma menina mimada que ficou com a massa de bolo para raspar e não quer dividir com ninguém. Confesso também que ser que vive tantas vezes para contar, desta vez decidi ser apenas e abandonar o lugar de vigília, de contadora de histórias. Mas o tempo vem e vai e dá voltas em mim, à minha volta e sinto que esta coisa sem nome tem que sair de mim, como se de repente eu já não precise que sejas meu, ou não me importe com agoiros, pois tudo o que é, é. E não há palavras que toldem a história de outra forma, pois ela respira para lá destas linhas, e se é maior, flui.&lt;br /&gt;Em busca da fluidez, assim me sinto. Acho que chegamos a um ponto do nossa complexidade &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;esquizofrénica&lt;/span&gt; em que a fluidez de movimentos de corpo e de alma pende de tal forma nas nossas vontades, ou rasgos de fé, que se faz caixa forte dos nossos desejos, anseios. Descubro-me ansiosa só de sentir que tudo pode obedecer a essa corrente que segue e mesmo quando se aquieta, é viva. Essa coisa de imitarmos a natureza, de fazermos das emoções, rio, mar, oceano seja a escala a que nos aprouver, agrada-me. Dá-me uma sensação de estar menos só, de ser parte deste mundo. Quando tudo flui, continuo a ter dúvidas, mas de repente parece que não me incomoda tanto a espera, só isso, simples assim. No fundo sei-me da complicação simples que se quer dela e de todos. Sou ser simples, avessa a complicações mundanas, o que me complica são as questões que me detém e me contém e não a logística ou coreografia da minha dança para quem não me tem. Às vezes gostava de ser ser mais quieta por dentro, porque cansa... Cansa...&lt;br /&gt;E no meio de tudo isto que não sei se sou, vi-te pela primeira vez... E foi tudo como se fosse a primeira, mas uma primeira que me trazia memórias que não tenho, que me trouxe sensações que o tempo deste mundo não cronometra, fracções de um tempo ainda não inventado.&lt;br /&gt;Quando te olhei, tudo me desprendeu dali, mas duma forma estranha, como se de repente me esquecesse de tudo o que os sentidos vêem, e só me sobrasse o que não é "&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;pensável&lt;/span&gt;", restaram-me uma visão deturpada encadeada por uma luz qualquer que saía de tudo e uma qualquer coisa que se assemelhava a um não sei, ou a uma cola tudo, que me fazia querer ficar ali, sendo o ali qualquer lugar onde te tivesse... Um não descolar daquela voz que de repente me mudava o ouvido, me ensinava nova escuta, um olhar que me fazia sentir eu, e uma energia que me devolvia a casa... Acho que no tempo dos homens, posso dizer que me apaixonei ao terceiro minuto, e a cada minuto confirmava o que não podia deixar de ser. A forma como tudo parecia natural, fluir, uma familiaridade que de inexistente, apareceu desde o primeiro instante como achado, uma empatia que ia para lá de qualquer empatia, recordando-me todas as coisas &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;pirosas&lt;/span&gt; que se dizem sobre estes momentos, todas as comédias românticas, todos os folhetins de cordel... Falámos horas, e o tempo atravessou-me sem que o notasse, pois só te sentia ali.&lt;br /&gt;Tudo em ti me parecia diferente, como se fosses ser único, sem paralelos, tudo em ti me remete ao espelho, me acolhe . Tudo em nós não obedece a nada, e não se dá a regras, à ordem das coisas.&lt;br /&gt;Tudo sem ti me traz saudades, como se não mais soubesse não ter-te perto, ou como se secretamente gostasse de te ter longe para me saber fraca. Ou pura e simplesmente como se sempre te esperasse.&lt;br /&gt;Tudo volta quando me olhas como só tu sabes, daquela forma, como se só me visses a mim, como se sempre me achasses.&lt;br /&gt;Sempre que me lembro da primeira vez que te vi, conheci um desejo sem igual e sem corpo... Acho que só ao fim de 3 minutos e já enfeitiçada, te vi as pernas, cada músculo, cada contorno... Até lá contornavam-me sensações, uma sensação de estar bem, mas um estar bem tão bom, que queria ficar naquele lugar para sempre... Esse lugar que és tu, sou eu, que não começa nem acaba, existe.&lt;br /&gt;E embora com arrepios na espinha, não me deixavam nervosa, e nada do que dizia era filtrado, como se tivesse encontrado o soro da verdade, da minha, como se perto de ti não conseguisse fugir de mim. Tudo é natural, não pensado, corre... Uma sensação de estar protegida, sempre que me dás a mão, de querer ficar ali, apenas porque sabe bem, porque me entrega às sensações que não são complicáveis. Ali existo. Sem véus e distante de mágoas. E confesso que não me tento a proteger-me, não temo. Por mais que a razão me segrede coisas ao ouvido, não escuto. Sei que estou a ir contra a lei das &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;probabilidades&lt;/span&gt;, mas esse teu gosto a impossível, a sublime, tenta-me para lá das minhas faculdades mentais, para lá do meu ser &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;cognoscente&lt;/span&gt;. E esse teu domínio do meu inconsciente, levanta-me as saias (da alma) e mata-me os medos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradeço o presente que é sentir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4399762739324609759?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4399762739324609759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4399762739324609759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4399762739324609759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4399762739324609759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/09/flui.html' title='Flui'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4635792806320520406</id><published>2010-08-23T02:12:00.007+01:00</published><updated>2010-08-23T06:32:43.082+01:00</updated><title type='text'>Trilha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há uma qualquer sensação que hoje está aqui , ao meu lado, em mim, escuto o Nando (Reis) e espero com ele o segundo sol. Mas hoje acordei com vontades abstractas e contornos que não se vêem, mas que me apalpam os sentidos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comi tudo o que encontrei no frigorífico, esvaziei a despensa, mas continua a faltar aquilo, aquela coisa que de facto me iria calar a fome... Não sei se já não sei amar ou se não mais me deixo dar... Ou se apenas o guardei para mim, para ti. Mas hoje o astro rei, como um segundo sol, aqueceu em mim um lado quase pueril, uma qualquer coisa que derrete há algum tempo em mim... Uma meninice até para mim inesperada, mas confesso, encantadora de voltar a encontrar... Um não saber mais o que sinto, pois já passou a tristeza, já passou aquele amor que era maior do que eu e que me entregou ao chão... E agora? NÃO SEI!!!! E é tão bom não saber de novo, e dizer que não sei, e não sei mesmo, e o não sei pode saber a tudo, pode tudo... A liberdade desta negação de saber sufoca-me de possibilidades, a sensação de que voltei a ver hipóteses de errar enternece-me... Voltei a mim, à roda que gira a minha vida e me faz sempre mais viva e me leva para qualquer lugar, pois não tenho hora para chegar, e já me tenho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensei como tantas vezes me humedece a língua e trilha pensamentos o processo, o acto criativo, a arte, e namorei esta ideia que é para mim amada, presente, real... Que quando escrevo, vivo, amo, dou, sou, actuo, brinco, o que mais me fascina e onde existo, onde me suplanto, onde sou maior do que algum espelho poderia desenhar, onde estou viva e vivo, esse lugar é aí, quando actuo, crio, amo e a coisa criada, o objecto de sonho, o ser amado se fundem de tal forma que não sei mais se criei ou fui escolhida, se toquei ou fui tocada, se sou parcela ou resultado, se não me transformei de tal forma que ali me criei, ali existo, sou essência, sou eu cria e criada, pois quando me misturo e enleio no outro, na prosa, na poesia, num outro outra vez, ali sei-me coisa com vida, sei-me, sou amor, obra, arte, artista, vida, amante e amada. Cada momento destes adia o meu suicídio. Cada momento destes traz de volta à língua o gosto de vidas perdidas e por viver, reminiscências que me fazem ser pó, e tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje acordei como sempre fui, ou melhor, como já fui, fui em tempos, ou pura e simplesmente com uma sensação familiar, inundada do que sempre foi em mim real... Um entusiasmo sem nome nem rosto. E não sei se o gerei ou se sou gerada por ele.... E sinto-lhe a falta de olhos, de boca, de braços para me agarrar e me fazer sentir escolhida, preferida, de um arranhar de ouvidos com um refrão rouco de músicas tolas... Mas estou sem ânsias ou mágoas, fecho os olhos e sou como uma viajante num balão mágico e mandei fora todos os sacos de areia que pesavam, que me prendiam a um real que não acolhe nada para além de náuseas... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comi tudo e a a sensação de náusea é crescente, e de tédio, pois de repente sinto tanto em mim e nada acontece à minha volta, nada me traz sabores novos à boca... Apenas me puxam o vómito e precipitam o passado. A repetição com que brindo por vezes os meus olhos começa a cansar-me de tal forma que o meu corpo se rebelou e hoje acordou apaixonado, sem destino nem necessidade de caminhos... Eu sou a trilha que trilho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-af623f521c2dbee7" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Daf623f521c2dbee7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329843856%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D69293C352783FF72BABC6F8B4FC49C26DAE90D3C.5A703509A9FA14DAB4C978C3289CC0F336DEE4E4%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Daf623f521c2dbee7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D1_x_IAeWEa1-djE9tKnqlMyHOwo&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Daf623f521c2dbee7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329843856%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D69293C352783FF72BABC6F8B4FC49C26DAE90D3C.5A703509A9FA14DAB4C978C3289CC0F336DEE4E4%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Daf623f521c2dbee7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D1_x_IAeWEa1-djE9tKnqlMyHOwo&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4635792806320520406?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4635792806320520406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4635792806320520406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4635792806320520406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4635792806320520406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/08/trilha.html' title='Trilha'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4793417404857957876</id><published>2010-06-25T14:20:00.006+01:00</published><updated>2010-06-29T02:55:32.170+01:00</updated><title type='text'>Ausências Itinerantes</title><content type='html'>A viagem que me leva daqui&lt;br /&gt;De perto de ti&lt;br /&gt;Para um momento ausente&lt;br /&gt;Inebriado de ilusão...&lt;br /&gt;E com um copo de vinho na mão&lt;br /&gt;Aqueço vícios e refresco paixões&lt;br /&gt;Oiço risos no fundo da sala&lt;br /&gt;Que não se estende&lt;br /&gt;Finjo ser ser que se entende&lt;br /&gt;E vejo cortar limões&lt;br /&gt;Que se entregam a um qualquer destilado&lt;br /&gt;Sufocado num copo roubado a um bar&lt;br /&gt;Por não se saber dar&lt;br /&gt;Também eu me dou&lt;br /&gt;A quem me souber roubar&lt;br /&gt;E me beba, a sorver&lt;br /&gt;E me sinta a cada gole&lt;br /&gt;Rendida, fingindo ser mole,&lt;br /&gt;E me sinta o gosto&lt;br /&gt;Como quem trai um desgosto&lt;br /&gt;E para lá da pele me vele&lt;br /&gt;Me molde, me tolde&lt;br /&gt;(Sem me deter para ter).&lt;br /&gt;E pouco a pouco volto, deixo de escrever&lt;br /&gt;E desisto, existo (insisto)&lt;br /&gt;E vejo-me derreter&lt;br /&gt;Misturar... Entregar&lt;br /&gt;A um presente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4793417404857957876?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4793417404857957876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4793417404857957876' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4793417404857957876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4793417404857957876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/06/ausencias-itinerantes.html' title='Ausências Itinerantes'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-9113016896407049684</id><published>2010-04-27T15:46:00.001+01:00</published><updated>2010-04-27T15:50:52.482+01:00</updated><title type='text'>Escolhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando me perdi, verdadeiramente escolhi, até lá joguei ao quarto escuro, ao toca e foge com a sorte. Quando tudo nos parece fácil, dado, o caminho parece abrir-se a cada passo, a escolha nasce óbvia, e a meta é certa. Mas quando assim não o é, surge a necessidade inventiva de viver, e ao lado desta, a necessidade impiedosa de sobreviver. Apenas o amor nos salva (e distingue) desta última. E apenas o espelho e a imaginação nos salvam da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;auto comiseração&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e consequente auto imolação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-9113016896407049684?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/9113016896407049684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=9113016896407049684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/9113016896407049684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/9113016896407049684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/04/escolhas.html' title='Escolhas'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1789438844265383086</id><published>2010-04-27T15:44:00.000+01:00</published><updated>2010-04-27T15:46:10.231+01:00</updated><title type='text'>Qualquer coisa assim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falar de amor sem tê-lo, e não sendo fiel à posse, faz com que o que quer que não se tenha se desvaneça ainda mais sob a imagem não conseguida do ideal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes dou comigo num novo papel, onde me detenho bem mais, me protejo, como se temesse por mim, ou pura e simplesmente começasse a cuidar de mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1789438844265383086?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1789438844265383086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1789438844265383086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1789438844265383086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1789438844265383086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/04/qualquer-coisa-assim.html' title='Qualquer coisa assim'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7350325368514523927</id><published>2010-04-17T03:51:00.013+01:00</published><updated>2010-04-22T04:02:07.631+01:00</updated><title type='text'>Sem-abrigo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chego hoje ao contorno do precipício, que me deita os olhos ao chão... Quando antes me prendia alto, como se inatingível fosse devolver-me à terra... Não percebo onde deixei a fé de alquimista que nada via se não a metamorfose impermanente, louca e apaixonante que me leva a ligar a tudo e tudo ser, sem nunca ser se não o que confesso ao silêncio, e que poucas vezes deixei escutar comigo. Sei-me ou sinto-me, ou os dois, na bipolaridade vadia, que vagueia por entre laivos dourados que afagam em segredo o céu da boca e me levantam mais o canto dos lábios, mas daquela forma (ligeira, livre, que não se desgasta num sorriso rasgado, mas naquele quase nada), um quase nada que só os que me atentam vêem... E aqueloutro lado, mais escuro, mas sem o qual não via neste a leveza esvoaçante de purpurinas... Esse lado que não se torna breu, que mais espicaça a ânsia mordaz que me ataca as paredes do estômago, e me acorda por vezes descrente, como se o meu destino fosse desacreditar... E vejo afogar-se em mim uma doçura ingénua, quase pueril que me esquenta tantas vezes e me carrega no maior dos saltos, o que me leva a um mundo só meu, onde acredito sem cinismo em histórias de príncipes e princesas, onde não ironizo o amor porque o solto de cada vez que abro a boca e sempre que me calo... Aí, onde os arrepios no estômago são porque se vê sem olhos quem (se) ama... Tenho saudades de ter os olhos na boca, em cada poro, sentir a cada toque uma viagem a uma memória que não existe, e por isso é perene. Sentir em cada palavra ouvida um eco que se descobre meu, em cada silêncio a presença que me acalma e me rouba aos pensamentos e me faz ser tudo assim, na ausência, sem som, sem voz, com cheiro, e sentir-me apenas ali, exactamente ali, num conforto que só acolhe os que amam, presente.&lt;br /&gt;Ai!!! Saudades desse meu lado lamechas que se derrete a ouvir músicas ao lado de, a pensar em, que me faz sentir que jamais alguém melhor do que estes dois, nós os dois, tinha sido feito para amar, para dar matéria a poemas. Saudades dos meus sonhos cor de rosa, da minha fé inabalável, que virou sem-abrigo, saiu-me da alma, e deixou uma outra, inquilina, boa vizinha, mas que em nada se assemelha à original. Faz piadas e até aquece algumas graças, mas nunca se estraga ou entrega. É daquelas que analisa, que nunca cai, mas também não salta e deixa-me aqui presa neste mundinho que nada tem de meu. E no fim de tudo (e pelo meio), também dói, porque se sabe mera inquilina, ali encostada de favor... E não sei se resiste à estação quente, que aquece nos passos que não damos, mas que nos levam... E nos trazem, sempre aqui... Exactamente aqui, onde se abrigam os amantes. Onde se ensaia o amor para nunca levar a cena, pelo puro deleite da experimentação, que intenta de cada vez que subverte o não sentido que se sabe e toca, e sente, ali, presente, amado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7350325368514523927?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7350325368514523927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7350325368514523927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7350325368514523927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7350325368514523927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/04/sem-abrigo.html' title='Sem-abrigo'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1169295601909807508</id><published>2010-03-24T03:21:00.011Z</published><updated>2010-04-27T15:43:45.133+01:00</updated><title type='text'>P.S.:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As tuas fotografias, recortes da memória, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;álbum&lt;/span&gt; de colagens da alma. Quando tudo se apaga, basta olhar-te no papel, fitar-te como que fingindo desconhecer-te... Mais do que de ti lembro-me de sonhos... De outra vida... Para onde vou... Onde estou. Mais do que de ti, lembro-me de quem podia ser ali e mais além. E vivi bem além de nós, vivi verdades inventadas, exageradas, contornos de luz que ainda hoje me conhecem sombras e por segundos me gelam o espírito. Mais do que a ti, volto aos sonhos que não sonho mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1169295601909807508?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1169295601909807508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1169295601909807508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1169295601909807508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1169295601909807508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/03/ps.html' title='P.S.:'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-274528373480134710</id><published>2010-03-24T02:31:00.015Z</published><updated>2010-03-24T04:04:35.483Z</updated><title type='text'>Sussurro</title><content type='html'>Disseram-me hoje ao ouvido:&lt;br /&gt;Não acredito em segredos&lt;br /&gt;Disseram-me, sussurrando&lt;br /&gt;Aquele dia, o quando&lt;br /&gt;Disseram-me ao ouvido, que mesmo gritando&lt;br /&gt;Não desvendo, e às vezes, sussurrando&lt;br /&gt;Ponho tanto ou quero mais,&lt;br /&gt;Intento nos medos que não visam glória&lt;br /&gt;(Gloriosos vendavais)&lt;br /&gt;Porque confesso, baixinho, àquele ouvidinho&lt;br /&gt;Amor grande sem memória&lt;br /&gt;Que não se recria, existe, que não só tenta,&lt;br /&gt;Persiste... No regresso, no sussurro&lt;br /&gt;Alegre murro de infinita virtude&lt;br /&gt;Que agita, sacode, que faz e pode&lt;br /&gt;Que se deixa ser ao colo, tolo&lt;br /&gt;Que se promove, mas acolhe&lt;br /&gt;E é colhido pelos braços&lt;br /&gt;De aberto ouvidinho, que nos aperta&lt;br /&gt;Atrai, alma esperta, amíude,&lt;br /&gt;Ouvidos de olhos abertos&lt;br /&gt;Espertos a brilhar&lt;br /&gt;Que nada fazem, são...&lt;br /&gt;E aí nos rendemos à evidência&lt;br /&gt;Da escuta, ou da outra mão&lt;br /&gt;(E não mais gritamos, porque tudo é perto&lt;br /&gt;E mesmo sem errados, tudo é certo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-274528373480134710?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/274528373480134710/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=274528373480134710' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/274528373480134710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/274528373480134710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/03/sussurro.html' title='Sussurro'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4778403034512127912</id><published>2010-03-23T05:11:00.007Z</published><updated>2010-03-24T03:28:36.898Z</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinto falta de te sentir a falta, ânsia de te envolver em saudade, de te empurrar e comprimir no meu vazio, de tal forma que até este me pareça leve, menos lúcido, preenchido por laços de nada e rasgos de fé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faço tudo para te entregar ao esquecimento, como quem devolve umas botas que lhe cansaram os pés... Mas vejo que é mais fácil esquecer-me de mim, e mesmo quando não te penso, vejo que vais ser sempre miragem, daquelas cuja matéria é a mesma do sonho. Daqueles que ao acordar, parecem ter sido tão reais, que deixamos de destrinçar qual o verdadeiro real, e se é que ele existe. Isto tudo para dizer que não te gosto, ou talvez nem mesmo exista, pois não sei qual é mais real, ou se em ambos te sonho. Não te sei vivo em mim, mas sei que nunca te tenho morto.&lt;br /&gt;Assim és para mim, como umas botas emprestadas, que me aqueceram os pés, me abrigaram o passo, e me fizeram correr mundo... O meu. Assim és para mim, inspiraste-me a fugir, e a voltar. Primeiro fugi de ti, mas mais tarde percebi que era de mim de quem fugia. Primeiro voltei para ti, e ainda hoje para mim volto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4778403034512127912?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4778403034512127912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4778403034512127912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4778403034512127912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4778403034512127912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/03/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8907117188928659000</id><published>2010-03-16T18:19:00.003Z</published><updated>2010-08-24T16:33:15.635+01:00</updated><title type='text'>Amantes</title><content type='html'>Eles vivem um amor amante, amado&lt;br /&gt;Um amor que se entrega,&lt;br /&gt;Sem medo da espera&lt;br /&gt;De sonhos &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;confessos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De partidas que se dão a regressos&lt;br /&gt;Um amor que se diz alto, mas que se vive calado&lt;br /&gt;Um amor que se faz de asfalto&lt;br /&gt;Entrelaçado nas mãos que o percorrem&lt;br /&gt;Que se tem em tudo o que pode ser&lt;br /&gt;Porque é, espelhado&lt;br /&gt;Que segreda palavras quentes&lt;br /&gt;Que pelas paredes escorrem&lt;br /&gt;Que tenta as noites,&lt;br /&gt;Que dois corpos acolhem&lt;br /&gt;Mas que espera o amanhecer&lt;br /&gt;E se olha de olhos semicerrados&lt;br /&gt;Desertos, despidos, rendidos&lt;br /&gt;E mesmo que um dia morra, vive..&lt;br /&gt;Amando, amante, amado, emprestado,&lt;br /&gt;Dado, que se dá e rebola&lt;br /&gt;Que se &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;incendeia&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;evola&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8907117188928659000?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8907117188928659000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8907117188928659000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8907117188928659000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8907117188928659000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/03/amantes.html' title='Amantes'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-2337556718623795155</id><published>2010-01-16T05:18:00.003Z</published><updated>2010-01-16T05:24:24.617Z</updated><title type='text'>Incompleto...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A escrita regular deu lugar à ausência, talvez porque não tenho conseguido distanciar-me o suficiente do sujeito que vos escreve. Talvez porque me tenha entregue ao tédio de mim mesma, e pouco ou nada em mim me faça a rir. Talvez porque me tenho focado na história viva e não na vida da história que quero contar. Talvez porque me custe terminar o que aqui contava, talvez porque me encontre na história a outro tempo, &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;ímpar&lt;/span&gt; em espaço, singular na voz, e parcial em mim, ou eu parcial nela, e não saiba ainda se aqui tem lugar. Talvez deva escrever sobre estes tantos talvez que me assolam, e que me lembram que talvez nada disto seja real e precise apenas de realidades que se sobreponham a estes tantos supostos mencionados. Talvez nada disto exista, nem mesmo eu, e seja eu mesma, fruto de um talvez que percorre a cabeça de alguém, que se agarrou aos dedos e discorre por entre caracteres virtuais de uma qualquer alma solitária, acolhida pela insónia às 3 da manhã. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-2337556718623795155?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/2337556718623795155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=2337556718623795155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2337556718623795155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2337556718623795155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2010/01/incompleto.html' title='Incompleto...'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-463086433397181756</id><published>2009-12-18T11:40:00.005Z</published><updated>2010-03-24T03:59:28.196Z</updated><title type='text'>Perdi-me...</title><content type='html'>Num halo de vento pousa-me o ar&lt;br /&gt;Mas nunca se deita, deixa ficar&lt;br /&gt;E dança inconstante&lt;br /&gt;Para dentro do meu peito&lt;br /&gt;E nesse instante que me sei viva, quero-te!&lt;br /&gt;Para dar beijos que se estendem...&lt;br /&gt;E nesse embalo deixo o grito&lt;br /&gt;Nesse mesmo instante me calo, concito&lt;br /&gt;E aquele halo de vento que me rascunha a alma&lt;br /&gt;Traz teu cheiro, e ali me perdi&lt;br /&gt;Não me tento, sou!&lt;br /&gt;Da forma mais vazia&lt;br /&gt;Aquela que principia, cria&lt;br /&gt;E cria abandonada fico, vou&lt;br /&gt;Sinto um golpe seco, frio&lt;br /&gt;E de pele amachucada no arrepio&lt;br /&gt;Não mais te sei perto&lt;br /&gt;Talvez tenhas sido reflexo&lt;br /&gt;De esperto sono&lt;br /&gt;Deserto de mim como protesto de alma&lt;br /&gt;Ou invento da saudade&lt;br /&gt;Perdi... (-me)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-463086433397181756?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/463086433397181756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=463086433397181756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/463086433397181756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/463086433397181756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/12/perdi-me.html' title='Perdi-me...'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-253819601179794617</id><published>2009-08-03T20:17:00.003+01:00</published><updated>2009-08-03T20:37:39.607+01:00</updated><title type='text'>Dias assim...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dias em que me entorpecem os sentidos, onde deixo o cheiro da vitória para trás e me agarra apenas a vontade do instante ausente, absorta que estou no meu nada e distante de tudo o que quero ser, nesse lugar tão meu, descanso por vezes, e aí, posso ser coisa nenhuma. Parecem ser dias inúteis, mas resgatam-me, preciso deles como dos mais felizes, e não sei em quais há mais verdade, ou nos quais ela se perde tão completamente para que a saiba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje nem o entardecer, nem o amornar dos céus me afagou... Não sei o que tenho... É uma amálgama de nostalgia, de dor não chorada, mas que não dói mais, de esperança espremida, comprimida no que deve ser, é um amontoado de seres e não seres que concitam dentro deste invólucro que hoje quase não me recebe, pois estou pouco em mim... Só me apetece dormir, deitar a cabeça e afogar-me na nuvem de algodão e sentir. Hoje não sinto, ou  se sinto, minto. Hoje sou trapaceira, mas finjo duma forma que me sei eu mentira, e ela cresce de tal forma em mim, que me reduz a uma apatia ou se faz verdade muda...    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-253819601179794617?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/253819601179794617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=253819601179794617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/253819601179794617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/253819601179794617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/08/dias-assim.html' title='Dias assim...'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7821461404845972305</id><published>2009-07-23T11:39:00.000+01:00</published><updated>2009-07-23T11:40:15.080+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;embed style="WIDTH: 426px; HEIGHT: 320px" name="flashticker" align="middle" src="http://widget-fb.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=gc&amp;amp;il=1&amp;amp;channel=2449958197297228283&amp;amp;site=widget-fb.slide.com"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;div style="WIDTH: 426px; TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=gc&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197297228283&amp;amp;map=1" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-fb.slide.com/p1/2449958197297228283/gc_t040_v000_s0un_f00/images/xslide1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=gc&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197297228283&amp;amp;map=2" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-fb.slide.com/p2/2449958197297228283/gc_t040_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=gc&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2449958197297228283&amp;amp;map=F" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-fb.slide.com/p4/2449958197297228283/gc_t040_v000_s0un_f00/images/xslide42.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7821461404845972305?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7821461404845972305/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7821461404845972305' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7821461404845972305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7821461404845972305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3957280694593334041</id><published>2009-07-23T01:15:00.005+01:00</published><updated>2009-07-23T12:06:12.070+01:00</updated><title type='text'>Changes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mudanças... Chegam de repente, ou por vezes avisam, vêm de mansinho até que a elas nos entregamos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estar longe fez-me crescer de amores por cada mudança. Mesmo aquelas em que regredi, me magoei, em todas cheguei a um lugar onde a decisão é apenas minha, a partir daí, tudo muda... É irresistivelmente assustador, mas um medo bom, percursor, daqueles que nos entrega a ânsias, mas também a sonhos. Hoje aprendi a gostar tanto das mudanças, da adrenalina de começar de novo, que se tornaram companheiras e me tornaram mais livre, emprestaram-me os desapegos que todas elas, inevitavelmente, chamam.&lt;br /&gt;Chorei, chorei e chorei, porque me dou sempre na vida, e vim embora... Para trás ficou uma vida, amigos, companheiros de alma, do riso e do choro, pessoas que me fizeram sentir feliz por existirem, por estar junto, viva, que me viram além, apenas quem sou. Senti uma grande forma de amor, a compreensão, senti a maior das forças, a da união. Senti-me como apenas me sentia com as minhas melhores amigas de anos, as minhas irmãs escolhidas. Em pouco tempo, consegui trocar verdades, partilhar afectos, que me transformaram ainda mais em mim... A evidência do espelho não me abandona mais. E a forma amante e amada com que vivo a vida também não. E acho mesmo que criei alguns anticorpos contra o pessimismo... Ou me entreguei de vez à alegria de viver...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou sempre feliz, mas ser muito mais eu trouxe-me a paz de chegar onde quero, e mais que tudo, de estar bem onde estou...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Triste e nostálgica, abandonei a minha segunda casa, o meu Rio de Janeiro, que me espera sempre, mas tudo o que vivi está em mim, está nos meus olhos que me dizem brilhar mais, está no meu riso que se fez mais alto, e está num amor que transborda e que sempre esteve aqui... Mudou o cenário, mas a história ainda é minha, e como me disse uma amiga do coração, a minha doce e sábia Bárbara, tenho que estar inteira para viver tudo o que quero viver, para reconhecer cada piscar de olhos lá de cima...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sou grata por todo amor que recebi e recebo, aos meus amigos do coração, de todos os mundos, que têm sempre lugar no meu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Adoro esta música, pela voz, pelas palavras, porque na ida foi assim e fico feliz que a volta nada encerra, e em mim sinto como mais uma viagem... Porque tudo muda, e quando as mudanças crescem em nós, inevitavelmente damos um salto que nos distancia por momentos, mas que nos entrega maiores). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CHANGES - Seu Jorge&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UvhGvxuOREw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=UvhGvxuOREw&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3957280694593334041?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3957280694593334041/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3957280694593334041' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3957280694593334041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3957280694593334041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/07/changes.html' title='Changes'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-2657925374560654516</id><published>2009-06-24T09:46:00.003+01:00</published><updated>2009-06-24T10:28:49.519+01:00</updated><title type='text'>Corro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vou dormir resgatada pelo sonho, uma visão, um afago da vista, que fugiu com seu olhar para lá do véu da alma... Entrevi cores que só eu sei ser minhas, e um misto de água nos olhos, e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;friozinho&lt;/span&gt; na barriga invadiu-me... Sei-me no caminho que não tem por onde ir, nem a que chegar, e hoje lembraram-me que o propósito é fazer-me viva pelo caminho, pulsar, afogar a cabeça no verde que invade a estrada e descobrir estrelas cadentes, desejos reincidentes. E não sei de onde me sai agora esta força estranha, que me rasga desde as entranhas, mas não vou jamais não ser eu, pois não sei ser de outra forma. E mais do que me amem, deixem-me amá-los, porque hoje me dispo de meu ego carente e vou pelo menos tentar... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixei-te em cada pisar de chão. A meu lado, corria a lagoa, numa presença fresca e madura, de quem está lá para ficar. E quanto mais em ti pensava, mais corria, e corria, para que ficasses para trás, para que saísses de mim... E continuava...  E de coração na boca sei que o engano, e correndo, por instantes te lembro menos, engano o tempo, ultrapassando o vento. E de música nos ouvidos, calo minha alma. E num brinde entre amigos, celebro a vida, e cantando descubro um coro, e no eco jamais me sei só. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a cada dia repito ao espelho que não te quero mais, para não duvidar, e para que alguém me oiça. E a cada dia, quero-me mais. Quando quero menos, corro. Quando me acho, sonho, e volto a estar viva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-2657925374560654516?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/2657925374560654516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=2657925374560654516' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2657925374560654516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2657925374560654516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/06/corro.html' title='Corro'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3245957864168583135</id><published>2009-06-15T23:23:00.004+01:00</published><updated>2009-06-18T08:34:27.205+01:00</updated><title type='text'>8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caminhei, segui, parei, olhei para trás, deixei, fui atrás, doeu, surgi, sumi de mim, e hoje, no espelho, vejo um 8. Como fazer para deitá-lo, embalá-lo no meu ventre, e fazer dele 8 invertido, infinito? Onde está o meu infinito que no espelho apenas me surge nó, ou sou eu que olho errado, talvez precise de um colo onde descansar a cabeça... Tenho que aprender a pedir ajuda. Dói-me a cabeça, ela tem-me cansado demais... Queria poder desligá-la, estou cansada da razão de ser de mim mesma, queria ser por instantes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;insana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, intuir, cheirar a vida com as mãos. O medo tem-me visitado, e não ameaça ir embora. Esse escravo da mente, que analisa, calcula todos os riscos, não vá o risco levar-me para longe dele e colocar-me em lugar prolífero ao prazer. E ultimamente, tem-me amparado, mas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;não&lt;/span&gt; para que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;não&lt;/span&gt; caia, mas porque teme meu salto...&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Faz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; tempo deixei de querer ser perfeita, mas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;dói&lt;/span&gt; ter que assumir os meus erros. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Dói&lt;/span&gt; ter que me fazer mulher, pois não os divido com ninguém, são meus. À noite quando me assombram, não consigo dormir, por mais que tenha desistido de ser perfeita e que me goste com arestas, continuo uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;perfeccionista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e o os "ses" afundam-se na almofada, e velam-me o sono... E eu não sou assim. Mas hoje vi-me assim, atada aos fios soltos de mim mesma, que se fizeram assim labirinto, um 8. Mas sei que este momento é precioso, religioso mesmo. O 8 tem o poder absoluto e absurdo do caos, da confusão, e como tal, do seu contrário surgir. Uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;epifania&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que peço ao espelho, ao Universo. Uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;clarividência&lt;/span&gt; que busco em mim, fazer do caminho sem saída, a volta... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saudades de ser pequenina, de dormir um sono pesado, de quem brincou o dia inteiro, e por isso, merece... De só acordar porque me achava descalça no colégio, ou com um sapato de cada cor, ou o pior de todos, imaginava uns bandidos que o cercavam para me sequestrar... Onde estão esses bandidos para me levar agora... Tirem-me daqui... Voltem a ser o meu medo recorrente, voltem a assaltar meu sono... E roubem-me do meu outro medo, do que não vejo, que finjo desprezar, mas que não me deixa dormir. Quero deitar a cabeça no algodão com cheiro de lavado, e saber-me ali. Hoje não estou, por isso não durmo, porque me dei conta do tempo... Saudades de esquecê-lo, de não temê-lo, de não olhar para trás... Por isso não durmo, estou presa no ontem, como posso dormir e acordar amanhã? &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Feita&lt;/span&gt; num 8... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero o teu colo, suspender o tempo nele, debruçar meu corpo até que se entregue, demorar, poder demorar, e sentir os teus dedos atravessarem meus piores pensamentos e acalmarem-nos, até me esquecer, e de repente, olhar no espelho, os meus cabelos colados  às tuas pernas, e ver um 8 deitado, alienado do tempo... INFINITO.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3245957864168583135?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3245957864168583135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3245957864168583135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3245957864168583135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3245957864168583135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/06/8.html' title='8'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7487566655866912038</id><published>2009-05-31T09:46:00.019+01:00</published><updated>2009-06-04T00:46:27.305+01:00</updated><title type='text'>Entre paredes brancas...</title><content type='html'>Ela chegou e os dois rodearam-se num abraço que nada tinha de amigo, mas escondia uma amizade gigante. Comeram-se com o fervor de quem faz algo errado, e talvez por isso lhes soube tão bem. Não falaram, apenas sussurraram palavras que pintaram de libido as paredes brancas da sala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o sentiu dentro dela soube-se viva, e ele soube-se capaz de chegar ao amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada importa, o que é certo deixa de o ser , ali, as leis &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;transformam&lt;/span&gt;-se numa harmonia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;transtornante&lt;/span&gt;. Eles entendem-se, mesmo que seja errado, ou apenas porque sabe bem. Os dois podem descansar um no outro, e ali, tudo pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o cheiro dele espalhado na pele, abraçando-lhe a alma, e de cabelo emaranhado, foi embora.&lt;br /&gt;Ela sabe que se querem bem, ele também... O resto apenas existe para os restantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7487566655866912038?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7487566655866912038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7487566655866912038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7487566655866912038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7487566655866912038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/05/entre-paredes-brancas.html' title='Entre paredes brancas...'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8418248829686745122</id><published>2009-05-06T02:38:00.016+01:00</published><updated>2010-12-22T04:38:42.654Z</updated><title type='text'>Antes do Inverno acabar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Veio-lhe naturalmente à boca o travo amargo de medo, o medo de ser feliz... De ceder a esse instinto natural. Só teve tempo de se esconder atrás da cortina de cabelos, que a tornava ainda mais flamejante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De soslaio ele olhava-a, e mais não queria do que abraçá-la, suspendê-la por momentos, como se esse tempo não existisse, para que ao abrir os olhos, ele fosse a primeira coisa que veria. Jamais tivera pensamentos românticos assim, daquele jeito, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;rocambolesco&lt;/span&gt;, melodramático. Mas aquela estranha, tinha alguma coisa, de estranhamente delicioso e familiar... E apenas lhe apetecia agarrá-la pelos cabelos e &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sussurrar&lt;/span&gt;-lhe palavras tolas, por entre beijos e o roçagar de peles. Contorná-la com suspiros e tê-la sempre na ponta do lápis que rasga o papel que tem, invariavelmente em branco, em cima da secretária, à espera de ser revelado. O que tinha de poético, sugava-se na força com que lhe aquecia cada poro, e com que lhe atiçava a mais entranhada das libidos. Não sabia ser assim. Desejar dessa forma uma mulher. Não sabia se não querer ter. Era-lhe estranho aquele sentimento, que era livre, mas que de tão grande, se lhe colava à alma e se contorcia em seu corpo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falaram brevemente, reconheceram-se, não morassem quase a paredes meias.... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas demoraram tanto a descobrir-se... Ou talvez precisassem de mais tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como nunca se tinham visto é que ele não entendia. Ela também não. Mas ali estavam frente a frente, e sem saberem de onde, gritava aos dois uma vontade de trincar sonhos a dois e de passar noites entrelaçados. Se cedessem às vontades, ter-se-iam naquele momento, mas com aqueles dois, possuir não se figurava, e os dois voaram para longe um do outro. Cada um com um calor novo no corpo, que só era acalmado pelo senso da razão, quase sempre comum, e despido da graça da surpresa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o tempo seguiu seu rumo, o Outono entrou sem perguntar se podia arrancar as folhas de cada árvore que gentilmente despia... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também ele a despiu sem pedir. E quando finalmente se beijaram, já lhe conheciam a coreografia, ainda que nunca antes ensaiada. Apenas antecedeu um olhar fulminante, e olharam-se de tal forma, que ali mesmo se deram, &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;distraíram&lt;/span&gt; as mentes, tudo o que dentro delas dizia que não podia ser. E ali foi, deixaram o desejo ser, &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;pois&lt;/span&gt; não sabiam se não ser um do outro, ainda que por momentos. E nessa noite dormiram bem amados... Acordaram envoltos em cabelos dourados, que gentilmente, uma vez mais, escondiam o medo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Inverno entrou Outono adentro, e de rompante, tomou-o nos braços. Este cedeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dias tornaram-se menores e mais propensos a arrependimentos, pois neles cabia menos tempo, aquele que apenas existe quando nos falta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E de ansiedade posta na alma, sentia em si cada gotejar de chuva, cada vento frio que se instalava na cidade. Sentiu-se também ela exposta a correntes frias, pois não sabia mais nada, apenas que tinha de partir antes dele. Antes do Inverno acabar, ir-se-ia embora. Não esperaria pela Primavera, não se deixaria tentar pelo Verão, não merecia que este lhe esquentasse a alma, e lhe fizesse perdoar a si mesma ser cobarde.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntava-se a si mesma, se este medo, mais não era do que o desejo novelesco de que ele para ela corresse, assim que ela lhe faltasse. Não, ela não era &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;assim&lt;/span&gt;, e tinha por ele um amor grande, solto dos pensamentos alheios. Não temia que fosse de outra, de outras, pois inevitavelmente, estavam, inexplicavelmente ligados, mas livres de possessivos. E que querer era aquele, não sabia, pois mais não cabia nela, tamanho era o temor de que crescesse. Que a tomasse no seu todo, de tal forma, que mais não soubesse ser, se não assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E de alma rasgada saiu, antes que ele chegasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fogão, ainda quente, repousava o prato preferido dele. Pela última vez pôs nele todo o seu amor, pensando em cada salivar que lhe traria, na sensação de ser, por ela, amado. Esperava, que tal como o prato de comida que esfriava, sob a noite fria, também ele cedesse... Pois se a detivesse, só tinha uma opção...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ser feliz... Ainda não cabia no seu tempo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Verão chegou... Os dias cresceram, mas não se perderam ainda do tempo. Pelo menos não para ela. Não para ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E perdidos um do outro, ainda hoje se têm...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não mais se cruzaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8418248829686745122?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8418248829686745122/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8418248829686745122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8418248829686745122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8418248829686745122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/05/antes-do-inverno-acabar.html' title='Antes do Inverno acabar'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-9146230511998550697</id><published>2009-04-17T18:25:00.006+01:00</published><updated>2009-05-07T06:16:06.184+01:00</updated><title type='text'>Círculos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E as pernas longas, para ela apenas fortes, capaz de a fazer chegar, membros ágeis e diletantes, para os homens, fortes ganchos capazes de os apertar contra a vida, rodavam, giravam, dançavam. Com elas desenhava círculos no chão, circundava o seu mundo, fingindo assim ter um centro. Colocou-as em posição de compasso, uma perna recta, vertical, que a prendia ao chão, e com a outra girava, criava órbitas de si mesma. Não se parecia com uma dança, mas talvez fosse apenas isso. Os círculos dispersavam-se tal qual bolas de sabão e neste ritual consigo mesma, tomava consciência do seu corpo, do espaço, e fazia por esquecer o tempo e os outros. Não olhava para quem a observava, pois ali estava comprometida consigo mesma, e a estranheza dos seus movimentos, realçava ainda mais a harmonia do seu corpo de fêmea. Era impossível ignorá-la, mas tornara-se também intangível às frases proferidas pelo intelecto. Apenas o silêncio podia alcançá-la, o movimento, o vento, o nada. Ali podia de repente, num piso de areia molhada, criar tudo. Ali estava o seu mundo, e por instantes, fracções de segundo, foi feliz, entregue a um amor tão profundo que a ninguém se destinava, e pertencia a todos. Ouvia vozes, ecos, gritos sufocados na cabeça e, por fim, conseguiu chegar a um vazio doce, que apenas lhe cantava a brisa e trazia cheiros fortes de maresia. Esqueceu o pessimismo, despiu os medos, e dançou, dançou, não poupou o corpo naquela entrega urgente que não cabia mais em si. Sem dizer uma palavra, libertou-se de todas as que tinha contido em nome de alguém, em nome de qualquer coisa que desconhecia. Vieram-lhe à mente as filosofias, a alegoria de Platão, e viu seu mundo na caverna, e dançou e dançou, e quanto mais se movia, com ajuda do vento, mais a luz se acendia, passeou pelos racionalismos, pelos imperativos dela e dos outros e viu que nela imperava, a criação, a vida, a compreensão, e que a falta delas a sufocava, a levava à descrença, e por fim, à apatia. A sensação de quão seu mundo lhe fugia abatia-a, não mais sabia se devia segurá-lo, ou deixá-lo ir. Encontrou conforto no embater das vagas, no embalar do mar, ali surgindo, seu espelho. Ainda que sem centro continuava a ter duas pernas para desenhar novos mundos, repetia, quando não mais suportava o silêncio, quando este era atropelado por pensamentos, quando estes lhe tiravam a paz. E continuou, riscou a areia fazendo um mapa de sonhos, ininteligível a não ser para ela. Sabia o que cada marca no chão era, as de raiva, as de medo, as de sonho, de alegria, cada uma picotando o chão e se agarrando à vida, ao presente. Ali viu-se real, desvendada pelo chão. E de areia húmida colada aos pés foi para casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-9146230511998550697?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/9146230511998550697/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=9146230511998550697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/9146230511998550697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/9146230511998550697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/04/circulos.html' title='Círculos'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7616644944268406765</id><published>2009-03-29T15:03:00.012+01:00</published><updated>2009-05-07T06:21:56.887+01:00</updated><title type='text'>My girls</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dedico estas palavras às mulheres da minha vida, as minhas grandes amigas, irmãs. São as melhores amigas do mundo. E quando tudo acalma e posso sentir o tempo e o espaço, sinto-vos, ainda mais, a falta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saudades de todas e cada uma, saudades de tantos momentos, de podermos sempre, juntas ser crianças. Saudades de ter sempre um abraço sem julgamentos, saudades de o dar. Saudades de todos os risos e gargalhadas épicas que arrancámos à vida. Saudades de viver, estar junto. Saudades de um amor inigualável, fraterno, incondicional, que nos liga para lá do sangue, selou-nos as almas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias vezes senti completude, outras tantas me aproximei. E continuo a tentar, mas o que é estranho, talvez até mágico, é que chegamos lá, mas tão de repente o fazemos, como voltamos à casa de partida, aquela, precursora que nos faz chegar lá, tentar ser sempre mais. Por vezes, tantas, esse mesmo é o motivo de desânimo, de melancolia, cobarde demais para se fazer raiva, revoltar, e mudar o mundo no impulso. Mas ao mesmo tempo, aí reside o mistério, o que nos faz não saber o amanhã, a capacidade que temos de perder o tudo e de nos fazer do nada. E tantas vezes dói, outras nem dói mais, mas é isso que torna a vida desafiante, contundente, estimulante. E a cada estimulo, segurar os nossos pequenos todos, pois vão segurar-nos tantas, tantas vezes nos grandes nadas, travessias directas que nos levam ao centro de nós. E nessa montanha russa não esquecer quem somos, mas mais que tudo, lembrar sempre quem queremos ser. A cada novo nada, lembrar o que nos completa. E são essas as reminiscências que nos mantém vivos. O mistério continua, e o que nos completava às vezes deixa de o fazer, sem culpas distribuídas ou desafectos. E assim por vezes, voltamos a ser infelizes, menos felizes. E assim voltamos a ser felizes, mais alegres a brilhar mais e mais em nós. E este vaivém entrega-nos a barriga a náuseas, ou a sensações que sílabas nenhumas conseguem pronunciar e a arrepios que carregam os ventos dos quatro cantos dentro de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não sei ser eu, inteira, sem os que amo, e sinto saudade, saudade de matar a saudade, de estar mais perto, de ser segurada nos braços, de partilhar as vitórias e as derrotas, de chorar compulsivamente porque aí, nesse lugar tão nosso, posso, e ir do riso ao choro como se fossem teclas do mesmo piano. Juntas podemos tudo. Assim são as minhas melhores amigas. Mulheres que para mim serão sempre meninas. Crescemos juntas e deixamos espaço para crescer, juntas, sempre mais. E mesmo longe, mantemo-nos perto. E esta manutenção exige, demonstrações de afecto, atenção, gestos constantes. Mas por vezes, saudades de pura e simplesmente estarmos juntas, sem fazer nada, apenas estando, pois entre nós podem não existir palavras, que os silêncios entregam-se à cumplicidade. Saudades até de tantos, àquele tempo, dramas, para uma , para algumas, para todas, e sempre saber, que na crise, nos juntamos, falamos mal dele e do mundo, e inevitavelmente, as lágrimas acabam por ceder ao riso. Pois somos profissionais em rir de nós mesmas e se hoje rio de mim é porque o treino foi conjunto, acompanhado. E já dizia o filme, nenhum homem é uma ilha, e eu não me sei sozinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho saudades de matar saudades das mulheres da minha vida, cada qual insubstituível, cada qual comodamente instalada no meu coração. E buscando e achando e voltando a perder, o que seja que me faz sentir em mim, viva, estão lá. Sem vocês não seria, jamais,completo. E hoje, ao longe, vejo que as minhas meninas se tornaram nas mais belas mulheres, como poucas o são. Brilhem, vivam incandescentes, acesas por cada sonho e presas apenas ao presente. E quando der menos certo, estamos juntas, sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S.: O Amor não tem limites... Vale a pena ver este vídeo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HjWtRYaxmWM"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=HjWtRYaxmWM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7616644944268406765?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7616644944268406765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7616644944268406765' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7616644944268406765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7616644944268406765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/03/my-girls.html' title='My girls'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7526956298616305157</id><published>2009-03-14T00:30:00.008Z</published><updated>2009-05-07T06:18:47.988+01:00</updated><title type='text'>Pecado sublime</title><content type='html'>Acordei.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escovei os dentes, deixei-me estar por debaixo do chuveiro e deixei a água fria tomar conta de mim. Escorreu-me por todo o corpo uma sensação nova. Hoje acordara com outros olhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No espelho via o brilho que só a luxúria crava no olhar e o desejo na alma. Acordei de vontades acesas, e sem medo de as olhar nos olhos. Por isso demorei-me no espelho. Vi-me tão criança, e talvez poucas vezes me vira tão mulher. Chega de choros e afagos de cabelo (pensei), e em cada poro de pele decidi guardar sonhos, células inteligentes que me gritam ao Universo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto dele, acho que ele sabe. Mas gosto tanto de tanto gostar, que acabarei por gostar de outro. E para mais, tenho tanto por viver, hoje afogou-me a sensação de esperança, mas não a esperança no amanhã do futuro, a esperança no amanhã do presente. aquele amanhã quase hoje, como pensamos quando crianças, quando mais de dois dias nos parecem sinónimo de eternidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E de luxúria no olhar deixada, não por acaso, pelo desejo que se me instalou na alma, e que me sacode o corpo, caminhei pelo dia. E este pecado capital deu-me novo colorido, e como não acredito em pecados, resolvi manter-me pecadora, pois alegrou-me o dia, aqueceu-me o corpo e cozinhou tantos dos meus pensamentos, que crus não me levavam a lado algum.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não por acaso falei contigo. Tu, voz inteligente, que tanto me lembras, mas que me falas no timbre grave e na tua serenidade de homem cúmplice. A cada palavra lembro-me do corpo quente, da voz grave e certa, das mãos fortes que até hoje me percorrem pensamentos. E prendeste-me assim, pelo intrincado enigma que é tua mente, pela inteligência com que o desvendas caprichosamente quando queres, e aí , só aí, de pequeno se tornou um pecado capital, sublimado por rufos de tambores e drapeados de estrelas. E tudo de uma forma fortemente subtil. Saudade...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7526956298616305157?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7526956298616305157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7526956298616305157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7526956298616305157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7526956298616305157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/03/pecado-sublime.html' title='Pecado sublime'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8797315994823189790</id><published>2009-02-23T18:30:00.010Z</published><updated>2009-05-07T06:20:32.465+01:00</updated><title type='text'>Mar adentro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentada em frente ao mar observava a tela gigante que perante ela surgia. E naquele instante, sentiu-se mais sozinha, e ao mesmo tempo envolta numa brisa quente, num afago que só a natureza lhe podia dar, e que só a tristeza lhe fazia notar. Parada, defronte dela mesma e do mundo, tendo como abismo a linha do horizonte, teve saudades do nada e de tudo o que não viu. Naquele silêncio feroz, próprio de quem concita a si mesma, culpando por vezes o mundo, encontrou paz e por fim, o nada. Conseguiu esvaziar a mente e apenas sobrepesou o peso da alma. Não é como a vêem, desconfia, e se algo a mede é o quanto ama e se dá. Na displicência com que se deita sobre o mundo existe verdadeiramente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali, naquele fim de tarde, ligou-se a si mesma pela linha que a desligou do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E pensou: Não me escuto, ou desaprendi minha língua. Confundo-me a mim mesma, certamente o Universo, que não mais deve saber o que quero, qual a demanda. Cheguei a esse ponto crucial, a pergunta não mais pode esperar... E pergunto-me, grito por dentro: O que quero? O que realmente quero?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheiro o mar, adoro o cheiro do mar. Alinha-me os sentidos e faz-me perder o senso de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou para casa. Quero ir. Amanhã volto. Não posso esquecer, não posso deixar de me responder.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8797315994823189790?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8797315994823189790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8797315994823189790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8797315994823189790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8797315994823189790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/02/mar-adentro.html' title='Mar adentro'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7237666327099032301</id><published>2009-01-30T02:44:00.005Z</published><updated>2009-01-30T03:49:37.290Z</updated><title type='text'>Pós Prilimpimpim</title><content type='html'>Alma livre, empoeirada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva entranhado o pó da estrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma poeira leve, dourada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sei-me também eu grão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errante, viajante delirante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada delírio são, em cada passo vão, distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colhi pelo caminho os pós &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;prilimpimpim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que fazem sempre mais de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pós mágicos, sementes de ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que germinam a quem lhes estende a mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago-os sempre no bolso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes sacudo-os do dorso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando encolho as asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando diante do nada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de minha condição de fada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o nada vira arremesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse salto me aqueço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sigo nova estrada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7237666327099032301?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7237666327099032301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7237666327099032301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7237666327099032301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7237666327099032301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/01/pos-prilimpimpim.html' title='Pós Prilimpimpim'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4433576193407197947</id><published>2009-01-30T02:13:00.004Z</published><updated>2009-01-30T05:26:24.806Z</updated><title type='text'>Quarto escuro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre achei ser algo construído, racionalmente ainda acho. Vem preso às pernas da reciprocidade e, se uma falha, fica manco, vagueia coxo e assombra a vida dos que não mais lhe dão vida. Acho que o Amor é assim. Normalmente, o feliz não enche páginas, vagamente um cartão, uma carta, pois vive ocupando os dias dos que o recebem e dão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas deparo-me com uma nova estirpe. Algo diferente, que julguei, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;erroneamente&lt;/span&gt;, poder apenas ser paixão. Uma transmutação rara, que vive debaixo da pele, que toma conta dos sentidos e, mais que tudo, invade as intuições. É força estranha, motriz, que mesmo quando aquieta e se toma pela razão, vive e volta em qualquer sinal que a intuição não deixa esquecer e que a mente tenta em vão esconder. Não lhe chamo Amor pleno, pois a plenitude vive-se naquilo que pomos no outro e no que o outro põe em nós. Mas está em mim, de uma forma bizarra, agarrado de uma forma livre, como se uma linha invisível nos puxasse na direcção que só os olhos não querem ver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje escrevo pelo meu punho, pois o meu computador encontra-se moribundo. A máquina foi vencida. O meu portátil&lt;em&gt; &lt;/em&gt;morre um pouco mais a cada dia, mas sobrevive estoicamente em modo de segurança. Tenho pensado nisso. Muitos vivem assim, como um computador retardado, em modo de segurança. Apenas assegurando as funções básicas, privando-se dos riscos, os rasgos de acaso improgramáveis, que nos transportam ao melhor e ao pior. E nada melhor para anestesiar a alma, do que converter-se em atrasado emocional e viver, "seguramente", a vida. Muitos "computadores cansados" se passeiam nas ruas no seu confortável modo de segurança, para garantir sobrevivência. Apenas permitem acesso a alguns programas, ficheiros deles mesmos, e outros, pura e simplesmente desaparecem, riscos que eram para o sistema nervoso central. Sobrevivem à morte, à dor, mas não à vida. Pensam e vivem devagar para ser eternos. E vivem morrendo para não morrer. A antítese &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;new&lt;/span&gt; age pela qual tantos subitamente buscam luzes, iluminações externas, quando se fecharam num quarto escuro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me do quarto escuro, brincadeira de crianças. Cada qual escolhe um esconderijo, para que alguém o ache no meio do breu. Acho que muitos continuam a brincar, ainda hoje, no escuro, e, sem saber, esperam que alguém os encontre e acenda a luz. Por vezes basta abrir os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4433576193407197947?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4433576193407197947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4433576193407197947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4433576193407197947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4433576193407197947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/01/quarto-escuro.html' title='Quarto escuro'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-5707190437961093085</id><published>2009-01-30T01:10:00.005Z</published><updated>2009-01-30T05:35:05.624Z</updated><title type='text'>A lua disse-me</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou inquieta. Mente, corpo e espírito. Apenas escrever me acalma. A sensação de partilhar, de tirar de mim, oferece-me a maior das evasões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vagueio pelo quarto, acendo um cigarro, olho pela janela... E nada me acalma, me resigna com a vida. Levanto-me, dirijo-me novamente à janela, em busca de algo maior do que eu, que sufoque minha sofreguidão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite está no mínimo bela. O céu mistura sua negritude com reflexos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;acobreados&lt;/span&gt;. Por entre matizes várias, esconde a lua. Não a encontro. Fui em busca dela, ela dá-me paz, na sua vigília silenciosa. Mas hoje está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;inalcançável&lt;/span&gt; , pelo menos aos meus olhos. Mas a noite não perde por isso beleza, e a sua ausência sentida, parece que a faz ainda mais presente. A lua, tantas vezes associada ao oculto, ao lado feminino, ao indizível. Mulher de fases e que, por vezes, quando a não vemos, se torna maior em nós, tamanha é a crença de que todas as noites nos vela. Mulher de fases que clareia, mas que não é clara, que ilumina, mas não se faz só de luz. Que é luz, mas não é estrela. Que não tem medo do escuro, pois nele se faz luz. A lua diz-nos tantas coisas quando a olhamos, e escutamos, e nos permitimos perscrutar a nós mesmos, sob a sua doce e velada luz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje a lua disse-me que, por vezes (a) procuro e não acho, mas está lá, apenas não vejo, mas se fechar os olhos, e me abrir para uma visão maior, vou saber, ver para lá do véu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há pequenos sinais onde quer quer que os queiramos ler, há meras coincidências quando queremos ser compreendidos. Olhei de novo sobre a janela do meu quarto. Debrucei-me sobre mim mesma para ver se "via". No cimo, numa distância que as sensações foram encurtando, acenava-me, de braços abertos o Cristo Redentor, iluminado. O céu encobrira a lua, mas deixou-o a descoberto para mim. Nele repousei minha inquietação e ansiedades. e na tinta que discorre por estas páginas as partilho, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;consoladamente&lt;/span&gt;. (A minha terapia está ao alcance de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bic&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje a lua na sua omnipresença, ou presença subtil, resgatou a minha fé, quando a frequência do dia a baixara, na tentativa de extingui-la. Mas antes de dormir lembrei-me que é real. Existe, vive em mim, mesmo que às vezes a não veja. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nasci para viver esta vida e a cada escolha ser mais eu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5707190437961093085?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5707190437961093085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5707190437961093085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5707190437961093085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5707190437961093085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/01/lua-disse-me.html' title='A lua disse-me'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-5154716283069337437</id><published>2009-01-09T04:24:00.018Z</published><updated>2009-01-09T21:55:55.695Z</updated><title type='text'>Sopro no coração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Saudades de quem era há um sopro atrás, aquele sobre o qual suspendia meus sonhos e pendia meus medos. Saudades de como me dava à vida, na displicência própria de quem tem todo tempo para se dar ao riso, ao grito, ao choro e à dor. Até o sofrer tinha mais cor, mais melodrama, parecia tão mortal. E a tristeza, essa, deixava-a entrar, não porque a queria em mim, mas para que se fosse por vontade própria. Agora foi-se o medo, não mais temo a dor, mas não porque cresci, apenas porque doeu, e só aí cresci, quando temi não conseguir expulsá-la de mim... Mas sempre vai, se nós voltarmos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho um sopro no coração, desde criança. Não devia ter mais de sete anos, talvez seis, quando me foi diagnosticado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me que foi por essa altura, aos seis, sete anos, que comecei a interrogar-me o que fazia aqui, num mundo onde as nuvens andam sem parar, e quando parecem parar apenas se juntam e choram sobre nós. E continuam a andar, para chegar a lugar nenhum... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me de uma sensação típica daquele tempo. Aquela sensação de conforto por estar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;junto&lt;/span&gt; do meu pai e da minha mãe. Ele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;guiava&lt;/span&gt; o carro, e minha mãe ao lado, sempre sorridente, sempre com um brilho no olhar só para mim. Era feliz naquele mimo pueril de filha única, àquele tempo. E lembro-me de me encostar ao vidro quente do carro, como gostava de andar de carro, e olhar o céu, aí conheci pela primeira vez a vastidão. Aí, comecei a perder-me. Recordo-me duma angústia que desde aí se juntou a mim. Um pesar, uma intensidade, que derrotava os meus sete anos. Um sentir-me grande, grata, maravilhada com a vida, com o céu, com as nuvens, com todas as coisas, com o Universo e, no entanto, uma angústia tão vasta quanto ele. Um sentir no peito um aperto, saber-me pequena, minúscula, partícula... E debaixo daquele tecto felpudo, deitava-me no banco de trás do carro, e olhava o tudo e o nada, os vultos de outros, o meu reflexo no vidro, e via o quanto todos estávamos próximos, unidos, sob o mesmo céu, e o quanto raras vezes nos olhávamos. Foi aí, acho, com sete anos que comecei a achar-me estranha, inadaptada, ou pura e simplesmente narradora, contadora de histórias, comecei a ter palavras que se multiplicavam na minha cabeça, interrogações e deambulações que nunca mais me deixaram. E de cada vez que rodava na minha saia de pregas olhava sempre o céu. Para me lembrar que era uma pequena parte do todo, mas grande no meu todo e nas voltas que sobre a minha saia sempre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;haveria de dar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me de uma ida ao médico. A minha mãe, nervosa por dentro, mas na calma aparente que todas as mães sabem ter para proteger e acalmar suas crias. Lembro-me apenas de um gel frio no peito, uns exames, pois parece que aquelas dores no peito que sentia, aquelas palpitações, não eram apenas dores de crescimento. Mais tarde chegaram à conclusão do meu "mal inofensivo". Era apenas um sopro... Um sopro no coração, inconsequente. Congénito disse o médico. Por ele me penetrou a angústia, mas também os sonhos, e a paixão com que os sonhava, cega, crente. Um sopro, uma porta que a genética me ofereceu, um coração escancarado, sem medo de abrir a porta, às dores, aos amores, aos sonhos e aos que não crêem. E se hoje soubesse ter cura para o meu sopro no coração, não quereria, pois ele marcou-me o ritmo, fez-me sentir mais a música, cada som, cada ausência, dançar, até ficar ofegante, fez-me ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mais&lt;/span&gt; distante, no vazio que ele por vezes preenche em mim, no vácuo entre mim e os outros, deu-me ar, e por isso me ensinou a estar perto, a ser próxima, estar, sentir e correr atrás, no compasso das minhas palpitações. A não ter medo de rasgar o peito , pois já nasci com ele rasgado, e se por vezes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;dói&lt;/span&gt;, comprime meu peito, também acolhe sonhos, encena momentos, que não são ensaiados, que seguem aquele sopro, se misturam naquela brisa quente, fria, aquele sopro, mero trampolim de sensações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda hoje gosto de sentir o vidro quente do carro e acordar a mente naquela dormência que me invade o corpo, ainda hoje, sinto o mesmo quando a viagem termina. Quando criança era tarefa árdua, no caso do meu pai, tirar-me do carro, ficava pregada à minha janela para o mundo, ao ar quente do meu mundo de lata e vidro. E sempre que ando de carro, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;desde&lt;/span&gt; os sete anos, vivo todas as vidas que cabem nas rodas do carro e todas as que crio para além delas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas hoje, no banco da frente sou eu quem segura o volante, e ainda imagino, vivo mil vidas, viro páginas de mim mesma a cada esquina. Sonho-me como me quero e levo-me para o destino. E reconheço aquela brisa quente, ela entrou por lá, veio com os sonhos... É aquele sopro de ar, de vida, de &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;je&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;quoi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, que me exalta, e acalma. Até hoje o sonho é o mesmo, sempre o mesmo. E até hoje acredito, entro no carro e vou atrás. E saio do carro, bato a porta, e continuo, pelo meu pé, vou atrás... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5154716283069337437?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5154716283069337437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5154716283069337437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5154716283069337437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5154716283069337437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2009/01/sopro-no-corao.html' title='Sopro no coração'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3155609135439899729</id><published>2008-12-27T19:16:00.006Z</published><updated>2009-02-06T02:18:02.000Z</updated><title type='text'>Irracional</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E vem assim de repente, inconsequente, irracional, não se entende, apenas se estende em mim. a força &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;centrífuga&lt;/span&gt; puxa-me para um qualquer centro de gravidade reflexo, espelho do meu. E mais de repente ainda, vejo meus sonhos serem tomados de assalto por ti, vejo o rubor no meu rosto de cada vez que te vejo, vejo crescer uma timidez inexistente em mim. Vejo não saber o que dizer quando raramente me faltam palavras. Vejo o mundo de pernas para o ar, e esse desconforto, o mistério do novo invade meu estômago com asas de borboleta, e o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;roçagar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; causa-me arrepios, uma linha quente e fria que me percorre a espinha, que me lembra que vou muito além de mim, muito além do meu corpo, que posso chegar onde quer que me permita. E, de repente, as fronteiras da alma tornam-se ténues, abrem comportas e deixo-me ir. E os pensamentos desfocam para se focar em ti, e minha mente rebelde fica domesticada, acorda contigo e adormece contigo. E, mesmo quando não te tem em pensamento, é porque te expulsa dele. Até aí te pensa, pois estás preso aos meus sentidos e em cada sentir, e penso-te com todos os neurónios do coração, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;indomáveis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; perante os da razão. E, de repente, vi-me assim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3155609135439899729?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3155609135439899729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3155609135439899729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3155609135439899729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3155609135439899729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/12/irracional.html' title='Irracional'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8925661346661251925</id><published>2008-12-27T18:56:00.018Z</published><updated>2009-01-07T02:31:27.283Z</updated><title type='text'>Fingimento</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não tenho escrito, pois tenho-me concentrado em sorrir para a vida e ela responde-me com o eco de gargalhadas. Não porque se ri de mim, mas porque me juntei a ela, e rimos juntas, e muitos mais se juntam em nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;A inspiração é, muitas vezes motivada, outras, a minha , viciada em ti, por isso tirei umas férias, deixei de te dar palavras na ânsia pueril de te fugir e de voltar a ser livre. E acredito, tal como Pessoa, que se fingir tão completamente, deveras vou sentir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E insisto neste meu fingimento, que facilmente ilude a mente, mas embate várias vezes nas vagas da minha alma, que resiste heróica e estoicamente ao encantamento que sobre ela se abateu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sei-me exagerada no exagero daqueles que forçam seu próprio pensamento ao esquecimento para escapar à loucura. E não gosto de quem me quer menos porque sou assim, exagerada, intensa, volúvel na volúpia da amnésia do tempo. Mas tudo isto que me invade, expira, e inspira, não me assombra. Sou serena, na plenitude de meus exageros e na harmonia das minha contradições. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;Autopsicografia&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;O poeta é um fingidor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Finge tão completamente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Que chega a fingir que é dor&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;E os que lêem o que escreve,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Na dor lida sentem bem,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Não as duas que ele teve,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;E assim nas calhas de roda&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Gira, a entreter a razão,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;Esse comboio de corda&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;Que se chama coração.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8925661346661251925?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8925661346661251925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8925661346661251925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8925661346661251925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8925661346661251925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/12/fingimento.html' title='Fingimento'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7708441209927301799</id><published>2008-12-18T03:22:00.007Z</published><updated>2008-12-28T15:17:16.458Z</updated><title type='text'>Miopia e astigmatismo de alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sete e quarenta da manhã... Abandonei a mesa de bar e a ilusão de não estar só foi mais além. Afagou palavras cúmplices nas bocas de outros... E pergunto-me se de facto estou acordada. Se de facto penso, e me penso para lá de mim para voltar a pensar no perímetro de mim mesma, pois apenas esse fora que volta se foca nos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a casa. Tirei as lentes, regressei a minha natural miopia e astigmatismo. No fundo é clínico, vejo mal ao longe, no tempo do amanhã, tenho grandes dificuldades em focar, disperso-me, e as dioptrias várias denunciam-me. Uma vez disseram-me que só me permitia ser eu quando saía das lentes e me rendia à cegueira, e aí, esse alguém via minha alma mais forte, porque capaz de ser frágil, de se entregar sem ver o outro, apenas porque confiava nos pequenos pontos que o contornavam, fronteiras da alma, para meus olhos toscos, vagos, mas em mim pontos de luz, confiava em algo maior, numa mera sensação, não mais que conforto, ou tudo mais que essa banal palavra, sem saber, carrega. O conforto de estar perto de alguém, esse conforto que é preciso receber, abrir a porta, deixar de ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta noite dancei e dancei e pensei no quanto gosto que algo, alguém me inspire, no quanto me movo como uma locomotiva orgulhosa da sua revolução industrial, mas como a minha revolução é daquelas que revolve entranhas, e que não teme almas estranhas, danço e ladeio corpos torpes, ágeis que se meneiam perto do meu. Poucos dançam sem temer o roçagar de almas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada palavra é tão minha, que não preciso de escrevê-la para que se dê a mim, tantas são as vezes que se repete na minha mente, no entanto apenas o eco que têm em teu timbre me soa melhor...&lt;br /&gt;Esta coisa de fazer do amor matéria prima, prima pela falta de originalidade, mas todo o ridículo tem a sua forma única de o ser , e não me apresento como excepção. Amor que às vezes me ama , outras ama um homem, um projecto, a vida... E por aí, pelo derradeiro caminho que leva a amar coisa nenhuma. Mas a ti gosto-te com ódio, com aquela luta que faz os amores maiores... E a raiva surge, mero fetiche do ódio de mim mesma, pois não consigo odiar-te de forma a tirar-te a ferros de mim. E sem querer ir, já fui, e levas-me a um qualquer lugar desconcertante, onde poucas vezes só pelo meu pé cheguei.&lt;br /&gt;Não acredito em caminhos se não aqueles que cravo o salto mais alto do meu sapato de festa. Mas para ti caminhei de pé descalço, e sem saber, ali mesmo me desnudei. Acho que me gostaste por isso, entregue sempre à urgência do momento, mas sem me abandonar. Continuo em mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7708441209927301799?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7708441209927301799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7708441209927301799' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7708441209927301799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7708441209927301799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/12/miopia-e-astgmatismo-de-alma.html' title='Miopia e astigmatismo de alma'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8096416004038821919</id><published>2008-12-18T02:35:00.002Z</published><updated>2008-12-18T02:38:18.845Z</updated><title type='text'>Ausência</title><content type='html'>A sede de tanto é vaga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amarga no doce afago da presença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que um simples pensar em ti me traz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva-me para lá da crença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ser mais de mim, pois que me surge a urgência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ser quem sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sem paz, pois tudo a que me dou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te traz, até tua ausência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é muda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta a grito o silêncio cortante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o tédio galopante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congela no presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente escuto aquela voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nada, nada se lhe compara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela cena de nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como o sublime me encara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz amor com a poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo sem paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com o estômago entregue a nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltava atrás e de novo me perdia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois nessa volta o tempo sempre te traz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8096416004038821919?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8096416004038821919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8096416004038821919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8096416004038821919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8096416004038821919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/12/ausncia.html' title='Ausência'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7469364106606712179</id><published>2008-11-25T06:46:00.009Z</published><updated>2008-11-27T19:28:54.509Z</updated><title type='text'>Turva</title><content type='html'>Procuro-te nas ruas despidas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas telas de pele esticadas, tingidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos corpos desmaiados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reféns dos sentidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdidos por entre passos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos, dispersos no chão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preenchem espaços lassos,&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected"&gt;Fazem&lt;/span&gt; do tempo um homem néscio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rompem no resquício vão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgem desertores e desertos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de casulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que extinguem crepúsculos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assumem-se almas sem tecto&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Daquela prisão a céu aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por entre ruas vasculhadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vagueio, acendo um cigarro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na nuvem de fumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traço meu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro teu vulto num carro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela visão turva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me espreita a cada curva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lavada pela chuva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxuga-me a mente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo o cigarro à boca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esperança oca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De me manter quente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E crente no que me assombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquele passo para a paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num passo à frente se desfaz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7469364106606712179?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7469364106606712179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7469364106606712179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7469364106606712179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7469364106606712179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/11/turva.html' title='Turva'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4689276857338931058</id><published>2008-11-23T23:58:00.012Z</published><updated>2008-11-25T06:43:16.105Z</updated><title type='text'>Subversão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns confessam-se a padres, outros às paredes, outros ao espelho, eu converso com o último, e entrego-me e arrasto-me pelas palavras. Só a elas segredo o que ninguém desconfia gritar em mim. Preciso delas como de ar, elas enchem-me a mente de tal forma, que por vezes penso que a loucura é meu berço, e que a sanidade é apenas o véu de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tule&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que o cobre. Mas são o barro onde me moldo a cada dia, nelas me ponho real, ou na ilusão que quero ser, ou apenas na ficção que me entretém o tédio. Nelas te expulso, por momentos, de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas sabem, repetem-se tantas vezes, sabem que tento sair do casulo do orgulho e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;evolar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-me da sanidade e ser solta no prazer mediato, profundo, que é sermos quem somos sem o pensar, apenas sendo. Cada vez mais me permito. Mas com ou sem orgulho tenho saudades, de ti. Mas não te digo e não por ser forte, antes por ser fraca e por nada querer de ti. Não quero palavras meigas, condescendentes, apenas quero que me escutes e me acolhas nessa saudade, que me tomes como só tu sabes, pois aí, nesse lugar que apenas nós conhecemos, por instantes, pertenço aqui, de forma sublime. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As palavras dançam dentro e sob meus dedos e sabem o sinónimo de saudade, sabem escrever-te, mesmo que nunca me denunciem, pois vives nas minha entrelinhas. Estás sempre lá, e quando te fujo acabo sempre por voltar a ti, a saudade resgata-te sempre. Não te prendo a nenhum desejo futuro, aliás não te prendo a nada, e no entanto nunca tive tanto ninguém. Acho que inverteste mais do que a minha lógica, subverteste-me de tal forma que cada vez mais quero ser eu. Talvez por isso te queira tanto. Talvez por isso te deixe longe. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4689276857338931058?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4689276857338931058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4689276857338931058' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4689276857338931058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4689276857338931058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/11/subverso.html' title='Subversão'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7537558025617992568</id><published>2008-11-20T10:31:00.011Z</published><updated>2008-11-26T20:54:31.363Z</updated><title type='text'>Pelo cansaço...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Choro sem qualquer pena de mim e dos outros, apenas com a displicência de roubar-te meu espaço. Tarefa árdua, pois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;difícil&lt;/span&gt; é libertar-me do que me é impossível a posse, e trazer-me de volta quando saí pelo meu pé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez sejam simples lágrimas de capricho, de menina mimada que quer tudo aquilo que anseia. Anseio pelo insuflar desse meu mimo, que te &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;transforme&lt;/span&gt; apenas num capricho travesso da minha alma. Que sejas apenas a revolta da menina mimada que me habita, acostumada a ter o que deseja. Que seja, que não sejas mais, pois o mais que temo, leva-me a um lugar a salvo de lágrimas, árido, pela erosão das ausências, das mágoas não choradas, resvaladas no desfiladeiro das expectativas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde foi que me deixei achar por ti, ou onde foi que te achei? Sei que foi num lugar onde acordo com o teu cheiro, e onde me apertas contra o teu corpo daquela forma que não tem jeito, apenas o teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ainda vivo na esperança de seres apenas inspiração, que gerei em mim, que me revolve e inquieta e que faz querer mais, e esta sede transborda nas palavras, espero seres apenas a ilusão constante que preciso para viver, para que o tempo te esgote, e te vença o cansaço das mesmas palavras que se cansaram de ti. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7537558025617992568?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7537558025617992568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7537558025617992568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7537558025617992568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7537558025617992568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/11/pelo-cansao.html' title='Pelo cansaço...'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8655718128182408176</id><published>2008-11-05T07:27:00.006Z</published><updated>2008-11-13T20:06:04.321Z</updated><title type='text'>Vertigem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vertigem cansada a que nos faz cair, sem sequer nos levantar os pés do chão, prostra-nos ao conforto do asfalto, quando na verdade a inércia de nossas almas clamava pelo calor do alcatrão... Pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;roçagar&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;gravilha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em cada pedaço de pele.... E marcar aquilo que apenas nós víamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Timing&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;"... Esse tempo indefinível que todos querem ter a noção de. Isso, esse momento sagrado que não existe, esse tempo em que almas esquecem o tempo, e existem, navegam sob as ondas magnéticas da mesma frequência. Quando isso acontece, razões amortecem, cedem a paixões, amores épicos se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;constroem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, projectos nascem, invenções deixam-se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;adivinhar&lt;/span&gt;... Ganha a Ciência, o bem, o mal de alguém... E a Humanidade, porque convenhamos, se amanhã me cruzar com alguém, que seja bem amado, ou cientista para me dar a fórmula. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;naquele&lt;/span&gt; tempo congelado , o tempo do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;timing&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;" , os ponteiros do relógio abandonam seu posto e conforta-nos a ilusão de imortalidade carnal. E assim, pelo afago do terno e nervoso músculo que nos embala, naquele seu compassar certo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sequenciado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, sem saber bem como ou porquê, salta-nos do peito, as batidas outrora calmas e a seu tempo, perdem o rumo e soam frenéticas, levam seu eco a cada canto do corpo, outras vezes, coisas há que nos param essa batida, que nos espessam o sangue, de tal forma que sentimos cada cheiro, toque, com uma urgência jamais sentida, que só a pressão de suster a vida naquele momento nos dá, tudo para enganar o tempo, mudar-lhe a frequência... Poucas coisas nos fazem parar, poucas nos aceleram a respiração como se quiséssemos viver mais, estar mais vivos, ou como se quiséssemos comer o tempo para chegar lá ou ao outro. E depois parar de novo, ali permanecer, perenes. Ali, naquele lugar onde não existe tempo ou asfalto para nos rasgar a pele, onde nada faz sentido, porque todo ele está em nós. E nada nos cansa nessa vertigem. Esse tempo, que é só meu, ainda não sei onde está... Fé, trago sempre, em mim, na mala, num sorriso de alguém, num abraço. Relógio, raramente uso... Só preciso de deixar de perguntar as horas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8655718128182408176?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8655718128182408176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8655718128182408176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8655718128182408176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8655718128182408176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/11/vertigem.html' title='Vertigem'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-574939803068622971</id><published>2008-10-25T23:46:00.013+01:00</published><updated>2008-11-03T02:42:42.125Z</updated><title type='text'>Febril</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Não é mais surpreendente ter-se nascido duas vezes do que apenas uma; tudo na Natureza é ressureição."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;VOLTAIRE&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quê viver se não para ser real? Para quê ser real se não se acreditar realmente nisso? Para quê deambular entre a morte e a vida se não para ser arte? Para quê ser arte se não amar o artista? Como ser artista se não amar arte? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Amor é a única constante. Em todas as interrogações, surge como resposta, só ele cria, constrói, dissipa o medo... Veste-se de fé, compaixão, criação, e vive-se pela acção. Age, actua, não se limita a existir e, como tal, faz vivo quem o sente (torna este mundo real, é a vontade inconsciente que a ele nos prende).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que não foste acaso, um caso dentro da desconstrução do tempo. Vieste para me mostrar que dói, não por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;quereres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; meu sofrer, ou acreditares na sofreguidão inútil das almas, mas porque me queres viva. Ressuscitas-me a alma, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sacode&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-me-la por entre o corpo, quando me olhas assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;lancinantemente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de soslaio, como que ao acaso, mas um acaso que sempre nos atrai, que trai nossas mentes, o tempo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sequenciado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, os ponteiros do relógio, surge, e aí, me mergulho sem medo, sem querer sair enxuta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que te vi outrora, mas não sei onde... Meu gladiador de outros tempos, tens a guerra nos olhos de outras vidas, mas nesta não vieste guerreiro, mas vencedor, aprendeste que só o amor vence guerras que o medo trava, espero. Sei que também me sabes para além do eu que hoje sou. Mas será que a mente te entorpece os sentidos, te afoga para lá de onde teus olhos te mergulham?...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sob o efeito do anti-inflamatório e de analgésicos tento sobrevir de uma gripe, uma garganta inflamada, quando na verdade sei o que me resfriou o espírito. Os espasmos que me atingem, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sacodem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-me as paredes da alma. Ela descolou-se dos meus ossos, da caixa forte que trago no peito, pôs-se a salvo. Foi por aí que o frio me penetrou, congelou-me os sentidos e permite-me viver assim &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;benzinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por quanto tempo o tempo assim me quiser. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordei doente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;maleita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pequena, reflexo de um frio que abrigo em mim. Talvez precisasse de uma desculpa (ingénua) para tomar analgésicos e assim acalmar minha dor. Ou apenas senti-la assim, dormente, pedante, disfarçada de doença, para que não lhe ache a cura. Ou talvez só precisasse desta sonolência torpe para embalar minha saudade, por entre delírios febris, te sonhar e te ter comigo. Nunca te deixo, ainda não quis o suficiente, confesso. Estás em mim pelo tanto e por quanto te permito. Não expio minha culpa. Mas perdoo-me...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E olho pela janela. E tudo para lá de mim vive... E o anónimo colectivo, por instantes resgata-me. No escopo entre a loucura e a verdade se criam ilusões reais. Pelo meio amamos... Entre a verdade e a loucura... Só o Amor expande a vida para fora de nós sem nunca a expulsar, só ele é real. A saudade apenas te sobetrai ao passado e resulta em mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-574939803068622971?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/574939803068622971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=574939803068622971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/574939803068622971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/574939803068622971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/10/febril.html' title='Febril'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-5009643965854196582</id><published>2008-10-13T06:57:00.004+01:00</published><updated>2008-10-13T07:23:38.900+01:00</updated><title type='text'>On my way</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Jurei não mais chorar, não mais me dar ao desconhecido que aperta  meu peito... Não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;dói&lt;/span&gt;, porque nada espero, esperava, mas escorre-me pelo rosto... E eu que jurei não mais ser assim, mas por dentro, não sei se não celebro, pois provaste-me que ainda sou capaz de sentir... Hoje soube que o caminho ganhou novo norte... Nunca te cobrei  um destino, mas levei-me, sem querer, até ti... Sou alma solta, mas solto-me nas coordenadas da intuição... Não entendo o que me apontou até ti... Se nada tens para me dar, porquê minha bússola aponta para aí, o que quer que seja, hoje deixei-te na berma do que poderia ser, na estrada de mim mesma... Não mais a quero seguir... No entanto apareceste-me, desnorteaste-me, encantador... Estavas deliciosamente perigoso... &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Afagaste&lt;/span&gt;-me os  olhos e toda a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;libido&lt;/span&gt; que me sustinha de pé, que me dava força para te tratar como igual... Quando na verdade te vejo além de todos... Para lá de todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou livre... Soltei-me da ilusão que sem querer, mas crendo me prendia a ti. Sou de novo poeta, solta na métrica das ruas, na poesia de almas perdidas, que crendo, me encontram. Espero que te reúnas no melhor de ti, pois a mim resta-me ser feliz. Sê-lo-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ei&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5009643965854196582?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5009643965854196582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5009643965854196582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5009643965854196582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5009643965854196582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/10/on-my-way.html' title='On my way'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-5418301070325080551</id><published>2008-10-12T08:28:00.005+01:00</published><updated>2008-10-12T22:17:34.199+01:00</updated><title type='text'>Insónia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acabou o dia... Tenho que dormir, mas minha mente exalta mil vidas, todas aquelas que tento viver e todas as que me escapam na esquizofrenia a que me rendo. Poucos me entendem, e os poucos que me entendem, muitos estão equivocados, acho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei se enamorada, se envolta na ideia de o estar... De qualquer das formas, criei em mim sentimento inteligente, presente, pouco presente, mas que me transborda nos olhos. Gosto assim, sem promessas, ou parcelas, inteiro e em mim, porque o quero &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;juntinho&lt;/span&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Canta-me, no refrão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Amy&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Winehouse&lt;/span&gt;), pregada aos ouvidos, mas no eco é para ti que grito, por ti me perco, nos dedos, nas ruas, nos becos para os quais arranjo saída... E corro até lá ... Mas nunca chego sem me levar, nunca chego contigo, mas sempre chego até ti. Estás lá, no cantinho decorado pela ilusão real, afagado ao de leve pela vida, mas confortado pela mais fértil das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;imaginações&lt;/span&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foge-me dos dedos tudo o que quero escrever, apenas, porque o que quero, agora se prende a ti... És tu quem me toma, pela aurora do dia ficas maior em mim, talvez por isso mate a insónia com vontade de dormir... Mas ainda assim, não me livro de ti, ilusão que gerei, corpo que vivi, apareces-me nos sonhos, de cabelo emaranhado, de coração desamarrado, e nesse instante, aí, ato-me a ti... Sou presa ao fio solto que me tem em ti, nele me enrolo, volto. Mas não me roubas de mim, por isso vou dormir, escoltar a insónia para longe de ti... E esperar que o meu inconsciente não te encontre, e, fique aí...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5418301070325080551?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5418301070325080551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5418301070325080551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5418301070325080551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5418301070325080551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/10/insnia.html' title='Insónia'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4252907612599615646</id><published>2008-10-01T23:52:00.005+01:00</published><updated>2008-10-02T13:28:19.108+01:00</updated><title type='text'>Retalhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E o que fazer se quando sou, grito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inaudível som, que só os mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;desatentos&lt;/span&gt; tocam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles tantos que perdem tempo e vivem seus talentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mirram quando chove, e escutam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E juntam-se-me no eco, no brilho de cada sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E perdem-se no meio para nunca chegar ao fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não pescam, mas trazem sempre ao peito um anzol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gritam não quando os olhos dizem sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E começam onde &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;caíram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre se levantam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amam lá pelo fim, só para fazer um não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virar sim, um precipício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde constroem&lt;span style="color:#ffff00;"&gt; &lt;/span&gt;um início&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E precipitam de novo um grito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No agito que cada vento arranca ao corpo cansado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molestado pelo tédio passional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No arranha céus da loucura sei-me inquilina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei a linha ténue e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;curvilínea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me mantém sã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E salva da sensatez plural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu mais forte apito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me acorda pela manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolve meu corpo, envolve-me os sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca como se cada dia fosse um cais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde me atraco, pernoito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou barco afoito que sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas deixo para trás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E presa a cada grito solto não fico, vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E raramente tenho frio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois fiz dos sonhos agasalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma manta de retalhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não tem princípio ou fim... Crio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4252907612599615646?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4252907612599615646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4252907612599615646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4252907612599615646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4252907612599615646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/10/retalhos.html' title='Retalhos'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7830665203295528292</id><published>2008-09-28T21:30:00.008+01:00</published><updated>2008-10-13T16:46:32.784+01:00</updated><title type='text'>Busca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E que fazer quando o dia acorda assim? Capaz de arrancar os céus... Impossível não sentir e sentir e sentir... Não lembrar de contos vividos, uns mais contados que outros. Outros ainda, sob o véu duma nostalgia solta, pueril. Lembras-me sonhos de Verão, história de um romantismo que perdi na guerra. Nesta guerra que por vezes travo comigo, e que vezes outras travo com quem se defende ou de quem me defendo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembras-me o riso quente dos vinte anos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;recém&lt;/span&gt; chegados... Uma crença que busco cada dia, todos os dias em mim... Não acredito no tempo, mas acredito naquele em que ele para mim de facto não existia. Mas hoje sei que me gosto com mais verdade. Não me preocupa, não quero que me gostes mais assim. Mas bom saber-te nas minhas memórias. Saber que nunca te perdi, porque não saí da nossa história vencida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca nos reencontrámos e, no entanto, nunca nos deixámos ficar longe. Não sei porquê, também não procuro respostas. Mas fazes-me bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7830665203295528292?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7830665203295528292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7830665203295528292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7830665203295528292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7830665203295528292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/09/e-que-fazer-quando-o-dia-acorda-assim.html' title='Busca'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-357581462957886288</id><published>2008-09-23T06:51:00.005+01:00</published><updated>2008-10-05T18:35:49.612+01:00</updated><title type='text'>Primavera a Sul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;A rosa dos ventos tem dessas coisas, aponta para Sul e tudo começa... As folhas que caem, que jazem no chão, nascem em árvores outras, que meneiam seus braços aos ventos do Sul... E neste embalo fui, estou... Desnorteada, mas com prumo neste rumo que tracei. Trago o lápis no canto dos lábios e a cada dia traço-lhe mais um risco... Hoje junta-se-lhe a rosa, é Primavera a Sul!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha Alma não tem pontos cardeais, embora reze a tantos outros... À energia que brota, às ideias que borbulham, aos sentimentos que se afagam, às verdades que nos cortam e ao tempo que só existe para sarar essas feridas. Nesse tempo já me perdi, mas só ele me fez sair mais viva. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E de repente, do outro lado da janela tudo muda, a brisa dança a outro ritmo, envolve tudo o que vai nascer. E por isso, é tempo de renovar ou persistir em sonhos. De inspirar sem medo de morrer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me de ser criança e de olhar os céus e as andorinhas que os rasgavam a cada Primavera... Sempre gostei de andorinhas, de pássaros migratórios, que perseguem o Sol. E que voam no embalo dos ventos quentes... E nunca vão de vez para lugar algum... E sempre voltam...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cada Primavera. Trazem com elas o fim do Inverno e o início da Primavera... A época em que tudo se renova, nasce, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;contrói&lt;/span&gt;. Vejo agora porque sempre gostei delas, porque sempre me alegrou aquele chilrear... Nunca gostei de Inverno. E elas traziam o novo, anunciavam oficialmente a chegada do tempo quente, do tempo onde se contrói novo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostava que cruzassem os céus das Américas para me anunciarem mais uma Primavera. Mas voam ainda nas minhas memórias de criança. E sei que também elas abandonam agora o hemisfério norte e se dirigem a Sul, ainda que noutra latitude, num outro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;continente&lt;/span&gt;, num outro pedaço de céu, anunciam, celebram esta nova fase da natureza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só hoje sei porque gostava tanto delas... Nunca havia visto o meu afecto por elas como hoje, apenas gostava delas, achava-as alegres, percebia-as como ninguém na sua ânsia de estar onde tudo começa, onde o ar é mais leve, quente, onde o brilho do Sol volta a ser intenso. Lembro-me de pensar que os Homens também deviam ser assim... Seguir nas asas do tempo rumo à Primavera &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;precursora&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;. Com ela até o eco do mundo muda, a natur&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;eza canta e, a cada ano, surgem novos sons. Tal como a natureza, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;celebro a renovação, a mudança, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;o caminho que não tem que ser o mesmo, mesmo que saibamos qual nos leva a casa, ou talvez por isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora sei porque gostava delas... Das alegres e esvoaçantes andorinhas. A natureza dá-nos pistas sobre nós mesmos, espelhos. Espero ter sempre tempo para notá-los.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-357581462957886288?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/357581462957886288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=357581462957886288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/357581462957886288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/357581462957886288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/09/primavera-sul.html' title='Primavera a Sul'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1547881492252341021</id><published>2008-09-04T01:40:00.014+01:00</published><updated>2009-12-18T12:26:58.590Z</updated><title type='text'>Segredo ao alto</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;Consome-me aquele olhar&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Que não mais me olha&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Entrego-me ao corpo que não acho na cama&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Que não grita, mas é chama&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Não sei se para ti vou&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Mas sei-me no salto que em ti dou&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Não te preciso, porque te quero&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E não deixo que o medo me coma&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;A alma, com seu morder voraz&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Com sua fome de minha paz&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Continuas intento da minha saudade&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Ainda te quero de cada vez que desejo&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Ainda te beijo, em pensamento, cada vez que flamejo&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Mas não mais me roubo de mim&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Saudades daquelas, tuas mãos,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Que fazem do meu não, sim&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Que dão novo toque ao toque&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Saudades do teu respirar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Que quero perto, que me sufoque&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E nada mais me guia, para além duma força motriz&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Que tudo entende, e nada diz&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E foi preciso partir, ignorar o encanto&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Fugir-te, temer-te, não mais te querer&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Para sentir que te quero para lá de tanto&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E grito-te no escuro para que ningém me oiça&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E trinco-te baixinho para que o orgulho não me morda&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E amo-te bem alto para que todos oiçam&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E te contem por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1547881492252341021?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1547881492252341021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1547881492252341021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1547881492252341021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1547881492252341021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/09/segredo-ao-alto.html' title='Segredo ao alto'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7249606644269847671</id><published>2008-09-03T23:36:00.006+01:00</published><updated>2008-09-04T00:34:08.843+01:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E o dia quente de Verão humedece as paredes sem porta ... O dia dá lugar a uma chuva insistente, pequena... Como tantas vezes nos assaltam pessoas assim... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não nos molha, só nos acorda os sentidos... Em Lisboa, a portas fechadas, bebem-se copos de vinho branco, tinto, palavras cruzam-se à mesa, mãos deitam-se umas sobre as outras, pernas prendem-se por baixo de panos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisboa é linda! Já diz o fado! Menina e moça, canta o refrão... Em todas as melodias, Lisboa surge curvílinea, mulher! Cidade fatal que nos agarra, mas madura, solta-nos... A mim libertou-me, deu-me ao mundo e fez-me assim, mulher litoral, e jamais acordo sem olhar o céu, jamais deixo de reconhecer o cheiro da maresia... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a cada esquina Lisboa planeia encontros e desencontros, na sua alma de cidade velha espelha novas histórias... Encontram-se novos amores, velhos amantes, e nasce a matéria prima de poetas, porque a cidade vive-se na poesia, no entusiasmo com que se levanta um copo de vinho, com que se brinda olhos nos olhos, e se sorve o elixir da vida...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisboa, fêmea, cheia becos e vielas, completa por lugares recônditos que só conhecem quem os viveu... Nostálgica, mas presente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje reencontrei neste cenário uma grande amiga. Falámos, perdêmo-nos, afogámo-nos nas conversas e em copos de vinho branco ao alto. Mas na verdade, mais alto colocámos o que trazemos ao peito. Bom voltar e saber que temos quem nos espera... Ela sempre me esperou. Também eu a esperava ao contrário... Felizes os que a língua mãe lhes ensina a saudade, pois configura-lhes a alma... Felizes os que reencontram, sabendo que onde quer que vão muitos pares de braços os esperam... Felizes os que a língua mãe lhes ensina a saudade, pois configura-lhes a alma... E o melhor da saudade é abraçá-la...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7249606644269847671?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7249606644269847671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7249606644269847671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7249606644269847671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7249606644269847671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/09/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4398709822030805463</id><published>2008-08-27T01:21:00.013+01:00</published><updated>2008-08-27T02:18:35.602+01:00</updated><title type='text'>O MEU CONTADOR DE HISTÓRIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;Dedico este texto ao meu Pai, que me ensinou a ser ser pensante, a cortar e criar caminhos com a lâmina afiada da razão. Mas mais que tudo, com ou sem razão, mostrou-me, mostra-me, a cada dia, que o Amor existe).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este texto não tem o propósito de compensar, embora saiba que ao ter escrito um texto para a minha mãe, a repercussão foi um leve afago desse sentimento a que chamam ciúme, junto do meu querido e amado pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai uma declaração de amor para o meu pai, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;papi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; lindo que tanto me deu... E continua a dar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo, ensinou-me que tinha um músculo ao qual não podia faltar exercício. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Disse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-me que era uma massa cinzenta, como uma pastilha elástica, que se podia esticar, e aí cresceria sem limites. Nunca me esqueci &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;papi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Ensinou-me a fazer contas, a contar moedas, e cedo se deve ter arrependido, pois depressa viu que era exímia em contas de sumir. Ensinou-me a andar, e sempre que caí ele estava lá para me ensinar a andar mais uma vez. Ensinou-me que a maior das suas forças era a sua presença, e nunca o deixei de sentir lá, e, mesmo hoje, à distância, tenho-o comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de como me adormecia, com uma história nova, todos os dias, e de como me divertia, na minha exigência, de que essa história viesse sempre dele, não podia ir colhê-la a livros, tinha que vir da imaginação. Acho que hoje deve divertir-se, rir-se mesmo da sua paciência de pai coruja, que velava o sono da sua cria e que tanto se esforçava, para a cada dia lhe povoar a curta vida de personagens novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes ríamos os dois, pois o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bulício&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do dia roubava-lhe tempo para criar uma nova história, e tentava enganar-me mudando uma antiga, trocando nomes, acrescentando coloridos, mas depressa percebia que a discípula tinha aprendido a usar o músculo lá para os lados da memória, e que se lembrava de todos e cada detalhe das histórias passadas. Mas nunca, durante anos, me faltou uma história para dormir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre respeitou o meu espaço, mas sempre senti sua presença atrás da porta , quando precisei de fechá-la, e sempre soube que estava lá se lhe corresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-me diferente e acho que às vezes não me compreende, pois tem uma mente bem mais objectiva do que a minha, mas no fundo acho que se diverte e enternece com o meu colorido. Admiro a sua inteligência e carácter, que me deram uma rectidão de que me orgulho e que me fazem hoje não ter medo de cair, pois algo maior me suspende, me faz elevar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que por vezes não me entendes os sonhos, pois são para ti , mente matemática, tão voláteis, ingénuos. Mas também sei, que no fundo me gostas assim romântica, e um dia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;papi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, vais ver-me voar. Nesse dia vou pensar em ti... Porque sei que no fundo nunca duvidaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta força que me move, esta fé que tenho em mim, ainda que só acredites nos Homens, e não ligues aos Deuses, essa fé, também te pertence. Vem do Amor com que sempre fui rodeada. Ganhei a lotaria à nascença ao ter os pais que tenho, pois ensinaram-me desde sempre a ser o melhor de mim, a ousar, ensinaram-me que o único limite era eu mesma a traçá-lo. A fé que sempre tiveram, tiveste em mim, fez-me assim sonhadora e protagonista dos meus sonhos... E não tenho medo do palco, porque te sei na primeira fila desde sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4398709822030805463?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4398709822030805463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4398709822030805463' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4398709822030805463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4398709822030805463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/08/o-meu-contador-de-histrias-dedico-este.html' title='O MEU CONTADOR DE HISTÓRIAS'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1896230386999003301</id><published>2008-08-24T08:11:00.005+01:00</published><updated>2008-08-25T02:11:04.726+01:00</updated><title type='text'>Eco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dancei, dancei e dancei... Dancei até ao culminar das minhas forças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a pista ardia perante os sons que não ouvia fazia muito. A música comercial, pop, que tanto agrada os sul americanos deu lugar a um som inclassificável, mas que era, no mínimo, bom... Dancei, vagueei sob o meu corpo até não mais poder... As vozes percorreram o som em conversas indecifráveis e intermináveis. Conversas sem destino, iluminadas por entre freixos de luz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Casais solitários abraçavam-se, fingindo não mais estar sós, pessoas soltas juntavam-se,  e eu dançava ao som daquela música compassada pelo meu pulsar... E o som de cada batida tornou-se apenas eco de estar viva. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1896230386999003301?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1896230386999003301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1896230386999003301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1896230386999003301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1896230386999003301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/08/eco.html' title='Eco'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1901052950466605307</id><published>2008-08-20T02:02:00.008+01:00</published><updated>2008-10-04T00:07:05.008+01:00</updated><title type='text'>Devaneio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei se por regressar a casa... Talvez por sentir que não mais tenho casa. Que a levo no peito. Por isso, talvez não, assaltam-me pensamentos e mais pensamentos, o pensar em tudo, o que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;já&lt;/span&gt; foi, o que é, e mais que tudo o que quero que seja. E este &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;turbilhão&lt;/span&gt; tem trazido emoções, desenterrado pensamentos, palavras não proferidas que ganham forma sob os meus dedos. Às vezes (tantas) acho que me penso demais. Talvez por isso seja tão dionisíaca também, e só sei ser assim... Só nessa loucura repousa minha sanidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tenho pensado em Ti. Não tenho pena do que não vivemos, disse-me tantas vezes, pois sempre me concentrei no que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;havíamos&lt;/span&gt; partilhado. E dei a história por encerrada, pois para mais capítulos, teria de dar muito, tudo de mim. Não quis correr o risco, pois sei que o caminho até ti é um caminho sem retorno. E deparo-me agora, fora da trilha, disposta a percorrê-la . Mas andei em frente, não sei caminhar para outro lado, e custa-me ficar no mesmo lugar. Mas hoje dou-me conta que talvez o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;end&lt;/span&gt;" que esculpi na nossa história não tenha ainda sido encenado, a não ser no argumento da minha cabeça. Dou-me conta que ainda só afagámos nossa história, e que talvez nem nos demos tempo para a viver. Não faz mal. Estou feliz por te saber em mim, porque me inspiras e me fazes ser mais dentro e fora de mim. Tenho orgulho em tudo o que és e só te sei em parte... Adivinho-te o resto. E fico feliz, agora que deixei de ser narradora da nossa história e passei a povoá-la. Estou nela, não mais quero analisar, classificar. Apolo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;saiu&lt;/span&gt; de mim, entrou &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Dionísio&lt;/span&gt;!!! Deixei de querer contar nossa história, de me preocupar com a poesia, com a fotografia a cada cena, e voltei a enxergar-te. Tirei-te o ponto final.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1901052950466605307?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1901052950466605307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1901052950466605307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1901052950466605307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1901052950466605307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/08/devaneio.html' title='Devaneio'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3740736921704309865</id><published>2008-08-20T00:58:00.007+01:00</published><updated>2008-10-04T00:06:01.137+01:00</updated><title type='text'>Um amor daquele jeito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quero um amor de qualquer jeito, ou melhor quero um amor daquele jeito sem jeito... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que vive de se inventar, que se cria vivendo, amando ao som do crescendo da música que o embala. Quero um amor cantado ao ouvido, de beijos roubados e olhares &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;di&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;gladiados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Quero sorrisos esquivos por entre a multidão e mãos dadas por baixo da mesa. Quero dedos presos de duas almas livres, corpos entrelaçados de duas mentes cúmplices. Quero gritar Fernando Pessoa e sentir em mim , a matéria prima dos poetas. Quero cantar no refrão em que sou cantada. Quero ser inspirada, e inspirar, quero sentir a cada dia que estou ali. Que existo para te sentir... Não te espero...Porque te sei em mim. Não tenho pressa de te reconhecer no outro...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei a escrever estas palavras, porque vi um vídeo que me enterneceu. Não sou íntima dos protagonistas, no entanto tocaram-me aí mesmo, onde sou apenas eu, sem máscaras, ou palavras grandes. Aí onde me tenho e raras vezes me deixei ter, tocaram-me. Afagaram, resgataram a ternura que há em mim. Apenas porque se amam e não o escondem, também não o exibem, apenas o vivem, de forma livre, limpa. O vídeo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;reúne&lt;/span&gt; fotografias dos dois, viagens, caminhos partilhados... Ele é brasileiro, ela alemã. E cruzaram-se, reconheceram-se, quem sabe a tempos diferentes, ou de imediato... E o filme é uma declaração de amor, de ternura. Simples, pura. Daquelas que não está na tela do cinema, é real. E fico feliz por saber outros, ainda que não próximos, felizes. Acredito no maior poder de todos, o do Amor. E gosto de pensar no meu mundo assim, com homens e mulheres da minha geração que ainda crêem, e, como tal, criam a vida. E tudo isto ao som de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Damien&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Rice&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Cannonball&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;)... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero um amor daquele jeito, sem pressa, que se espera, que vai, mas volta, que tem saudades, mas que as mata... Que mesmo que morra, se vive.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3740736921704309865?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3740736921704309865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3740736921704309865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3740736921704309865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3740736921704309865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/08/um-amor-daquele-jeito.html' title='Um amor daquele jeito'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-760154544868710276</id><published>2008-08-15T02:59:00.009+01:00</published><updated>2008-10-04T00:11:13.615+01:00</updated><title type='text'>Inadaptada</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nos dias em que os dias me têm estou viva, sou daqui... Maior parte das vezes sei que não me pertenço, não pertenço aqui. Nada me denuncia. Sou a inadaptada mais adaptada do mundo. Mantem-me aqui o compassar galopante do peito, de cada vez que algo me engrossa o sangue. Sei a que vim, ou finjo saber, e não tenho maior propósito do que acariciar a vida em mim a cada dia... Pensar, mesmo sabendo que pensamos melhor sentindo, e pensar o que sentimos nem sempre faz sentido para além do romance existencialista, e, talvez por isso sedutor para uns, enfadonho para outros... Mas não consigo não me pensar, e tantas vezes é a corda que me ajuda a subir as paredes do poço, como outras tantas, a que me enforca... Aí, nesse lugar onde me magoo, onde sou fracção de mim mesma, mente sem alma, alma sem "pés", não me sei... Corro... Choro... E só no silêncio... Só quando me disponho a ouvir-me, a estar comigo, me remembro por dentro...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penso demais... Tenho insónias... Mas felizmente sou contradição de saias, pois se me penso é por me sentir demais e quando durmo, nunca me esqueço de sonhar...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tenho 26 anos... Mas não sei o que são. Continuo a ser eu. Essa coisa de quererem que sejamos grandes incomoda-me , pois o meu Grande afaga o sublime, não dá voltas ao relógio. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não sei medir o tempo, muito menos a vida, como mulher já me chega medir cintura, anca, peito. Acho pouco imaginativo sermos um número. Se somos, o meu é um 8 invertido, símbolo do infinito, sinónimo do que sou, sinto, penso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gosto de me saber mais dura, mas ingénua, de ser uma apaixonada, mas não ansiar alguém. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Universo certo dia enviou-me mais um anjo. Uma amiga doce, que foi crescendo na minha vida, e , quando vi, eu havia crescido com ela. Tal como eu, a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NAYLA&lt;/span&gt; é da tribo do Amor. Tal como eu, não se sabe sem pensar o mundo, e, por sua vez, o seu mundo dentro e fora deste. Tal como eu respira-o escrevendo, partilha-se, ou retira-se dele. Nas palavras se evade e se sublima. Só a elas se entrega, tal como eu. Só a elas se confessa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um dia ouvia-a dizer, no tom sereno que lhe é característico, e que, a mim, me apazigua a alma, quase que me confessou: "O Amor é uma vibração, temos que deixá-la fluir". &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tenho-a sempre comigo, pois Amigos, tranporto-os todos ao peito, todos os dias, mas oiço várias vezes esta frase, no canto do meu ouvido mais selectivo e és tu quem ma canta, amiga. Também eu creio nela, mas por vezes a ansiedade de amor, de amar, faz-nos não ter paz suficiente para abrigar essa vibração... Tu lembras-me essa paz, o quão a amizade pode ser grande, fraterna, bela. Lembras-me o que é ser plenamente Mulher. Ser pensante, sensual, errante, forte, doce, amante, leve, profundo... Resplandecente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Obrigada.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-760154544868710276?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/760154544868710276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=760154544868710276' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/760154544868710276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/760154544868710276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/08/inadaptada.html' title='Inadaptada'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-2696509413747847585</id><published>2008-08-03T05:11:00.006+01:00</published><updated>2008-08-11T22:22:42.892+01:00</updated><title type='text'>Peso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje acordei, porque a isso me obriga estar viva. Tem dias que sentimos como que uma pedra no estômago que anseia por água onde afogar-nos. E muitas são as águas que escondemos em nós. Esse peso que levamos nas entranhas retira espaço até ao ar, a tudo o que é leve. O ar parece pouco para me manter viva, ou eu, não estou hoje viva o suficiente para que ele me inspire a existir...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-2696509413747847585?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/2696509413747847585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=2696509413747847585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2696509413747847585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2696509413747847585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/08/peso.html' title='Peso'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3344178352129122864</id><published>2008-07-27T21:49:00.008+01:00</published><updated>2008-07-27T23:43:35.646+01:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quantas vezes tantas se nos esvazia a alma, poucas, a mente.... Nessas vezes poucas, tantas coisas auscultamos, tantos são os ares que nos enchem. E tantos são os tantos que nos entretantos perdem importância, pois fazem já parte de nossa substância, jazem já no que somos, e, jamais o somos sem ter sido. E não digo com isto que não possamos (re)criar-nos, a cada instante, mas a verdade é que, cada criação, vai prenhe dos instantes em que de facto existimos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele fala pausadamente, como quem não tem medo da morte, pois pronuncia cada sílaba, sem o compasso do tempo, colocando nas palavras toda a força que estas podem abarcar. Mas essa força em nada pesa nas palavras, pelo contrário, na sua boca surgem leves, acariciadas pela mente e moldadas por uma inteligência maior, por uma alma consciente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele não teme assumir que doeu, que sofreu, mas sabe que tudo isso, o fez hoje ver que a cada queda, de cada vez que se viu sumir, apagado do mundo, ressurgiu, mais seu, maior. Viu que se havia tornado Grande. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enternece-me alguém assim, que não teme crescer, que quer ser mais de si, que se detém no tempo, mas que este não contém. A calma que empresta à vida pára o meu tempo, e por isso, gosto de estar perto, porque aí existimos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E naqueles dias que queria não ser, reduzir-me à cumplicidade entre o nada e a náusea que tantas vezes me invade, nesses dias só alguém assim não me agride. Sei-lhe o valor, tirou-se a ferros de si mesmo, e sei que o que quer que seja, assenta-lhe na alma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3344178352129122864?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3344178352129122864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3344178352129122864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3344178352129122864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3344178352129122864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/07/devaneio-dominical.html' title='Sem título'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-796473476551085188</id><published>2008-07-01T07:24:00.004+01:00</published><updated>2008-08-03T05:27:57.018+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E que fazer se agora quando escrevo penso em cada palavra pronunciada pela tua boca. Penso em cada entoação e conotação . Deixaram de ser minhas ou eu é que passei a esta submissão prazeiroza onde viraste meu senhor. Não o digo com qualquer medo , sou fêmea bem resolvida e por isso sei-me mulher. Acho que é umas das coisas que me gostas. Eu gosto quando gostas, quando vens e me tens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-796473476551085188?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/796473476551085188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=796473476551085188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/796473476551085188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/796473476551085188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/07/e-que-fazer-se-agora-quando-escrevo.html' title=''/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8876130299962249898</id><published>2008-06-27T02:04:00.002+01:00</published><updated>2008-06-27T03:17:28.040+01:00</updated><title type='text'>Presente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fujo tantas vezes de mim, e tantas são as vezes que não tenho pernas para me alcançar. Perco-me de vista e só me sei pelo cheiro. Pergunto-me se me sabes pelo cheiro, pelo som com que prenso o chão. Pelo eco de meu caminho, agitado por entre sons vagos de cabelos que brigam com o vento... Pelo meu pulsar, esse som inaudível, que toca frenético para os amantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava frio e ela acordara, com a leve secura que o frio leva à boca. No entanto, no estômago, esvoaçam-lhe constantemente borboletas. Talvez bom presságio, ou apenas o fio invísivel que a faz alcançar tudo o que pede. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por entre luzes que nos cegam, todos se apagam e acendem-se presentes, amigos de caminho, dançam por entre corpos inertes, alegres, braços que se enleiam, pernas que se meneiam, almas que se esquecem, outras acordam, muitas se aquecem. Figuram um videoclip colectivo, dão vida à inanimação plural. O Todo ganha forma, torna-se animado, quente... Ela vira-o assim pela primeira vez,  quem sabe um presente, que o acaso, não por acaso lhe traz. Se for um simples acaso, que seja um feliz... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua a ter borboletas dentro de si e a gostar de dançar e a ter pernas para se fugir... E a correr tanto nos sonhos que acorda com os lábios secos. Acordada, culpa o frio, mas as borboletas que esvoaçam dentro de si mostram tempos para além do tempo, histórias para além da sua. As asas que nela se agitam, entregam-na a um tempo mágico, não lhe pesam, não a consomem. É apenas aquela ânsia boa, de quem agradece o que está para vir, pois já o sente, não duvida. E por isso, tem em si aquele friozinho, no fundo do seu ser, e borboletas no estômago. Uma inquietude boa, pueril, que a puxa para fora de si mesma, por saber que cada dia, pode ser o dia de abrir os presentes. Todos os dias acaba por descobrir um, vários, pois tem em si a sinonímia da palavra, a gratidão que a abraça, o tempo sem tempo.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8876130299962249898?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8876130299962249898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8876130299962249898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8876130299962249898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8876130299962249898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/06/presente.html' title='Presente'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-2271151546083269319</id><published>2008-06-01T23:15:00.006+01:00</published><updated>2008-06-27T03:24:02.580+01:00</updated><title type='text'>Rio 18º</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rio de Janeiro, 18 graus... Amanheci com a chuva... Caíam-me pelas entranhas as gotas gélidas que se entregavam à janela do meu quarto... O azul habitual tornara-se cinzento e tudo parecia diferente, outro cenário, outra cidade. Uma cidade perdida dos Homens ou eles perdidos nela. Sempre me espanta o quanto as cidades se rendem aos céus e se transfiguram. Parecem gente, abraçam uma tal metamorfose, que convida os que as habitam a recolherem-se ao casulo, para também eles se transformarem, ou esconderem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada conflito, duvidazinha, indigestão mental, convulsão do espírito que tenhamos, cresce sob o dilúvio... criam-se poças em nós, e assim, caminho pelas ruas alagadas e revejo-me nelas, sinto-me encolher, a murchar por dentro, levo a pele arrepiada e sinto o chiar do vento sob o chilrear da minha alma... Os dois fazem-me estremecer, um de frio, o outro pela frieza que hoje está em mim... Saudade dos delírios febris.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando dou por mim, a noite caíra, mas nem esta acalmara a chuva, a humidade que se colou aos ossos da cidade, aos meus, que abriu fendas nas paredes da minha alma. Hoje sinto-as particularmente fundas, abertas. É daí que vem o frio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-2271151546083269319?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/2271151546083269319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=2271151546083269319' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2271151546083269319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2271151546083269319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/06/rio-de-janeiro-18-graus.html' title='Rio 18º'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7137126964923320997</id><published>2008-05-24T04:58:00.008+01:00</published><updated>2008-05-30T23:16:36.596+01:00</updated><title type='text'>Numa qualquer esquina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que de melhor há no mundo das mulheres e dos homens, o que o rasga e nos rasga, está sempre à espreita, numa qualquer esquina. Espera-nos, vive sob a calma do nosso desconhecimento. Toma-nos de sobressalto, arranca-nos a razão e torna-nos somente nela. Na surpresa, na fruição de tudo o que veio, e tudo o que de nós sobreveio. O inesperado vence-nos, debilita-nos o espírito numa tontura boa, como aquelas que forçávamos em crianças, rodando sem parar... Entorpece-nos, felizmente a mente, e viramos alma com boca, nariz, dedos que tudo alcançam. Grava-nos memórias, cheiro, voz, pele, a cada pulsar de coração, e aí se encerram. Leva-nos à maior das forças se a reconhecermos... O Amor é assim não se anuncia, mas gosta de ser convidado. Então moldamos a nossa vida, pois este jamais nos solta da fé... Pena que tantos cortem o fio... Acendam a "luz". Começam a pensar, a classificar tudo segundo o tempo e os outros... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos caminhos que as esquinas abrem em nós...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7137126964923320997?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7137126964923320997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7137126964923320997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7137126964923320997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7137126964923320997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/05/numa-qualquer-esquina.html' title='Numa qualquer esquina'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-6963680338065609413</id><published>2008-05-16T03:01:00.015+01:00</published><updated>2008-05-21T06:59:16.203+01:00</updated><title type='text'>Nox</title><content type='html'>Janelas infinitas se acendem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidas intermitentes, mundos outros que me invadem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me guiam no breu e se apagam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes que se incendeiam sob o meu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas jamais me queimam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acham-me sem ter que me dar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino vidas certas, desconcertantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se iluminam, ou descansam à sombra delas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino corpos, cansados, rijos, amantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantares à luz de velas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncios, sob o foco, gritos surdos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimentos curtos, frases cortantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos sinuosos denunciam palavras poucas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prendem ecos de vidas loucas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz enfraquece, abraça corpos que se amam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou que a noite humedece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre reposteiros translúcidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes se apagam, outras se acendem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterram-se sonhos húmidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós na garganta que não se engolem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destróiem amores que não se evolam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que teimam em ficar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não mais terem a quem voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Televisões incessantes preenchem horas ocas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quartos vazios congelam o ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperam alguém que nunca vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais vemos quem habita aquela toca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem toca mas não se tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos que nem na luz se enxergam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almas que tantas vezes se vergam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes reticentes, corpos urgentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a cada noite flamejam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velam suas almas inquietas, quietas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidões que me confortam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque noite após noite perduram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expiam meus medos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em troca de seus segredos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-6963680338065609413?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/6963680338065609413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=6963680338065609413' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6963680338065609413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6963680338065609413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/05/nox.html' title='Nox'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4891542144956815425</id><published>2008-05-11T09:00:00.010+01:00</published><updated>2008-05-21T04:04:53.408+01:00</updated><title type='text'>Emancipação da alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;A noite adormece tormentos, esconde olhares baços, ilumina-se em olhos nus. Ao mesmo tempo dá lugar a vidas outras, a personagens que se criam só no breu. Empresta cenário a encontros e a desencontros que desembocam em novos encontros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Atravessaste a estrada. Sentada naquela cadeira de bar vi cada passo que inscreveste no chão... Vi um caminhar certo de quem cumpre seu destino. Nada fiz para que me notasses, mas as forças silenciosas da minha mente gritaram-no por mim... Paraste... Puxaste uma cadeira e, graciosamente, pediste para te juntar a nós. Ali juntei-me ao teu olhar. Só ali o vi. E tal como o teu caminhar, também teu olhar era certeiro. Tudo tão certo, cada entoação, a dança das mãos, subtil, o jogo de palavras, o riso espontâneo, mas não exagerado, tudo tão na medida certa que se tornou desconcertante. Os cigarros cresciam nas minhas mãos porque me queria abstrair daquela atracção, ainda inominável, que se apoderava de mim. Tentei em vão cruzar conversas, falar com os teus amigos, com as minhas, mas voltava sempre a ti. Impossível não voltar. Havia uma qualquer força impregnada no teu olhar, nos teus gestos, em ti. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Levantámo-nos, deixámos o bar e seguimos para a festa. Fomos todos. Logo à porta senti um frio na espinha, um roçagar de pele... Era a tua mão na minha... Soltaram-se. Entrámos. O bailinho fervia, talvez não. Eu fervia, porque sabia agora que não mais ia fugir. Dançámos, e naquele balancear de corpos, colaste o teu ao meu. Não me beijaste logo. Não havia em nós qualquer pressa, tocava ainda a (nossa) primeira música, mas tinhamos no corpo urgência. Dançámos colados, sentindo cada movimento, e só o movimento do outro. Conhecêmo-nos o jeito, as formas, o cheiro. Nossos corpos já não eram estranhos, e aí, rendêmo-nos ao que nos puxava um para o outro. Colámos lábios e apertámo-nos num beijo, que deu lugar a outro e a outro, sem sequer saber qual era um ou outro. Não mais conseguimos parar... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;despertador toca&lt;/span&gt;... Ao meu lado, na cama, o livro "the Secret", nos ouvidos os fones já sem vida... Dormira toda a noite, embalada pela música, entregue à força de meus pensamentos (in)conscientes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;"Sonho [do latim somniu]&lt;/strong&gt; – Efeito da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.guia.heu.nom.br/emancipação_do_espirito.htm"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;emancipação da alma&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; durante o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.guia.heu.nom.br/sono_natural.htm"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;sono&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;. Quando os sentidos ficam entorpecidos, os laços que unem o corpo e a alma se afrouxam. Esta, tornando-se mais livre, recupera em parte suas faculdades de Espírito e entra mais facilmente em comunicação com os seres do mundo incorpóreo. A recordação que ela conserva ao despertar, do que viu em outros lugares e em outros mundos, ou em suas existências passadas, constitui o sonho propriamente dito. Sendo esta recordação apenas parcial, quase sempre incompleta e entremeada com recordações da vigília (acordado), resultam daí, na seqüência dos fatos, soluções de continuidade que lhes rompem a concatenação e produzem esses conjuntos estranhos que parecem sem sentido, pouco mais ou menos, como seria a narração à qual se houvessem truncado, aqui e ali, fragmentos de linhas ou de frases."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;In &lt;/em&gt;&lt;a href="http://http//www.guia.heu.nom.br/sonho.htm#subconsciente2"&gt;http://http//www.guia.heu.nom.br/sonho.htm#subconsciente2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4891542144956815425?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4891542144956815425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4891542144956815425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4891542144956815425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4891542144956815425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/05/emancipao-da-alma.html' title='Emancipação da alma'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-6324907735651346854</id><published>2008-05-07T06:13:00.008+01:00</published><updated>2008-05-07T10:00:27.966+01:00</updated><title type='text'>Saltos altos (PARA A MINHA MÃE, A MELHOR MÃE DO MUNDO)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era uma vez uma menina que sonhava ser grande. Calçava os sapatos de salto alto da mãe, mascarava-se por entre brilhos de sombras e o carmim com que pintava os lábios, e encenava como seria um dia, distante, quando fosse grande.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um dia o dia chegou. Olhou-se no espelho e os dedos que lhe sobravam nos sapatos de salto alto haviam sumido. Crescera. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cedo percebeu que os sapatos de salto alto que a tinham feito subir às alturas, também lhe faziam maior a queda, sufocavam-lhe os dedos. Percebeu quão útil lhe tinha sido o treino de criança. Tornara-se uma equilibrista, exímia a contornar as depressões da calçada com os seus saltos afiados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As cores que em criança lhe mascaravam o rosto, desmaiavam rapidamente no rosto de mulher, que se quer mais equilibrista, equilibrada em seus saltos, do que palhaço. Depressa viu que se preferia palhaço. Um palhaço equilibrista, que caminha graciosamente, mas que ri e faz rir. E acima de tudo, os sapatos grandes ensinaram-na a cair e a rir-se da queda, a limpar feridas de guerra e a erguer-se de novo, mulher, palhaço, guerreira no alto dos seus saltos. Ensinaram-na a caminhar de salto partido se necessário, pois salto maior é aquele que nenhum sapateiro conserta, e que ela cedo inscreveu em si. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É hoje mulher, palhaço, equilibrista, trapezista e sobe ao palco sem rede. Não precisa que lhe amparem a queda, pois a rede faz-se dos braços que lhe percorrem a vida. O espetáculo cedo foi montado, ensaiado. E hoje vê-se assim mulher, menina, palhaço equilibrista, trapezista, artista no seu circo e no cerco que criou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não tem medo de mascarar a cara, pois a tinta não lhe tinge a Alma. Cresceu sem medo de se fazer mulher, pois nunca deixou de ser aquela menina que queria ser grande... Ainda quer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Regressa a casa. Sai dos saltos. Mas as asas que a mãe lhe deu ainda menina, não tira nem para dormir. Tornaram-se tão suas que se lhe colaram à pele... São membranas dos sonhos, evolução genética que mães Grandes passam às filhas para um dia também estas passarem às suas... Os saltos são ilusão, treinaram-lhe as quedas, o equilíbrio, a graciosidade com que abre caminho e a força com que crava o chão. Mas o salto maior leva-o sempre preso nas asas. Não as tira nem para dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;OBRIGADA MUMMY POR TODAS AS TEATRICES, POR SERES SEMPRE ASSIM, TÃO FÊMEA, MULHER, MENINA. FOSTE E ÉS O MAIS BELO DOS ESPELHOS E SEMPRE ME ENSINASTE A CALÇAR SAPATOS ALHEIOS... POR TUDO ISSO ME SEI QUEM SOU, PORQUE UM DIA FUI AQUELA, A TUA MENINA... AINDA SOU. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-6324907735651346854?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/6324907735651346854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=6324907735651346854' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6324907735651346854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6324907735651346854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/05/era-uma-vez-uma-menina.html' title='Saltos altos (PARA A MINHA MÃE, A MELHOR MÃE DO MUNDO)'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8342015663517568574</id><published>2008-05-07T05:48:00.002+01:00</published><updated>2008-05-07T06:02:58.656+01:00</updated><title type='text'>Nó</title><content type='html'>Não me compadeço com fins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrego-me pelo meio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse nó em que me enleio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo minha história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto-me em directo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não preciso de tecto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo-me a céu aberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chuva a encolher-me a Alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na calma de cada vida suspensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mente de cada um que se pensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se prende e solta em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta história dou voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nela ato os nós dos dedos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afago e afasto medos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8342015663517568574?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8342015663517568574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8342015663517568574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8342015663517568574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8342015663517568574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/05/no-me-compadeo-com-fins-entrego-me-pelo.html' title='Nó'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1306445680907211894</id><published>2008-05-07T04:50:00.003+01:00</published><updated>2008-05-11T09:00:08.894+01:00</updated><title type='text'>Caravana de emoções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há lugares e pessoas tão nossos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; que nos libertam de nós, e, graciosamente, deles também. Assim nos têm. Prendem-nos na liberdade deliciosa de nos perdermos por entre cheiros, vozes, silêncos, cores desmaiadas, vivas, presas à tela que nos prega à vida. Somos de tal forma deles que não sabemos se os achámos, ou se somos nós seu achado. Nunca os perdemos. Viajam nos cheiros que trazemos connosco, nas vozes que ecoam a cada adormecer, nas brisas que nos afagam a alma e nos ventos que nos chicoteiam o corpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em todos e cada um estamos nós. Dão-nos novas entoações, conotações, novas formas de olhar. C&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;riamos novas matizes das cores primárias que nos pintam a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;alma. Ganhamos texturas e molduras várias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nunca fui tão escarlate como hoje, nunca meu fogo foi tão carmim, pois esquentam-no as carnes de todos aqueles cujo o eco das vozes toca em mim. Virei sinestesia ambulante e a cada som, vejo cores, sigo cheiros, reconheço outros, perco-me, reencontro-me. E assim não sei se são os lugares meus, as pessoas, se sou eu. Todos nós misturados pintamos retratos vários, múltiplos de mim. O todo não se entrega a divisões, e a parcela que sou só ganha sentido nesse todo. Minhas cores só se incendeiam e tornam vivas ao lado de aqueloutras mais apagadas. E assim, mesclada, me fiz mais humana, mais quente, mais fria, mulher, mais amante, mais amada, mais minha, mais VIVA!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sou caravana ambulante de emoções e por onde quer que ande, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;onde quer que pare, trago-os a todos e cada um - lugares, pessoas, cheiros, cores, sabores, beijos, abraços, gritos, risos, vozes, silêncios&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;, cantos, ecos, mãos - em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1306445680907211894?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1306445680907211894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1306445680907211894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1306445680907211894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1306445680907211894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/05/caravana-de-emoes.html' title='Caravana de emoções'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-6349594234957339504</id><published>2008-05-07T04:12:00.004+01:00</published><updated>2008-05-07T09:59:06.962+01:00</updated><title type='text'>Narradores</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tudo começa com "era uma vez"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vivemos para narrar nossa história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Prenderam-nos na voz da memória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E soltaram-nos no presente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No tom de voz quente, frio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Num arrepio incoerente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vivemo-lo para o contar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Soltei-me, girei, giro sem parar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Parei de pensar no fim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Parei para olhar para mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estonteei-me nas voltas que dei, que dou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Desfruto da confusão que me invadiu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo o que vejo se mistura com o quem já viu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Adoro sentir-me tonta, ver tudo desfocado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ganhar novos focos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A miopia fez-me crescer os olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E os argumentos poucos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Da minha história incharam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Cresceram, estão vivos, momentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que não mais serão contados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;São sulcos do meu ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vividos, agraciados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que não mais querem viver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Felizes para sempre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Apenas querem girar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No disco que toca em mim sem parar :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"Era uma vez uma história sem fim"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-6349594234957339504?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/6349594234957339504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=6349594234957339504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6349594234957339504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6349594234957339504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/05/narradores.html' title='Narradores'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1798873872931076100</id><published>2008-05-01T00:18:00.011+01:00</published><updated>2008-05-02T03:25:32.242+01:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>Tem dias em que tudo nos pressiona, precipita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Grita!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a depressão de ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser assim, triste tristinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir-me sufocada num qualquer cantinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuro do tempo, do espaço, de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instala-se a penumbra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E numa qualquer catacumba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrevivo e só penso em respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiro e expulso a vida, o ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esqueço-me de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quero acordar num outro tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ressurgir com a aurora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitar o relógio fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esquecer-me que para tudo tem hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quero existir no Agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas ele é eterno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o braço terno que me abraça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me deita à vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a embala em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escorraça-me o medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém me confia seu segredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele não há hora certa para dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram-se noites, corpos, copos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bebe-se tudo o que está para vir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No compasso das pulsações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embrulham-se corpos extenuados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolam-se pensamentos suados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o manto das intuições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturam-se línguas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peles cruas, vidas nuas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lábios molhados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam por entre dedos entrelaçados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que afagam e afogam horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedilham as cordas onde se prende o grito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soltam-no por entre um olhar aflito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auroras que irrompem por entre beijos, abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fazem luz em olhos baços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A toda hora, no Agora).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1798873872931076100?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1798873872931076100/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1798873872931076100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1798873872931076100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1798873872931076100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/04/agora.html' title='Agora'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-1751721043612047185</id><published>2008-04-30T23:57:00.007+01:00</published><updated>2008-05-02T03:28:48.327+01:00</updated><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>Hoje sei-me pedra da calçada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgada pela água que cai dos céus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento nela lavar minha cara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrir-me para lá da máscara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meus múltiplos "Eus"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as pedras também eu tenho fendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sinto-as abertas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desperta que estou nesta anestesia que me tomou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De assalto, sobressalto em que vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos são os olhos, as vendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não me vêem para além do que aparentemente sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos aqueles a quem me dou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses limpam minha cara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maquilhagem que me escorre por entre a Alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva cai doce e calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrelaçada no sal de minhas lágrimas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára no precipício do meu sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalma-se no meu suplício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansa nas minhas preces&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não me arrefece as entranhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colho afecto em almas estranhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Alma quente, incandescente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos e em cada um dos meu "Eus"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou fogo, chama ardente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito-o para todos os céus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ardo hoje no beco que sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas amanhã serei caminho... Vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo o rasto do meu segredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei-me Alma pernilonga, sem medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De caminhar, rasgar pedras da calçada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penetrar e ser penetrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela força que me faz parar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma que me move e me faz andar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos inertes aceno na estrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde caminho de alma lavada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no discorrer de pensamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confronto sentimentos, intuições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E encerro meus lamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caixa forte das palpitações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cair da pena, cai o pano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã encenarei nova cena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Parou de chover)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-1751721043612047185?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/1751721043612047185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=1751721043612047185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1751721043612047185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/1751721043612047185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/04/chuva.html' title='Chuva'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-2101875383358551535</id><published>2008-04-22T15:08:00.016+01:00</published><updated>2008-04-25T05:07:08.367+01:00</updated><title type='text'>Aposento o telescópio [Para olhar-te nos olhos] - Texto da minha grande amiga Nayla</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff99ff;"&gt;(Obrigado pelo maior dos presentes Naylinha... As palavras são sementes, proliferam consciências, visões para além das nossas... E ter uma amiga que vê tantas coisas é ter uma vida maior! Te ADORO!!! Obrigada por estar em minha vida! Vaidade é pouco para dizer o que sinto ao ouvir que este é "meu retrato fiel"... Tudo farei para lhe ser fiel.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;És como as estrelas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Que brilham mesmo ao longe.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[Pois quando irradias intensidade, liberta-te de ti e nos alcança o olhar].&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estrelas, como vós, são infinita explosão.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Iniciam e encerram-se em si mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas, iluminam muito além de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[Tens vida própria, mas anima vidas outras].&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Entretanto, mesmo as mais belas estrelas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;De qualquer ordem ou grandeza,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Quando vistas com muita proximidade,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ofuscam os olhos de quem as vê.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O que poderia parecer incômodo, &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Se na verdade, elas não estivessem a nos oferecer,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma nova possibilidade de olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Enxergar de perto a estrela que és,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Requer uma sensibilidade que nem todos possuem.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas que graça teria afinal?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;De atrair olhares, se não os mais atentos?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[Explode. E não te deixes nunca arrefecer].&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Só as estrelas podem entender a magnitude do céu.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E não lhes cabe lugar melhor no mundo,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Que o universo inteiro - vai ver por isso ele é tão repleto delas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-2101875383358551535?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/2101875383358551535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=2101875383358551535' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2101875383358551535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2101875383358551535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/04/aposento-o-telescpio-para-olhar-te-nos.html' title='Aposento o telescópio [Para olhar-te nos olhos] - Texto da minha grande amiga Nayla'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7389601093381199742</id><published>2008-04-09T16:46:00.025+01:00</published><updated>2011-06-06T18:36:40.711+01:00</updated><title type='text'>Rasgos de luz (inspirado no filme-documentário "Born into Brothels" de Ross Kauffman e Zana Briski)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0Th34FCtI/AAAAAAAAAFk/bDsABbEqGkE/s1600-h/gour_running.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187323818456451794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0Th34FCtI/AAAAAAAAAFk/bDsABbEqGkE/s400/gour_running.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Assumo-me contradição, aí se deita meu equílibrio, aí afago a harmonia. Não mais quero agarrá-la, sugá-la de temperos, pois assim sou eu, não plana, sou curvílinea... O espelho sempre me fez adivinhar. A natureza dá-nos pistas. Hoje enxergo-as, e gosto-me assim, sem rectas a não ser as que traço a cada passo que me destino a dar... Não tenho destino , ou melhor , tenho-o traçado nas curvas que me sulcam a alma... Estou destinada a Amar, perdida e incondicionalmente. Sou Amante e não sei fazer a vida senão assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Revejo-me em cada olhar de esperança, não gosto de ter pena, prefiro agarrar-me ao pensamento contrário, ao que constrói, aquele que sonha e traça um rumo para lá das compaixõezinhas dos que sentem que, por tê-las, podem dormir descansados... Não acredito na pena e só creio na compaixão activa, naquela que intenta, inventa, vai e faz... A pena nada faz a não ser por quem a sente, que assim se pensa bom, humano, próximo dos que sofrem. No fundo a pena é não mais que uma redoma, leva-os para o porto seguro da consciência tranquila, leva-os à sensação de serem bons homens e mulheres, bons cristãos. Pois que se esforcem, visualizem criativamente a diferença... Vi-a nos olhos de Avijit: o menino fotógrafo da Í&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_zfGhraDdI/AAAAAAAAAEU/eim5r3gsNTs/s1600-h/avijit_portrait2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 266px; FLOAT: right; HEIGHT: 366px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187266174036610514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_zfGhraDdI/AAAAAAAAAEU/eim5r3gsNTs/s400/avijit_portrait2.jpg" width="266" height="401" /&gt;&lt;/a&gt;ndia (&lt;em&gt;in &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.kids-with-cameras.org/aboutus/?page=zanabriski"&gt;Zana Briski&lt;/a&gt; and Ross &lt;a href="http://www.kids-with-cameras.org/aboutus/?page=rosskauffman"&gt;Kauffman&lt;/a&gt;'s "&lt;a href="http://www.kids-with-cameras.org/bornintobrothels/"&gt;Born into Brothels&lt;/a&gt;")...&lt;/div&gt;Tinha os olhos rasgados pelas lágrimas que a vida já o fizera presenciar, ainda que não fossem suas, tinha neles muitas lágrimas emprestadas. Vivia na zona de prostituição de Calcutá e é especial. Tem um dom, consegue ver clínica e friamente tudo aquilo que vive diariamente desde que nasceu. No entanto transpõe emoções infindáveis, cruas, despidas nas suas fotografias. Também pinta maravilhosamente, o que já lhe granjeou vários prémios que a avó mostra orgulhosa para as câmaras.&lt;br /&gt;A maturidade não lhe é contornada pelos anos (11 no filme), mas pela alma. Avijit é grande em qualquer idade e em qualquer lugar do mundo. É daqueles que tem um qualquer lugar só dele e consegue, através da fotografia, da pintura, abrir janelas da alma.&lt;br /&gt;A fotografia tem sido companheira, motor de sonhos de Avijit e de outros companheiros, meninos e meninas que vivem também na zona de prostituição de Calcutá, filhos de mães prostitutas que convivem a cada dia com a morte dos seus sonhos. É difícil acreditarem que vão conseguir estudar, ir para a universidade, ter uma vida escolhida. Mas o Universo envia presentes. (Não nos podemos é esquecer de pedi-los. SEM MEDO!) Um deles foi a fotógrafa inglesa, sediada em Nova Iorque, Zana Briski, que eles carinhosamente chamam de tia Zana. Zana não se limitou à pena, foi lá e fez acontecer.&lt;br /&gt;Zana chegou à Redlight (bairro da luz vermelha - zona de prostituição de Calcutá) para fotografar os bordéis e as mulheres que neles viviam. Mas apaixonou-se por estas crianças e criou, não se limitou a reagir. Começou por dar a cada menino e menina (no total são sete) uma máquina fotográfica e começou a dar-lhes aulas de fotografia, tudo isto para que o mundo visse como eles vêem. Estas sessões semanais com a tia Zana, alguém de tão longe, que sonhava junto a eles, relembrou-lhes que tudo é possível, quando já começavam a esquecê-lo... Voltaram a sonhar. Sonhavam poder estudar, poder ter uma vida melhor fora daquele cemitério de sonhos. Antes Avijit dizia mesmo: "não há a palavra esperança no meu futuro". No entanto tudo mudou...&lt;br /&gt;Avijit destacava-se e imprimia força em cada olhar da sua câmara. Aprendeu a usá-la como uma arma e percebeu que a força desta era muito mais poderosa do que a de tiros. O seu carisma e talento garantiram-lhe o convite por parte da World Press Photo Foundation em Amesterdão, para ser parte do júri de Crianças de 2002, que reunia crianças de todo o mundo. No filme vemos como é emocionante para Avijit ir a Amesterdão... Diz mesmo que não pode perder o avião, porque vai realizar os seus sonhos... O menino que não via esperança, pois as lentes da sua máquina fotográfica não reflectiam nenhuma, passou a ver um futuro, uma realidade construída em cima de sonhos... Havia um caminho, tinha que segui-lo.&lt;br /&gt;Mas não foi fácil e vemo-lo ao longo deste documentário, desta saga em busca de sonhos, ou apenas de poder sonhá-los...&lt;br /&gt;Todos estas crianças cresceram em bordéis, brincando em cima de telhados, enquanto suas mães, avós e tias se prostituiam em "baixo do seu chão". Desde cedo aprenderam a aceitar o destino, pois o livre arbítrio estava-lhes vedado. Todos eles começavam já a perder a luz dos sonhos no olhar. Zana resgatou-a com o seu projecto &lt;a href="http://www.kids-with-cameras.org/"&gt;Kids with Cameras&lt;/a&gt;. Mais do que um sonho, ela deu-lhes ferramentas para sonhar. Mas urgia tirá-los de lá, daquela zona estéril de oportunidades.&lt;br /&gt;Embora crianças, quando falam da sua realidade, enrijecem-lhes os olhos, principalmente a Avijit, que não vê pernas para os sonhos andarem na Redlight (bairro da luz vermelha - zona de prostituição de Calcutá). Avijit vê mais além e não gosta do que vê.&lt;br /&gt;Durante as filmagens a mãe de Avijit morre, supostamente pela mão do homem que a explorava. Avijit que até então, era o mais concentrado na fotografia afastou-se, desinteressou-se, como se o mundo lhe voltasse a lembrar qual o seu destino. Para além da mãe, resta-lhe a avó. Fala com tristeza do pai, que recorda, pela boca dos vizinhos, como tendo sido forte e capaz de derrubar dois homens. Hoje o pai entregou-se de vez ao vício de haxixe, e mais não faz do que dedicar-se o dia todo a esta tarefa. Não reage a qualquer estímulo vital, vive adormecido, escolheu viver anestesiado e abandonou os seus. Avijit olha-o como se não fosse mais seu pai, o outrora corpo robusto transformou-se no homem frágil que as câmaras retratam, enquanto Avijit narra sua história. Avijit não tem no pai qualquer apoio, pois que dele apenas tem o corpo , pois há muito que ele não o habita. E perdeu a mãe, a sua querida mãe que tanto amava. Mas Zana sabia que por detrás daquela dor, que se manifestava agora através de apatia e do abandono dos seus sonhos (pois Avijit deixara de fotografar e pintar), havia uma luz poderosa moldada pela alma grande de Avijit e não desistiu dele. Apercebeu-se que aquele momento era crucial. Ali se definiria uma vida cheia de possibilidades, ou mais uma entre tantas outras daquela zona, exactamente escura, igual.&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; FLOAT: right; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187310117510777458" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0HEX4FCnI/AAAAAAAAAE0/4CVkDwaY2PE/s400/zana_group_shot.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Zana tratou de tudo para fazer a diferença, para construir um novo fim para estas histórias, para que não se repitam uma vez mais padrões genéticos, como se o destino estivesse agarrado ao ADN destas crianças. Zana tenta encontrar escolas, internatos que recebam estas crianças, que as alimentem, estimulem, e, acima de tudo que as mantenham longe da Redlight (bairro da luz vermelha - zona de prostituição de Calcutá). A tarefa não foi fácil, pois tinha de procurar uma escola para as meninas e outra para os meninos. Mais que isso, uma instituição disposta a acolher estes filhos de prostitutas. Seguiram-se esperas intermináveis, nãos atrás de nãos, testes de HIV e burocracias inúteis que ameaçam qualquer vontade de mudança.&lt;br /&gt;Mas tudo mudou. Ela foi lá e fez. Não se limitou à pena, que apenas recriaria o passado na vida destas crianças. Criou oportunidades, algo que de nascença lhes havia sido ceifado. Hoje Avijit estuda numa excelente escola nos Estados Unidos com uma bolsa de estudos. O futuro adivinha-se diferente. A palavra esperança, que não existia no seu futuro passou a existir no presente.&lt;br /&gt;Zana conseguiu reescrever a história... E &lt;a href="http://www.kids-with-cameras.org/"&gt;Kids with Cameras&lt;/a&gt; continua pelo mundo fora, para nos lembrar que há olhares bem diferentes do nosso e que há visões que o nosso olhar não alcança...&lt;br /&gt;Rasgos de luz que de quando em quando nos levam a ver mais além.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0D_n4FCmI/AAAAAAAAAEs/56nZuVUu4ME/s1600-h/avijit_stained_glass.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187306737371515490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0D_n4FCmI/AAAAAAAAAEs/56nZuVUu4ME/s400/avijit_stained_glass.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;By Avijit&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0SL34FCsI/AAAAAAAAAFc/vz_YlSH4gZI/s1600-h/avijit_kids.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187322340987701954" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0SL34FCsI/AAAAAAAAAFc/vz_YlSH4gZI/s400/avijit_kids.jpg" width="400" height="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;By Avijit&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0Ox34FCpI/AAAAAAAAAFE/1kPKdOJ9Ebo/s1600-h/avijit_selfportrait.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 389px; HEIGHT: 446px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187318595776219794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0Ox34FCpI/AAAAAAAAAFE/1kPKdOJ9Ebo/s400/avijit_selfportrait.jpg" width="266" height="438" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;By Avijit&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0RF34FCqI/AAAAAAAAAFM/x-dSec4ar80/s1600-h/kochi_silhouette.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187321138396859042" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0RF34FCqI/AAAAAAAAAFM/x-dSec4ar80/s400/kochi_silhouette.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;By Kochi&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0Ri34FCrI/AAAAAAAAAFU/2zt-5HsNxJ0/s1600-h/gour_cab_ride.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187321636613065394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0Ri34FCrI/AAAAAAAAAFU/2zt-5HsNxJ0/s400/gour_cab_ride.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;By Gour&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7389601093381199742?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7389601093381199742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7389601093381199742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7389601093381199742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7389601093381199742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/04/rasgos-de-luz-inspirado-no-filme.html' title='Rasgos de luz (inspirado no filme-documentário &quot;Born into Brothels&quot; de Ross Kauffman e Zana Briski)'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/R_0Th34FCtI/AAAAAAAAAFk/bDsABbEqGkE/s72-c/gour_running.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-5639758958980563284</id><published>2008-03-28T17:39:00.009Z</published><updated>2008-04-25T00:33:16.183+01:00</updated><title type='text'>Felino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Nos teus olhos de felino despenteado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Deixo os meus.. Não consigo não olhá-los&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Olham-me sem me olhar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Mas vês-me para além deles&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Passo-te a mão pelo pêlo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Gosto de ti emaranhado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Livre até aos cabelos...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Prendes-me com a arte de me deixar solta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;E nesse devaneio não mais me creio sem ti&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Não te quero, não te sinto demais, mas és encantado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Quebra esse encanto, pois adivinho meu pranto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Sei-me capaz de me pôr inteira e não como metades&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Não te quero meu, mas para mim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Quero-te para lá das vaidades&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Quero-te assim tanto , sim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Perco-me nesse olhar frio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Porque te sei quente, não vazio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Enche-me de ti, deixa que te perscrute a alma&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Despe-me as saias do medo&lt;br /&gt;Tira-lhe os laços de cetim&lt;br /&gt;Grito-me sem medo, mas temo-te a ti&lt;br /&gt;Sei-te capaz de me fazer sair de mim...&lt;br /&gt;Não te quero assim tanto&lt;br /&gt;A menos que esse tanto&lt;br /&gt;Seja o tanto que me queres a mim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5639758958980563284?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5639758958980563284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5639758958980563284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5639758958980563284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5639758958980563284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/03/nos-teus-olhos-de-felino-despenteado.html' title='Felino'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' 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olhos, do cheiro...&lt;br /&gt;Já os sei de cor&lt;br /&gt;Mas não te quero gostar&lt;br /&gt;Ainda me perco de mim&lt;br /&gt;Na língua tua&lt;br /&gt;Já lhe conheço a dança, mas finjo não lembrar&lt;br /&gt;Não lhe conhecer os passos&lt;br /&gt;Morde-me a ânsia, trincas-me os lábios&lt;br /&gt;Por entre abraços&lt;br /&gt;Afogo-me em ti, não me quero salvar&lt;br /&gt;Quero fugir-te mas vou até ti&lt;br /&gt;E no teu quente frio perco o fio...&lt;br /&gt;Não quero mais saber de mim, de ti&lt;br /&gt;Apenas sentir-te o gosto&lt;br /&gt;Ver teu rosto de moldura emaranhada&lt;br /&gt;E sentir-me naquele momento, em ti enleada,&lt;br /&gt;Mulher amada...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5104718110208951130?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5104718110208951130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5104718110208951130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5104718110208951130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5104718110208951130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/03/difrene.html' title='Diferente'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' 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Sei-me tua, mas só depois de me saber minha... No fundo não me sei, pois de mim me levei... Às vezes volto e nessas voltas me evoco... Sou assim, ilusão real, embora não saiba qual precede qual. Sei-me sem tempo ou espaço. Sei-me com asas, mas não pássaro, sei-me dos ares mas gosto da Terra. Sei-me do mar e viva para amar. Sei-me quente, mas já me viste fria. Sei-me assim, simples sinestesia. Sei-me livre e só assim me prendo, só assim me vivo. Sei-me sem me saber e nesta consciência inconsciente, sei-me dos sonhos que me sonham e me têm deles, e que, de quando em quando, me emprestam à vida. São sonhos só meus, grandes, pequeninos. Estás lá... Mas não te conheço o rosto... Sempre que tento, que me aproximo, desvanece. Mas sei-te lá! Vislumbro-te o contorno do corpo, sinto-te o cheiro...Cheiras bem... Esticas-me a mão. Caminhamos de dedos entrelaçados. Acordo! Perdi-me de ti.... Não te sei mais, não me lembro do teu rosto... Mas conheço-te o cheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-2902766348496412521?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/2902766348496412521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=2902766348496412521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2902766348496412521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2902766348496412521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/03/sei-me-triste-pois-s-me-sabendo-assim.html' title='Sonhos'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-5265866738763632125</id><published>2008-03-05T22:29:00.009Z</published><updated>2008-03-06T01:00:23.843Z</updated><title type='text'>Diáspora da alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Novelo sou e não me sinto o fio.. Vejo enlear-me em nós e mais nós, mas não lhes vejo o fio por onde puxar. Talvez as voltas que tenha dado para se enlaçar sejam as que tenho que dar para (me) o achar. Sou nó, sou fio, sou laços sem fim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perco-me nesta diáspora da alma, pois não sei para onde parti... Não sei se me fugi. Sei que cada vez corro menos, não por falta de&lt;em&gt; gana&lt;/em&gt; ou raquítico espírito, apenas porque aprendi a correr por dentro. Aí me evado de todos e até de mim, que tantas vezes me canso. Não descanso até me retornar, apenas porque não me temo mais... Achei o fio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-5265866738763632125?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/5265866738763632125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=5265866738763632125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5265866738763632125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/5265866738763632125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/03/dispora-de-alma.html' title='Diáspora da alma'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7402974294908170955</id><published>2008-02-21T22:07:00.006Z</published><updated>2008-04-25T00:43:23.530+01:00</updated><title type='text'>Viva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Há dias que não se têm... Preenchem um vácuo de tempo, revolvem--nos o estômago mas nunca nos matam a fome.&lt;br /&gt;Hoje é assim. A azia não mata mas corrói por dentro. Para a azia de estômago adivinha-se fácil o tratamento. Uns sais de frutos e renovada fica a parede estomacal. Mas e aqueloutra, a azia que nos revolve as paredes do espírito... Que lateja de tal forma que não nos faz sentir senão vivos... Apenas os Vivos realmente a sentem. É daquelas que nos apedreja por dentro. Que de chofre nos apanha, nos trama, nos estagna.&lt;br /&gt;Dela apenas nos resgata a Acção, ou saímos vivos ou mortos vivos. Nestes dias de falta de fome como a vida... Só ela me ressuscita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7402974294908170955?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7402974294908170955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7402974294908170955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7402974294908170955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7402974294908170955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/02/viva.html' title='Viva'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-6277048799948089922</id><published>2008-02-20T21:38:00.010Z</published><updated>2008-03-20T22:19:04.543Z</updated><title type='text'>Lua de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No hiato do tempo dos homens, Sou. Adoro não me pensar, deixar que me levem de mim... Que me rasguem o peito de ternura, que me mimem e que não me tentem a desamar... Eu sou ser dado, rolante, giro no grito do medo e sussuro-lhe palavras meigas ao ouvido, estico-lhe os dedos, aperto-lhe a mão. Nem todas as mãos nos servem, nem todas se nos dão. A cada tempo, sem se importar com este, o Universo manda Presentes... Seres de luz que nos tocam com a subtileza que só os cúmplices têm... Não se anunciam, não gritam por nós, apenas se dão... Tu chegaste com a Lua... Ao cair da noite vieste. Senti-te Grande desde que te vi. Nos olhos de felina revi os meus, na voz embargada de emoção embalei a minha... Senti vontade de ter conversas intermináveis... Mas o que me calou e cala é que ao pé de ti não preciso falar... Assim é a Lua. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-6277048799948089922?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/6277048799948089922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=6277048799948089922' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6277048799948089922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6277048799948089922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/02/lua-de-mim-ti-minha-luna-um-presente-do.html' title='Lua de mim'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-3481898697142974965</id><published>2008-02-07T06:42:00.000Z</published><updated>2008-02-08T20:41:38.783Z</updated><title type='text'>Sei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando me tento&lt;br /&gt;Dou alento a um qualquer fim,&lt;br /&gt;Mas não deixo que acabe em mim.&lt;br /&gt;Sei-me minha , sei-me Grande.&lt;br /&gt;Não me tento a menos,&lt;br /&gt;A menos que esse tanto me leve a ti.&lt;br /&gt;No desdém deste vaivém&lt;br /&gt;Constante, sei-me tua.&lt;br /&gt;Só tu acalmas meu pranto,&lt;br /&gt;Só tu me despes de modo a ficar nua,&lt;br /&gt;Só de ti me perco, pois só em ti me achei.&lt;br /&gt;E neste fogo que perdi e queimei,&lt;br /&gt;Teimo em amar-te não porque te sinto,&lt;br /&gt;Mas porque te sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-3481898697142974965?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/3481898697142974965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=3481898697142974965' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3481898697142974965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/3481898697142974965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/02/sei.html' title='Sei'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-2421472890501743800</id><published>2008-02-07T05:10:00.024Z</published><updated>2008-03-09T17:44:51.345Z</updated><title type='text'>"Confesso que vivi" - I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;( Que me perdoe Pablo Neruda pelo plágio, pela usurpação do título. Mas apenas me aposso da história. Vivi-a e hoje narro-a para elevá- -la, pois a mim fez-me maior... ) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sensação de não saber o que fazer não mais me incomoda... Não mais me rendo à ansiedade. Mantenho-me fiel aos impulsos, mas da alma. Descobri ser alma pensante e, embora de coração errante, se errar é não mais que isto, feliz a cada erro cometido, pois nele meti--me inteira e saio maior. Quero sempre ser assim, uma "grande pequenina", mulher menina. Assim fui contigo, sabe-lo bem. Reconheci-te nos olhos de menino que tantas vidas me olharam e mantém o mesmo brilho, como se me olhasses sempre pela primeira vez. Aquele cruzar de olhos cegou-me a mente... Não te pensei. Vi--te com a alma. Fiquei feliz por reencontrar-te. E naquela fracção de segundo em que calei minha mente, apenas te reconheci. Tudo em ti me era familiar. Nunca te tinha visto, no entanto poucas vezes me tinha sentido tão intíma de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha mente acordou... Calou-me a alma, o meu coração pensante. Esqueci-me de ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dias atropelaram-se sem que te visse mais. Não me importava, nem sabia da tua importância. Tomava-te por simples figurante, havia seguido em frente, liguei a mente. Não mais me lembrei por muito tempo daquele olhar, que de olhar tinha pouco, que me engolira para dentro de mim e me devolvera a ti. A verdade é essa, tinha a força interminável das coisas que não começam nem acabam, são. Sem saber, renasci ali. Tu eras peça solta do meu puzzle e também eu o era. A reminiscência de mim não me invadiu de imediato. Ainda hoje a construo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia antes do reencontro, um amigo comum, o culpado pelo nosso "primeiro encontro", consolava-me em pleno desgosto amoroso. Achava-te figurante, porque julgava ter encontrado o meu protagonista. Estava apaixonada. Mas com uma paixonite aguda das fortes. Tudo nele me atraía, principalmente a idade e a distância que nos afastava. Tudo parecia difícil, desafiante, cada detalhe me prendia mais naquele romance de final de Verão. Via-o como um príncipe. Mas nunca o vi como um homem. Foi um quase amor por isso mesmo. Nunca o vi. Mas a cegueira que me afectava, e que afecta os enamorados, não me fazia ver nada para além do desejo irremediável de ceder aos meus caprichos. Como qualquer jovem apaixonada, sentia-me enterrada viva. Sentia-me a sucumbir de desejo daquele romance estival e meu corpo era meu túmulo, pois não podia viver o que ele me pedia, gritava. O Verão deu lugar ao Outono, e para além das folhas também eu me sentia a cair. Ele, essa grande paixão, tinha terminado tudo. E o, até então romance shakespeariano, virou uma condenação de infelicidade. O exagero da sentença ditou-o a paixão, que me afectava todo e qualquer discernimento. Achava que por muitos mais homens que viesse a conhecer, nenhum deles me faria sentir assim. Enganei-me. Não me cegaste de imediato como ele, mas mais que tudo, levaste-me a ver. E quando nunca vimos, não reconhecemos logo quando começamos a ver. Àquele tempo não sabia, nem suspeitava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomava café num lugar acolhedor com o Guilherme, meu grande amigo, e teu amigo de infância. Conhecia-te as travessuras, povoavas-lhes as memórias de criança. Foi através dele que meses antes nos conhecêramos. Naquela rua do Bairro Alto eu desci até ti. Tudo inclinava em tua direcção, até a rua me levava a ti. Como velhos amigos abraçaram-se e, entre cumprimentos, olhámo-nos. Sem saber tudo começou ali.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Guilherme consolava-me e brincava com o quão díficil e exigente eu era relativamente aos homens. Dizia-me que eu gostava deles sensíveis, mas com atitude. Bonitos, inteligentes, com o sentido de humor pronunciado. Enfim, o dignóstico não lhe parecia fácil, pois via na minha cura um novo amor. Esse era o tratamento, mas o pior é que não vinha em frascos, e a espécie requerida era rara. Começou a correr os amigos na cabeça, depois em voz alta, e achou que se alguém cumpria esses requisitos eras tu... Aquele amigo que eu conhecera meses antes no Bairro Alto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O meu amigo Afonso é que é mesmo o tipo de homem que tu gostas. - Disse, num tom de seriedade melosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Qual Afonso? Conheço?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Conheces. Viste-o uma vez no Bairro Alto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Já sei quem é. Achas? Só tu para veres a cura desta amiga enferma!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia amanheceu. Sei que a semana ia a meio. Nessa tarde repetiu--se o encontro habitual em volta duma mesa de café, que tanto eu como o Guilherme gostávamos. Entretinha-nos a conversa, confortávamo-nos por entre cheiros de chá, café e canela. Faziamo--lo diariamente. Pela arte de conversar, pelo prazer de conviver. Nesse dia o cenário do duelo de palavras era o Tejo. Era quase Inverno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Guilherme e eu sentámo-nos, e mais uma vez demos corda às línguas. Somavam-se-nos os cigarros nos dedos e as ideias lançadas para a mesa. Quando olhei em frente não quis acreditar. Eras tu! A cura anunciada! Havia-te visto uma vez, fazia meses. E estranhamente apareces à minha frente, após o Guilherme te ter anunciado como o meu Messias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me como se fosse hoje do teu casaco de marinheiro e, naquela esplanada à beira rio plantada, parecia o figurino perfeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cabelo rapado havia dado lugar a uma cabeleira farta, mas os olhos que rodeava eram os mesmos. Mas ali pareceste-me menos menino e mais homem. O cabelo rapado dava-te um ar mais franzino de menino traquinas. Algo me atraíra em ti no primeiro instante em que te vi no Bairro Alto. Mas essas forças eu ignorei. Mas agora estavas defronte a mim e, para lá das coincidências, achei-te invariavelmente atraente, irresistivelmente &lt;em&gt;charmant&lt;/em&gt;. Não escutava ainda minha alma, permaneci na ignorância, mas naquela tarde acordaste-me os sentidos. Parecia um plano perfeito, que se servia de todos os meios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-2421472890501743800?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/2421472890501743800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=2421472890501743800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2421472890501743800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/2421472890501743800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/02/confesso-que-vivi-i.html' title='&quot;Confesso que vivi&quot; - I'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8827363708962071826</id><published>2008-01-29T05:11:00.004Z</published><updated>2008-05-07T08:25:52.936+01:00</updated><title type='text'>Comigo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Acordei com vontade de estar comigo. Aprendi a tirar forças da solidão. Tal como o silêncio, há solidões cúmplices... Aquelas em que nos damos a nós mesmos. Aprendi que quando tudo se cala, Eu falo. Não o soube logo, mas hoje escuto-me, perscruto minha alma a cada investida a um qualquer lugar para estar tão somente comigo.&lt;br /&gt;Perco-me na multidão com o prazer de saber que sendo mais uma no emaranhado de gente, sei a Uma que sou. E no nada que há dentro de mim resgato-me... Na apatia e na inércia sou acção, Amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8827363708962071826?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8827363708962071826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8827363708962071826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8827363708962071826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8827363708962071826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/01/acordei-com-vontade-de-estar-comigo.html' title='Comigo'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-395731515389904220</id><published>2008-01-29T04:34:00.002Z</published><updated>2008-05-24T04:57:46.316+01:00</updated><title type='text'>(Des)Encontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele olhou-a continuadamente. Observou atenciosa e deliciadamente a mulher que diante dele se mostrava. Não conseguia desviar o olhar, e, todo e qualquer desvio que tentasse, sucumbiria nela. Ela era assim, majestosamente fémea, deliciosamente menina. Apaixonou-se no mesmo instante que os seus olhos comeram os dela, e sem querer, percebeu que ela o havia sugado... Ele era a presa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentados lado a lado numa mesa de café, eram dois estranhos que se tinham descoberto na intimidade dum olhar. Aquele olhar podia tudo e podia nada ser. Era necessário agir... Verbo dos amantes, dos que querem amar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele decidiu que não podia perdê-la para o mundo. Fez sinal ao garçon e entregou-lhe um bilhete, tal qual colegial que passa um bilhetinho para a mesa vizinha.&lt;br /&gt;Ela sorriu como se tudo fizesse parte de um grandioso plano arquitectado numa outra vida, e ela, obviamente, como mulher acima dos homens, sabia-o.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O bilhete dizia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olha-me! Eu olho a cada instante, porque mais não posso senão olhar. Sinto-me puxado para cada detalhe, para cada mexer de pernas, braços, perco-me até na tua sombra. Olho, não porque te estranho, mas porque estranhamente sempre te vi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele esperava impaciente a reacção daquele ser, que tanto lhe tinha dado a sentir naquele fim de tarde, recortado a meia luz, disperso pelo meio da semana, perdido entre o dia e a noite. Também ele se perdera.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela tirou uma caneta da mala...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O garçon voltou e trazia na mão correspondência:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olhar-te-ei com o prazer de saber que olho para alguém que me vê... Também eu te vi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando levantei os olhos do recorte de papel que ela me enviara... Caíra a noite. Ela não mais estava. Já não entendia nada. Aquela mulher que me continha desaparecera. Porquê? Também ela o sentira. Porquê? O que teria acontecido... Fugira de mim... Porquê?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Interroguei um a um os empregados daquela, até então, pacata esplanada, e nada. Ninguém sabia de quem se tratava, nunca a tinham visto. Cheguei a pensar que havia imaginado. Duvido de mim próprio. Busco-a no mundo e em mim. Senti-me menino homem, sem medos, apenas com uma irresistível vontade de amá-la. Ela não quis? Não sei que pensar, mas sei que também ela sentiu algo, e o seu bilhete confirmou-mo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passei a ir todos os dias ao local do crime em busca da criminosa, que ao invés de matar-me, me deu vida... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-395731515389904220?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/395731515389904220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=395731515389904220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/395731515389904220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/395731515389904220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/01/ele-olhou-continuadamente.html' title='(Des)Encontro'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-6109971519477163343</id><published>2008-01-26T10:07:00.004Z</published><updated>2008-05-07T09:20:17.189+01:00</updated><title type='text'>Sombra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Eu vi-te e sei que me viste... Ambos fingimos não ver, e dançámos com os olhos para outros palcos... Calámo-nos numa ignorância muda que não há voz que acorde... Fui embora.&lt;br /&gt;É tarde... O sol já nasceu.&lt;br /&gt;Não consigo dormir. As minhas pálpebras teimam em não cair. E prostrada na cama sinto que a única a cair sou eu, tudo o resto me abandona, a noite, o sono, Tu.&lt;br /&gt;A descrença num sono descansado mantém-me desperta, alerta... No fundo sei que te espero... Por que não consigo dormir? Será por ti? Pela ânsia que ver-te provoca em mim? Será que me culpo, pelo que poderia viver? É isso! A culpa de todos os males é a culpa e a minha não é excepção. Que originalidade! Nem na culpa me basto. Quero mais!&lt;br /&gt;Quero viver-me! Quero não mais querer ver-te, ter-te, mas apossaste-te de mim! Mesmo longe sinto-te perto, escuto o teu respirar a dormir a meu lado na cama. Não consigo mais ser peça solta sem ti! Mas mandei-te embora! Para expurgar-me, retornar a mim... Perdi-me em ti e contigo... Não quero, não posso! Mandei-te embora e agora não consigo dormir. Meu corpo não obedece e mantém-se desperto. Como que em vigília, espera-te. Mas tu não voltas. Voltas? Mandei-te embora...&lt;br /&gt;Expulsei-te e hoje sei que também eu me fui de mim... Será isto o Amor? Que nos tira o sono, a fome, o gosto de tudo o que não tenha o teu?&lt;br /&gt;Tive medo, confesso, e comandei o barco para não navegar em tão instável e sôfrega condição. Tracei nova rota... Mandei-te embora.&lt;br /&gt;Hoje sou sombra, mutilada, alheia a mim... Sem vida. As sombras não sonham...&lt;br /&gt;Não consigo dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-6109971519477163343?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/6109971519477163343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=6109971519477163343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6109971519477163343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/6109971519477163343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/01/eu-vi-te-e-sei-que-me-viste.html' title='Sombra'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-4622303943707144961</id><published>2008-01-24T16:42:00.003Z</published><updated>2008-04-25T00:45:01.331+01:00</updated><title type='text'>Náusea</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Arrastei-me da cama e surgi diante mim... O corpo entorpecido bamboleou numa dança com as paredes e naquela dança zanga de corpo desengonçado percebi que, mais que o dia, havia algo que não via... Larguei o espelho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Enfiei-me nos primeiros jeans e t-shirt que encontrei e com o cabelo de noite revolta agitei-me para a rua. Sentia-me anestesiada, mas com uma dormência boa... Não daquelas que nos ceifam os sentidos, mas daquelas que nos tranformam neles... E de tanto sentir ficamos dormentes. Respirava como se o ar me pesasse. Precisava comer. Tinha fome de vida, era esse o nome da minha náusea... Fui comer.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-4622303943707144961?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/4622303943707144961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=4622303943707144961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4622303943707144961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/4622303943707144961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/01/arrastei-me-da-cama-e-surgi-diante-mim.html' title='Náusea'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-7114406050400280687</id><published>2008-01-23T16:07:00.001Z</published><updated>2008-03-09T17:49:07.424Z</updated><title type='text'>Melancolia</title><content type='html'>Melancolia... Tem som de mel,&lt;br /&gt;De doce amargo, de mar.&lt;br /&gt;Frutada palavra, apaixonada,&lt;br /&gt;Desprezada, abandonada&lt;br /&gt;Rebola na língua&lt;br /&gt;De revolta alma.&lt;br /&gt;É tua, minha...&lt;br /&gt;De quem a ela se entrega&lt;br /&gt;E de quem ama&lt;br /&gt;E teima em amar.&lt;br /&gt;Existe, é, Sou...&lt;br /&gt;És melancolia, está em mim&lt;br /&gt;No fado que vivo e canto,&lt;br /&gt;No tanto que te quis e tenho.&lt;br /&gt;Na saudade esquecida&lt;br /&gt;De uma outra vida.&lt;br /&gt;Melancolia... Frutada palavra&lt;br /&gt;Que trinco, chupo-lhe o sumo&lt;br /&gt;Não a temo&lt;br /&gt;Está em mim,&lt;br /&gt;Mas não me contém.&lt;br /&gt;Vou mais além: Amo...&lt;br /&gt;Depois de amar.&lt;br /&gt;Como-a sem desejar,&lt;br /&gt;Por vezes habita-me, devora-me,&lt;br /&gt;Mas não me detém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-7114406050400280687?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/7114406050400280687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=7114406050400280687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7114406050400280687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/7114406050400280687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/01/melancolia.html' title='Melancolia'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8311771808591061696</id><published>2008-01-22T15:56:00.000Z</published><updated>2008-01-22T16:06:23.374Z</updated><title type='text'>Insondável</title><content type='html'>Permaneço insondável... Dizes...&lt;br /&gt;Sem dizer a que venho,&lt;br /&gt;O que tenho, o que quero de ti.&lt;br /&gt;Não penses que por nada querer...&lt;br /&gt;Talvez pelo tanto que te quero&lt;br /&gt;Permaneça indecifrável... Não me penses.&lt;br /&gt;O Nada não é ausência... É a liga de tudo...&lt;br /&gt;Liga-me a ti.&lt;br /&gt;Por vezes o tanto que quero&lt;br /&gt;Cria-se no vácuo, quando me sinto oca...&lt;br /&gt;Até um novo ressoar,&lt;br /&gt;Um qualquer eco&lt;br /&gt;Que se solta, toca...&lt;br /&gt;Tocas-me, sondas-me&lt;br /&gt;E, no entanto, pareço-te insondável...&lt;br /&gt;Talvez nessa densidade&lt;br /&gt;Se misturem sons, vazios,&lt;br /&gt;Frios na espinha, a tua mão na minha.&lt;br /&gt;Torno-me mais tua,&lt;br /&gt;Pois só tu não me vês assim,&lt;br /&gt;Sem liga... Entre o tudo e o nada.&lt;br /&gt;Sou os dois, sem nunca ser coisa alguma...&lt;br /&gt;Perco-me...Posso perder-me em ti...&lt;br /&gt;Dou-me... Mas não me sentes como tua.&lt;br /&gt;Escuta o eco... Persegue-o...&lt;br /&gt;Vou lá estar.&lt;br /&gt;Permanecerei insondável,&lt;br /&gt;Para que jamais me descubras&lt;br /&gt;E te tentes pela razão.&lt;br /&gt;Quero-te intrigado,&lt;br /&gt;Enleado na paixão...&lt;br /&gt;Curioso, ávido de mim.&lt;br /&gt;É a forma de até mim chegar&lt;br /&gt;Vem... Estou presa no eco,&lt;br /&gt;Solta no silêncio... Nosso...&lt;br /&gt;No tanto... No nada... No rasto que se forma...&lt;br /&gt;Num qualquer sim, não,&lt;br /&gt;Vem até mim...&lt;br /&gt;Não te espero, não quero.&lt;br /&gt;Caminho a teu lado.&lt;br /&gt;Criar-me-ei contigo, em ti...&lt;br /&gt;Louca, numa qualquer toca&lt;br /&gt;Oca, onde ressoa o eco...&lt;br /&gt;De nós... Descanso no silêncio...&lt;br /&gt;Escuta-me na ausência de som...&lt;br /&gt;Não me penses... Não me tentes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8311771808591061696?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8311771808591061696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8311771808591061696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8311771808591061696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8311771808591061696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/01/insondvel.html' title='Insondável'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6068572716010133187.post-8977583200357719886</id><published>2008-01-22T15:43:00.000Z</published><updated>2008-01-22T15:51:13.836Z</updated><title type='text'>Espelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vieste sem que te notasse,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tornaste o ar leve...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo pesado,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que me faltasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preencheste um vazio cheio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um corpo torpe, cansado,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que involuntariamente,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentiu aquele ar leve, quente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peito adentro... (Já) rasgado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preencheste a fenda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebo agora que o Amor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É involuntário, reflexo... Espelho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do mesmo medo que estagna o ar,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que o congela, cristaliza,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, que do nada... Pára... Idealiza...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltei a pôr a venda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os músculos imperceptíveis da Alma&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Retomam seu posto de amantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abraçam palavras ternas,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tornam-se bem falantes...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Renascem... Voltam, dão-se à vida,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sedentos de ser prenchidos de ar,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do fogo que os cansou...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Consomem-no...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Volto a respirar, voluntariamente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Volto a amar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um reflexo de mim,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do qual foste e és espelho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6068572716010133187-8977583200357719886?l=riodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://riodemim.blogspot.com/feeds/8977583200357719886/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6068572716010133187&amp;postID=8977583200357719886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8977583200357719886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6068572716010133187/posts/default/8977583200357719886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://riodemim.blogspot.com/2008/01/espelho.html' title='Espelho'/><author><name>Patricia Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12024372978286401740</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_TfKw4i8M1qQ/SicOzVtWvEI/AAAAAAAAAhE/cs7cEIk-21U/S220/OgAAAPtk8wUg5vHnDLn50BXPJsAgeBf5UzwmzClDIlV4fJ-mdgvck29evS8UbEKcotwaDU4Y1anlEy007TRWyK0vRCYAm1T1UKiLXIprUM7QqLfW6C4_wMHYb0eA%5B1%5D+(2).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
